Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

Hoje lembrei-me de ti

mau feitio, 11.12.19

Hoje lembrei-me de ti... e fui espreitar-te como fazia antigamente, não resisti. Continuas com essa beleza rara que é só tua. Como é possível ainda gostar de ti depois de tanto tempo?! Já se passaram mais de 4 ou 5 anos desde que me rendi a ti e continuo rendida. É simples. Eu gosto de gostar de ti e enquanto eu gostar de gostar de ti, continuarás aqui dentro guardado. Assim que eu vi a tua expressão viva, alegrei-me para o resto do dia, é inexplicavelmente confortável sentir isso. É como se te preparasses para eu te ver. Talvez penses que eu sou ingénua, talvez não e tanto faz aquilo que sei e não sei... nesta altura do campeonato tanto faz mesmo de tão longe que estás de mim, de tão distante que está tudo aquilo que foi a nossa história. Eu sei que nunca foste honesto nem verdadeiro comigo e até te podes ter rido às minhas custas. Bem, que se lixe!! Embora eu também tenha errado na nossa minúscula história, acredito que também vais pagar pelos teus erros. Mas isso não me compete afirmar ou julgar.
Independemente de tudo o que não deu certo, quero-te bem! Espero que a vida te sorria todos os dias da tua vida e que sejas sempre assim, um miúdo apesar das rugas que já fazem parte de ti. Que a vida te proteja!!!
(Nunca) sairás de mim, porque fizeste e fazes parte de um capítulo da minha estrada que mais me marcou até ao presente. 

sss.png

 

Apresentação de As histórias de Lia

mau feitio, 05.08.19

Hoje dou inicio a uma nova rúbrica aqui no blog. Passo a explicar, Lia é o nome que uma amiga minha me pediu para utilizar nesta rúbrica. A pedido de Lia, eu vou escrever algumas histórias de vida dela que ela me vá contando sobre como é viver com a deficiência, tencionamos fazê-lo sempre que der. 

Lia é quase da minha idade e como eu, também tem uma deficiência.

Eu conheci a Lia no tempo em que vivi fora e desde então falamos sempre que é possível... nesse tempo, Lia estava com um depressão profunda e por isso, em conjunto tivemos esta ideia de escrever, porque ela tem muito que quer dizer sobre como é viver com a deficiência mas não quer que ninguém saiba que é ela. No entanto, é muito difícil para ela escrever. Posto isto, eu ofereci-me para isso, mais tarde faremos um blog para ela, se assim o desejar.

Até lá, será uma rúbrica no blog do mau feitio. Assim prefere.

Por hoje, não temos nenhuma história para contar mas em breve teremos.

A Lia manda um beij para todos.

 

 

As histórias de LIa.png

 

O que é que passa com o people?!

mau feitio, 09.07.19

Então é assim... qualquer dia aqui a vossa amiga é expulsa dos locais por me rir das pessoas, mas não dá para não me rir. Como escrevi no post anterior, eu vi o ''coiso'' de um senhor com mais de 65 anos, todo feliz a balançá-lo... e, como vos disse, parti-me a rir. Hoje, estava eu a almoçar.... e, aproxima-se um rapaz, pára ao lado da mesa onde eu estava sentada e começa a dançar, tipo slow mas sozinho.

Está tudo bem, pessoas? Que se passa? 

Demais! Eu saí do local para me rir à vontade. Ainda me vão dar como doida (já dão um ''bocadim'' ), daqui a nada, é de vez.

 

Besos.

 

Faz-me de parva, que eu deixo.

mau feitio, 07.07.19

No outro dia, fui à cidade passear e também tratar de umas coisas que estavam pendentes. Enquanto, estava às voltas no centro comercial, entrei numa loja que, raramente entro por ser uma loja mais direcionada para crianças e adolescentes, mas tem uns acessórios giros que dá para usar e são mais baratos. Escolhi o que quis e fui pagar, no entanto, já estava a contar levar mais um acessório. No caixa, a funcionária que, provavelmente ronda a minha idade ou menos ainda (mas ela não sabe. Ela deve pensar que tenho 14 anos, como acontece sempre)... fez uma jogada barata para eu comprar mais e disse: '' Se tu comprares mais um, o segundo fica mais barato e a compra também.'' , coisa que detesto, como também detesto que se dirigem a mim na segunda pessoa do singular ''tu'' em qualquer estabelecimento onde não sou conhecida. Claro que aqui no meu concelho, todas as pessoas tratam-me por ''tu'' mas conhecemo-nos e há carinho mutuo. Ok... eu é que me meti na loja de putos... mas nem que eu vá à loja mais chique do mundo e gaste uma quantia absurda, tratam-me sempre por ''tu''.

Eu sabia que o valor final seria mais caro mas como estava estafada e já tinha pensado em levar dois, eu aceitei a jogada da treta, mas olhei para as funcionárias todas radiantes por terem convencido a '' parvinha''. No meu interior, eu é que estava a chama-las de parvas, mas deixei que pensassem que eu sou uma tola. Comprei o segundo acessório, paguei mais do que iria pagar se tivesse levado só um, mas 'tá-se bem. Eu disse para mim mesma: ''eu já queria levar dois, por isso, 'tás à vontade para me fazeres de parva.'', além do que estava cansadíssima para discutir fosse o que fosse. Porém, o maldito do segundo acessório, não vale os tomates de um tomateiro, já se partiu ontem.

