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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

O meu piano

mau feitio, 31.07.19

Às vezes, tenho medo de não ter mais assunto para escrever. Eu olho para o número de posts que tenho que são neste momento, mais de trezentos e penso como é que eu consegui escrever tanto. Às vezes, volto atrás e releio alguns e faço algumas correções que, no momento em que escrevi escapou-me este e aquele erro, um acento errado, uma vírgula mal colocada, falta de uma palavra, um erro ortográfico... enfim. Quando releio os textos que escrevi, não sou a pessoa que os escreveu, mas sim, uma leitora. Leitora do meu blog. Saio de uma parte de mim e entro noutra dimensão na qual também sou eu, que também faz parte de mim. Divirto-me com aquilo que escrevi, rio-me à gargalhada, choro... desarmo-me em lágrimas grossas, critico-me, chamo-me dos nomes mais hediondos que possam imaginar e, simplesmente, sorrio. Recordo-me de cada pormenor, de cada momento, de cada pessoa, de cada razão que me levou a escrever.  Raiva, amor, solidariedade, paixão, sonho, vida... já escrevi com esses sentimentos todos a latejar-me no peito. Com os dedos a tremer, com água a escorrer-se-me pelo rosto, com o coração a palpitar, com todos os sonhos do mundo dentro de mim. Às vezes, o post que acabei de escrever não era nada daquilo que eu pensei em escrever. Não sei se acontece o mesmo convosco. Dependendo do que eu quero escrever, posso demorar dias a cozinhar na minha cabeça o que quero ''dizer'' e horas a terminar a escrever.

Uma vez, disseram-me que eu não sou escritora porque não ganho dinheiro a escrever. Pois não ganho. Uma pessoa pode salvar milhões de vidas, mas só é médica se tiver todos os diplomas, porém com todos os diplomas pode não corresponder com aquilo que se espera de um médico, mas é-lo porque tem diploma. 

Essas pessoas magoaram-me muito quando mo disseram, contudo fiquei calada. Porquê? Porque no mesmo instante, compreendi que aquelas pessoas só possuem certificados que lhes permitem desempenhar a sua função profissional. Não têm sonhos pendurados no teto nem sal a gosto na sua vida.

Eu não ganho dinheiro por escrever um blog nem nenhum dos pensamentos que posto ora aqui, ora noutras plataformas, por isso, não sou escritora. Ok... aceito!

Mas, eu digo-vos quando me ponho à frente do PC ou agarro numa caneta para escrever é como se tivesse a tocar piano. Por momentos, dou por mim como se tivesse à frente dum piano de verdade. 

É impossível descrever o que sinto quando estou inspirada a escrever. 


Este é o meu piano, é o meu palco, a minha música, o meu instrumento, a minha praia, a minha onda.

 

Não sou escritora? Até aceito não ser uma, desde que o gosto nem o dom de escrever nunca se esgotem dentro de mim, vivo bem com aquilo que não sou por dinheiro. Mas, morreria pelo que sou sem um tostão no bolso. Infelizmente, quem não tem sonhos pendurados no teto, não compreenderá o que quero dizer. Escrever é uma arte como tantas outras e o artista é o que menos recebe por isso. 
Se eu fosse renumerada por cada palavra que escrevo, era só mais uma na lista.

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Imagem do Google Imagens

Frase do Mês

mau feitio, 04.07.19

De onde és menina? Sou da Terra dos Sonhos.

 

Se me perguntarem de onde sou, serei capaz de dar uma resposta que irá além de uma mera e simples localização geográfica, uma rua ou lugar físico. Eu direi que sou da terra dos sonhos. Dos meus sonhos. Os que vivo, os que sonho acordada e a dormir também, os sonhos que idealizo, que imagino e que crio ao pormenor sem descartar qualquer hipótese. 

Serei mais menina por isso, mais ingénua, menos madura? A idade já não justifica sonhar? Devia deixar-me disso? Talvez, mas não quero saber. Eu sonho e não permito que me digam que não posso sonhar! Não há sonhos inconcretizáveis, há sim, pessoas que não conseguiram concretizar os seus e alimentam essa teoria de pouca fé e poluem a mente dos sonhadores pouco seguros com ela. 

Pouco m'importa o que falam de mim, o quanto falam nem o que pareço para essa gente toda de pouca fé, cega por dinheiro e futilidade.

Eu sou daqui, dali, d'acolá. A terra donde eu venho é pequena, mas o meu querer é enorme e não se acalma! Se isso me faz mais ou menos, isto e aquilo... que se dane. 

De onde és menina? Eu sou da Terra dos Sonhos!

