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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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A Rapariga No Comboio

mau feitio, 09.05.19

Este livro ensinou-me algo que eu não sabia. Além de ser um livro incrível, com uma história extraordinária, ou seja, uma excelente escritora, ensinou-me também que cada livro tem o seu lugar onde deve ser lido. Eu comprei-o em 2018 e andava com ele na mala para todo o lado e tentava ler no trabalho na espera dos turistas pois era possível e noutros lugares sempre e onde me dava jeito para ler mas nunca consegui sentir interesse na história. Lembro-me que o achava aborrecido e até pensei no que eu ia fazer com um livro que não gostava de ler e só estava a fazer monte... até que chegou um dia, mais precisamente, uma noite em que a casa estava silenciosa e já estava no quarto para dormir, nisto, peguei nele e... uau! Eu descobri o quanto esse livro é maravilhoso, quase que li tudo numa assentada só. 

 


Conclusão: cada livro tem o seu lugar certo, o seu momento certo, a sua hora para ser lido.
Por algum motivo, foi aquele... por algum motivo, eu guardei-o na mala... e por algum motivo, eu peguei nele naquela noite... e ainda bem, pois tornou-se num dos meus livros preferidos. 

a-rapariga-no-comboio.jpg

Imagem retirada do Google Imagens

Cartas pra Pepita -Matheus Mazzafera

mau feitio, 02.04.19

Eu sigo o canal de Youtube do Matheus Mazzafera que, tem como objetivo, informar, esclarecer e, sobretudo, entreter e divertir as pessoas.

Há pouco tempo, MatMazzafera inseriu novos quadros no seu canal, para além daqueles que já tinha. Um deles tem o nome de ''Cartas pra Pepita''. Para quem não sabe, Mulher Pepita ''é uma cantora, compositora e dançarina brasileira. Possui notoriedade por ser uma das primeiras funkeiras transexuais do Brasil, e seu trabalho é frequentemente associado ao ativismo LGBT''. E o seu verdadeiro nome é Priscila Nogueira.

Então, no quadro ''Cartas para Pepita'', são lidas cartas de algumas pessoas com o propósito de pedir ajuda a Pepita para compreender os problemas dessas mesmas pessoas, seja qual for o problema. 

E porquê que estou a escrever sobre isso?

Porque, no último vídeo que eu vi desse mesmo quadro, Pepita disse algo que me chamou a atenção e é tão verdadeiro. Durante a leitura de uma carta sobre o problema de uma pessoa que desabafou na carta que, queria terminar a relação mas o companheiro estava a chantagea-la com fotografias íntimas da mesma que mantinha no telemóvel. A resposta de Pepita foi demais!
Depois vocês se quiserem veem melhor no vídeo, porque não decorei o discurso mas é mais ou menos isso:
Se ele quer pôr as fotografias na Internet, deixa pôr. Que ponha!! As pessoas não sabem o que é um peito, o que é um cú? 
Depois de ele fazer isso, o que acontece? Pode se sentir exposta mas, a sua vida continua... e as pessoas que fazem chantagem ficam ali no seu mundinho, a intimidar outra e outra e outra pessoa. A vida delas será sempre essa.

E não é verdade?! Tanto para este caso, como para todos os outros. Às vezes, ficamos amedrontados com cada chantagenzinha tola... e pensamos nisso, nem dormimos até... mas a Pepita tem toda a razão, depois da bomba explodir, podemos ter vergonha, desiludir meia dúzia de pessoas... mas depois do pó estar baixo, a nossa vida continua e essas pessoas continuarão ali a arranjar outra presa.

Opá... queres contar o que sabes sobre mim? Publica no Facebook, cria um evento. Faz uma festa para isso.

Quando a gente começa a ver os vídeos parece uma coisa cómica, sem sentido, mas se vocês continuarem a ver os vídeos, verão que Pepita diz certas coisas que faz pensar e que são verdade!

Para tirar uma conclusão, para conhecer e decidir que se gosta ou não, é preciso dar tempo ao tempo.

 

 

 

 

Beijs.

 

Fontes:

https://www.youtube.com/channel/UCL7Bgplfmp-9hF1ghndgxng/videos

Wikipédia

 

Melhor lição de vida

mau feitio, 18.03.18

Eu penso que a melhor lição que podemos dar a outra pessoa é o silêncio das nossas bocas e a firmeza dos nossos gestos.
Não adianta estarmos a dizer que somos bons, que somos capazes, que temos condições, ou seja lá o que queremos dizer ou mostrar, se pessoa que está à nossa frente não nos ouve. Para essa pessoa só estamos a parlar como um papagaio e no que nos diz respeito, só estamos a cansarmo-nos a repetir demonstrações de capacidade.
Então, deixemos com que não acreditem em nós, deixemos que pensem o pior de nós, que vamos cair à primeira (até podemos cair) mas devagar, passo a passo, silenciosa e firmemente, mostremos de que matéria somos feitos! Podemos sair-nos mal à primeira, à segunda, à terceira, mas com coragem, de cabeça erguida, talvez a tremer da cabeça aos pés, com a voz meio enevoada, mas a sorrir, sempre a sorrir vamos conseguir!