 

Já vos aconteceu algo parecido?

 

Hoje estou a procrastinar por casa e vocês?

 

Beijs.

A Rapariga No Comboio

mau feitio, 09.05.19

Este livro ensinou-me algo que eu não sabia. Além de ser um livro incrível, com uma história extraordinária, ou seja, uma excelente escritora, ensinou-me também que cada livro tem o seu lugar onde deve ser lido. Eu comprei-o em 2018 e andava com ele na mala para todo o lado e tentava ler no trabalho na espera dos turistas pois era possível e noutros lugares sempre e onde me dava jeito para ler mas nunca consegui sentir interesse na história. Lembro-me que o achava aborrecido e até pensei no que eu ia fazer com um livro que não gostava de ler e só estava a fazer monte... até que chegou um dia, mais precisamente, uma noite em que a casa estava silenciosa e já estava no quarto para dormir, nisto, peguei nele e... uau! Eu descobri o quanto esse livro é maravilhoso, quase que li tudo numa assentada só. 

 


Conclusão: cada livro tem o seu lugar certo, o seu momento certo, a sua hora para ser lido.
Por algum motivo, foi aquele... por algum motivo, eu guardei-o na mala... e por algum motivo, eu peguei nele naquela noite... e ainda bem, pois tornou-se num dos meus livros preferidos. 

a-rapariga-no-comboio.jpg

Imagem retirada do Google Imagens

Extremamente desnecessário!

mau feitio, 03.04.19

O que  vou contar já se passou há algum tempo, mas ficou-me na cabeça até agora, porque achei mesmo desnecessário. MESMO! 
Acho que era de manhã, ia eu a descer uma rua em direção ao trabalho ou a subir... já não sei. 
Mas ia eu na rua e próximo de mim, ia uma mãe e dois ou três filhos (digo filhos porque sei que são mas não vou mencionar nomes, ÓBVIO). Continuando... uma das crianças ao ver-me, começou-se a rir do meu ''andar''. Explico, eu tenho a perna esquerda mais curta cerca de 2cm, ando bem mas, às vezes, puxo um pouco, quando mais enferrujada, cansada, doente... isso também depende das pessoas, há pessoas que são distraídas, outras que veem todos os pormenores.
Então... eu ouvi a criança a rir-se e a dizer: ''aquela rapariga anda assim...'', imitando-me. Nisto, a mãe dá-lhe um estaladão! E disse: ''Não gozes! Aquela pequena tem um problema.''... eu não concordo com isso. Eu concordo que, um corretivo só faz é bem. Mas não é preciso um estaladão. A criança ficou atordoada... nesse caso, acho que a mãe chegava a criança para junto de si e explicava o porquê do meu ''andar''. A criança riu-se de mim, mas eu nunca levei isso a mal vindo de crianças. Quando eu também era uma, levava. Mas... agora depois de adulta, basta olhar para as crianças, como quem diz ''eu sei que te estás a rir de mim'' toda séria, que elas param ou se não eu pergunto ''o que é?'' e elas fogem rindo-se e eu a rir-me também. E o que tem? Criança é assim mesmo. Às vezes, perguntam-me porquê que eu nasci assim, eu respondo que saí assim da barriga da minha mãe e  não tem cura, pronto. Não é preciso mais conversas!
Com crianças, a resposta mais simples e verdadeira é a melhor! 

Até porque elas (crianças) não vão assimilar muita explicação. Elas pensam um bocadinho no assunto e aceitam na boa. Na história que contei, era só isso o necessário a fazer-se. No entanto, a mãe esteve errada dando na criança, porque não a ensinou nada.
Há pais que não mexem uma palha para corrigir os filhos, outros que quase os arrebentam de pancadas. 
Querem saber? Antes uma criança do que um adulto. 

 

 

agressivo-620x428.jpg

Imagem: Google

Amanhã é Domingo... :(

mau feitio, 23.03.19

Ai caneco!