 

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Mau Feitio

Todo o sonho

mau feitio, 02.03.18
Todo o sonho, no começo é desengonçado
Desajeitado, desarrumado, disparatado, indisciplinado
Todo o sonho, no começo é confuso e pouco planeado
Mas todo o verdadeiro sonho
É um sonho,
É paixão,
É alma!
Às vezes, pequeno, grande…
Mas não faz mal porque quando o sonho é mesmo sonho
Devagar, se vai clarificando, encontrado um jeito, se engrandecendo,se vai unindo e limando pontas,
Se é sonho é possível!
Se é sonho é louco e incompreendido
É apaixonante e devorador
Mas, ao mesmo tempo, é calmante.
Se é e quando sonho, nos consome por inteiro
Mantém-nos sempre acordados e desesperados,
Quando o sonho existe, ele não nos deixa e nos cansa
Deixa-nos em farrapos e mesmo os sonhos falhados
Valeram a pena!
Não há sonhos inúteis, todo o sonho tem uma lição.
Foram sonhos, foram vida, foram luta!
Se é sonho é vida!
Se é vida é para viver,
No momento em que se sorri ou que se chora
É sonho.
É esperança.
É vida!
Só quem realmente sonha é que conhece o poder do sonho!
Quem sonha é rico, quem não, ri-se do sonho do outro e despreza-o.
Quem não sonha é pobre. Deixa-o fugir.
Quem sonha… Ah! Quem sonha, pode cair, partir-se ao meio,mas nada, mesmo nada o faz desistir!


Imagem do Google Imagens/ Filme Up Altamente

Link adicionado:https://www.youtube.com/watch?v=EoiiIo0rVck

Era uma vez...

mau feitio, 28.01.18
Era uma vez, um simples e solitário homem que era visto como pequeno, ignorante, vagabundo e inútil.
Não que não fosse inteligente e não quisesse trabalhar,mas não tinha meios nem condições para desenvolver os seus ideais, para ser mais do que era naquele momento, por isso, os demais ao seu redor desprezavam. Cansado de engolir tanto desprezo e ser humilhado calado, o homem levantou-se e caminhou, caminhou, caminhou descalço sem nada nos bolsos,somente com a roupa que lhe cobria o corpo até encontrar um lugar onde pudesse viver.
Ao longo dessa caminhada, ele encontrou várias pessoas,umas boas, outras nem tanto. Fez amizades que perduraram, outras que pouco duraram. Também fez as suas inimizades e teve os seus conflitos, mas conheceu outro mundo, outra gente, descobriu novas formas de viver, conheceu a diferença. Aprendeu que nem tudo tem de ser feito da mesma forma, do mesmo método, que nem tudo tem a mesma cor e o mesmo jeito e ser pessoa quer dizer muita coisa. E que o que está certo para ele pode estar errado para o outro ao seu lado.
Quando o homem encontrou o dito lugar, começou a desenvolver as suas qualidades, a realizar os seus sonhos, a construir os seus projetos, a ter as suas conquistas e alguma riqueza, mas, apesar disso, ele nunca perdeu a humildade pois nunca se esqueceu do sitio de onde saiu, da sua casa, das suas raízes.
Um dia, mais maduro e experiente, ele regressou à sua terra, da mesma maneira como saiu: caminhando. Pelo caminho ele conheceu mais pessoas, coisas diferentes, fez novos amigos, aprendeu novas coisas...como aconteceu quando partiu da primeira vez.
Ao chegar à sua terra, o tempo tinha passado, as ruas estavam diferentes, os edifícios tinham sofrido modificações, as pessoas tinham envelhecido, havia novas crianças e pessoas que ele não conhecera.
O homem deu uma volta e reconheceu alguns lugares e também reencontrou algumas pessoas que o tinham desprezado. E, rapidamente,percebeu pelos olhares e conversas entre as pessoas que o espírito delas continuava igual. Era como se o tempo tivesse estagnado no próprio tempo, a mentalidade era a mesma: pequena, mesquinha, tacanha. Posto isto, sem demoras decidiu partir novamente porque ele descobriu algo essencial.
Ele descobriu que ele não era uma pessoa perfeita, não sabia tudo, também tinha magoado e julgado outras pessoas, também tinha dificuldades e também precisava de ajuda e tinha problemas e culpa em algumas situações,mas, às vezes o lugar onde estamos não é o certo para nós. Às vezes, o lugar onde estamos tem mais dificuldades e menos condições do que nós próprios e por essa razão temos de partir em busca de algo diferente. Não significa que tem de ser melhor ou maior, mas sim, tem de ser diferente. Embora triste por ver que a sua terra ainda não conhecia o que ele conheceu, ele partiu e desta vez para nunca mais voltar. Ele precisava de mais. Ele precisava do mundo, da diferença,das cores das pessoas de todas as raças. Ele sentia necessidade de trabalhar,de inovar, de descobrir, de vida.
Assim foi pelos caminhos da vida. Se caiu? Imensas vezes,mas levantou-se sempre. Se errou? Sem dúvida! Mas corrigiu-se. Se teve momentos de solidão? Alguns, mas sempre encontrou companhia. Se se deparou com tristeza,sofrimento e conflito? Sim, mas sempre deu a volta. Se teve menos dinheiro do que aquele que poderia ter tido na sua terra se se tivesse acomodado? Talvez,mas teve o suficiente para viver a sua vida da forma que ele escolheu, por isso, foi feliz e não há maior riqueza do que a felicidade.
 
Parte da nossa felicidade é feita só por nós.
O que importa é viver a vida. Se chorámos ou se rimos, se fomos solitários, se sofremos mais, se caímos pelo meio, não importa. Se no fim fez sentido e fomos felizes, o resto não importa.

Não tenham medo de partir ao encontro de algo que vocês acreditem!Vão! Voem! Não escutem o mundo. Escutem o vosso coração. Não desistem.
 
Imagem do Google Imagens