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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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A razão pela qual eu gosto de trabalhar sozinha (e ninguém compreende!)

mau feitio, 04.01.19

A razão pela qual eu prefiro trabalhar sozinha não tem nada a ver com egoísmo nem individualismo. E eu até sou individualista mas não é por isso nem é para não me ferirem o ego nem tão pouco para não me tirarem o protagonismo. Mas merda! Eu tenho uma deficiência que me confere um problema na porcaria da fala! E, para além disso, eu sou uma nica de gente (1,46cm), e com colegas, eu não faço nada. Entra uma pessoa no meu local de trabalho, eu atendo e, logo depois de 2 segundos, ignoram-me e começam a falar com a pessoa ''dita normal'' .Eu não consigo trabalhar...!  Eu detesto trabalhar para o ''fim do mês''... para isso, ficava em casa a receber uma pensão de invalidez... Eu nãome nego a trabalhar com colegas e até gosto quando há trabalho e funções discriminadas para cada um.  Enquanto colega, eu explico o funcionamento, dou dicas e tudo mais. E, excetuando, os parasitas que só lhes interessa o ''fim do mês'' e a mama, qualquer outra pessoa quer ''mostrar serviço'', ninguém quer prestar para fazer monte. Muito menos eu, mas é o que acontece. Imagem... eu não tenho uma imageeeeeeeeeem por aí a fora e as pessoas recorrem a isso.Muitas vezes, pensa-se que a pessoa com deficiência está ali só para ter uma ocupação e um rendimento...mai' nada.            
Não tenho mais direitos do que outros nem tenho de ter mais atenção e prioridades, mas a verdade é que, se as pessoas ''ditas normais'' não me derem espaço para falar e se falarem por cima, eu não consigo.... sinto-me inútil! Mas, deficiências à parte, é respeitar a pessoa, se um colega começa a falar, o outro cala-se. A não ser que o colega não queira nada no castanho e nós temos que tomar iniciativa. Como todas as coisas da vida. Eu apenas mencionei o meu problema porque quem entra no meu local de trabalho e percebe o meu problema, procura logo a pessoa ''dita normal''. Isso é evidente. No entanto, quando estou a trabalhar sozinha, como estive por um longo periodo até agora, trabalhei muito bem, sem problemas. Infelizmente, na sociedade onde vivemos, o que se pensa da ''pcd'' é que está ali só para ter um rendimento, de resto, as ''pdn'' é que fazem tudo. E quem pensa assim, muitas vezes, são pessoas com formações e cursos, mestrados... não é preciso ir muito longe.
Bom... pessoal, eu sei que as coisas têm outro peso quando estamos ''na boca do vulcão'' e, de fato, eu estou cansada, desanimada... porque eu tenho curso na área, ainda que, profissional. Sei línguas: inglês, tive 9 anos de francês, um pouco de espanhol (portunhol.... vá) e, dedico-me bastante ao trabalho. Mas, mesmo assim, sou ''passada a ninguém'', muitas vezes, por ser uma ''pcd''. Mas, como eu escrevi, deficiências à parte, há muito gente que passa por situações idênticas pelas mais diversas razões. E não é por ser uma ''pcd'' que sou perfeita, santa, que nunca erro nem nada disso. Mas é isso.

 

cp.jpgImagem do Google Imagens

 

 

 

 

 

 

Os sentimentos sabem-se quando se sentem.

mau feitio, 02.12.17
Uma vez disseram-me que nutriam carinho por mim. E eu pergunto, para quê que eu preciso de saber disso se nunca mo mostraram, se eu nunca o senti? Nós precisamos de saber ou de sentir? Ou de saber e sentir ao mesmo tempo? É difícil de compreender. Às vezes, basta-nos saber, mas nada se compara com sentir o carinho do próximo por nós. Ambos são importantes, mas o que pesa mais? Saber ou sentir? Eu desejo que todas as pessoas do mundo sejam felizes, mas isso não muda nada nas suas vidas porque eu nem conheço metade da população do meu concelho, muito menos do mundo. Querer a felicidade, faz de mim boa pessoa, mas não significa que eu gosto de todas as pessoas, que nutro qualquer sentimento por elas porque eu não ando com elas, eu não estou com elas, eu não dispenso o meu tempo para estar com elas, para conhecê-las, logo eu não sinto qualquer sentimento por elas, eu nem sei se me despertariam algum sentimento. Eu penso que, para saber o carinho, o amor, a amizade que outra pessoa nutre por nós e vice-versa é necessário sentir e isso significa demonstração, falar, estar,dispensar tempo para conhecer... só assim é que se pode saber o quanto carinho sentem por nós e vice-versa. Para saber é necessário sentir e se nós não sentimos nem demonstramos, não precisamos de ouvir nem dizer.
 

Os sentimentos sabem-se quando se sentem.


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