Fotografia da minha autoria
 
 

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mau feitio, 22.12.17
Olá!

Ainda falta uns dias para o fim do ano, mas já vou deixar aqui a minha avaliação sobre o meu ano de 2017.
Em primeiro lugar, foi o ano da bonança. Diz-se que“depois da tempestade vem a bonança” e é bem verdade. Foi o ano de alívio em todos os setores. O tempo clareou para mim, embora tenha tido de deixar muitas“coisas” que gostava para trás e que dor isso me causou no instante em que decidi sair do fundo do poço em que me encontrava, tive de esquecer sonhos ,pessoas e despejar tudo num contentor de misérias sem derramar uma única lágrima, sem sentir o que me torcia toda por dentro. Lembro-me que a música“ilê pêrola negra” da Daniela Mercury me acompanhou nas horas infernais de arrumação. Mas consegui e depois virei costas e parti. Com o coração em pedaços,mas parti.
E querem saber? Jamais pensei que chorar, sofrer e passar um mau bocado, por muito que ele seja, fosse algo que tornasse alguém debilitado e visto como um coitadinho. Mas a sociedade tem essa tendência.
Quando veem uma pessoa chorar ou sofrer começam a achar que aquela pessoa é despreparada, isolada sem ninguém a quem recorrer, que precisa de apoios e de ir para perto da família. E eu pergunto? Que tem de sofrer? As pessoas precisam disso para crescer. Um bebé quando aprende a andar precisa de cair para aprender a se equilibrar, a levantar-se para continuar a sua caminhada. Assim é o resto do mundo.
A tropa manda desenrascar-se e nós desenrascamo-nos e temos de nos adaptar à realidade e é esse o nosso ponto fraco, às vezes não conseguimos adaptarmos às situações e dá-se o colapso. Parecemos os coitadinhos do mundo e toda a gente faz o que lhes apetece connosco. Também acontece que,às vezes, o que nos rodeia é que não tem condições o que nos torna incapazes. Apesar de os únicos culpados sermos nós, torna-se impossível contornar certas situações. Parecemos umas inofensivas formiguinhas ao pé de um grande monstro.Estamos acorrentados e quando conseguimos dar um minúsculo passo levamos com a pata do monstro em cima.
Outro monstro chama-se pressão social. Como já disse acima, a sociedade, nós pessoas, temos muita tendência a achar, a opinar, a falar sobre a vida do outro, como ele deve viver, o que deve fazer e etc. Isso destrói qualquer um que dá ouvidos ao que se diz sobre si. Eu aprendi a calar-me sobre as minhas dificuldades e, se precisar de falar, de desabafar ou de ajuda para algo, das duas uma, ou recorro às “minhas pessoas” ou arranjo um jeito. A tropa manda desenrascar, a gente desenrasca-se. Porque quanto mais baixo te mostras, mais para baixo te empurram. Digo-vos muito sinceramente,depois desta tempestade, eu aprendi a ser quase auto- suficiente e já que adoram dar opinião, também vou dar a minha, conheço pessoas que se partem por tudo:por um berro, uma asneira, por uma crítica, por uma falta de atenção, por um julgamento por um insulto, por um dia menos bom ninguém não tem culpa das tempestades da minha vida, daquilo que me assiste, dos meus sofrimentos, da minha tristeza, mas por amor de Deus! Dependem muito do outro, esperem muito do outro. Como é que essas pessoas viverão se ficarem sozinhas na vida? Eu passei dias terríveis, queixei-me, entrei em colapso, atirei as culpas ao mundo, mas nunca esperei por ninguém.
Bom isto foi só um grande parêntese. Vou continuar a minha retrospetiva sobre 2017. Foi um ano bom, de reflexão, de reencontro comigo, com os lugares, pessoas, com tudo e também de recomeço. Não foi um ano de grandes concretizações nem de vitórias, mas de pequenos começos embora não sejam totalmente do meu agrado e me sinta um pouco derrotada, mas nada com que eu não consiga lidar e contornar. Ainda estou meio atordoada e tudo o que não consegui, o que não foi possível realizar, o que e quem deixei para trás a latejar-me na cabeça. Ainda me doem os joelhos das quedas que dei. Mas, pouco a pouco, vou reencontrar-me e seguir aos objetivos que desejo realizar.
Por enquanto, encontramo-nos por aqui no blog. Um dia falo-vos do blog, da razão de ele existir.
 

Até lá portem-se bem 🎄 porque eu nunca me porto bem! 😉😀😃