Amanhã é Domingo, dia do Nosso Senhor (como manda a religião católica, na qual eu fui criada...!), dia de descanço para muita gente, dia da família... mas devo confessar: desde pequena (quando eu era mais pequena ainda, tenho 1,46 cm lembram-se? Qualquerum, pega-me por uma mão e atira-me assim ao vento... lá vai o mau feitio, depois o vento atira-me a uma árvore, que por sua vez, atira-me a uma rocha e eu fico lá toda esmagada com as tripas a saírem-me pelos olhos...)
Num instante, fiz uma cena de terror! Bom, voltemos aos Domingos, desde os tempos de criança, que eu não gosto do Domingo. Pah... é aborrecido...! Não há nada para fazer, na televisão não passa nada de interessante, ainda se mantivessem a programação da semana ou pussessem alguma cousa de jeito a dar... mas não. É sempre aqueles programas pirosos, reality shows... arght! eu gostava de ter um botão onde me pusesse a dormir de Sábado para Segunda-feira. Seria tão fixe! Na realidade, eu consigo fazer isso, vocês iam ficar bOquiaberTOs com a quantidade absurda de horas que eu consigo dormir! Mas eu não vivo sozinha, de momento. Por isso... não convém dar sustos a ninguém. ( não sei se já disse aqui, se não, digo agora: o meu sono não é regular. Eu consigo fazer diretas sem problemas, consigo passar semanas a acordar cedíssimo e consigo dormir mais que um coala).Até me tento distrair com algumas coisas, mas parece que levaaaaaaaaa mais tempo a passar, precisamente, porque eu não gosto. Quando a gente não gosta de uma coisa, ela insiste, persiste e demora-se.
Bom, pessoas lindíssimas eu vou ver a novela Salve Jorge (Globo Portugal).
Mas... e vocês gostam do Domingo? O que vocês costumam fazer? Têm sugestões para passar um Domingo?
Beijs.

Eu desisto!

mau feitio, 23.03.19

Calma, minha gente!

Não é nada demais, passo a explicar:

Já há algum tempo que eu ando a tentar simpatizar com uma pessoa, por nenhuma razão em especial, mas como vivemos na mesma terra e já convivi com essa pessoa em dois momentos diferentes da vida e, possívelmente, vou contracenar em algum momento futuro, não que eu vá até... mas como vivemos na mesma terra... por mais que os caminhos se separem, há sempre uma vez ou outra que se dá de trombas com as pessoas, dada a pequenez do sitio. Enfim... eu não consigo! Nem consigo verbalizar uma palavra. Não é que eu O_D_E_I_E a pessoa em questão, mas já tenho recordações negativas em relação à pessoa, umas recentes, outras mais antigas... o que dificulta a situação. Sem falar que quando eu pego com uma coisa... txiii.... nem tirada a ferro, por isso, a solução que eu encontro para quando me deparar com tal presença é passar, fazer um aceno com a cabeça ou mão, no máximo, esboçar um sorriso e ir à minha vida. Também... não há assunto, tendo em conta à pessoa que é e etc, etc, etc. Desisto! Melhor do que sorrir uma vez, falar outra... virar a cara outra. A pessoa deve pensar: ''Esta gaja é bipolar.'' 
Acho que não se deve forçar nada, mas eu não me sinto confortável, é boa pessoa (até que se prove o contrário) e meio que me pediu desculpa...explicou-se, vá! E foi tolerante em algumas ocasiões. Por isso, tentei simpatizar, ma' não consigo. Não entra! E eu só 'tava a empurrar pra dentro. Aproveitando a deixa para uma pessoa, utilizo-a em várias.

coisas_da_vida.

Viver fora: o que eu gostei e o que eu não gostei.

mau feitio, 15.03.19

Olá.


Como já tinha dito, eu vivi 4 anos longe de casa. Fiquei por lá o tempo que foi possível ficar e regressei quando não houve mais nada para eu fazer lá. A minha intenção nunca foi ficar de vez a viver lá, claro que se as coisas se tivessem proporcionado, teria aproveitado. Em tempos de fome, não se desperdiça pão. Mas não foi, não há que remoer no assunto. Bem... quando eu digo longe, não me refiro a distância de carro, vivi mesmo fora. Antes já tinha vivido fora da minha área de residência a uma distância de 1:30 de carro, agora com a via rápida feita  fica a 40min. de distância de carro de casa. E o que eu gostei e não gostei da minha segunda experiência fora de casa? Eu não vou repetir aquela história do mau bocado que passei, da tristeza nem dos problemas, que escrevi há pouco tempo. Vou relatar coisas ''normais'' de quem vive fora de casa.

Só para entenderem, quando eu decidi ir viver para o lugar onde vivi, não foi com a ideia de farras e festas, porque eu até gosto mais de estar em casa. Gosto de sair e tal, de vez em quando, mas aprecio um serão passado em casa, um jantar entre amigos.... Coisas desse género.
Quando eu decidi ir viver fora e, especificamente, na cidade onde vivi, em primeiro, porque sempre gostei da história da cidade em si, dos monumentos..., e, em segundo, eu quis experimentar viver sozinha sem ninguém a quem pudesse pedir socorro (família) para ver até onde eu ia, os meus limites e por aí a fora.

Vamos começar pelo que eu não gostei:
 1.dos doces típicos da região;
 2.de algumas tradições;
 3.dos centros comerciais: os que estavam perto de mim, não ofereciam muita coisa (lojas), o único que tinha alguma coisa de jeito (mais oferta de lojas e etc) ficava em cascos de rolha;
4. não gostei do facto de não haver tantos transportes públicos para os sítios mais distantes ou com tanta regularidade. Para andar no ''centro'' há a todo o momento, se se precisa de sair para os subúrbios, não há. Foi a impressão com que fiquei.
5. não gostei de (só) haver descontos e apoios e residências só para os estudantes universitários. Na maioria das vezes.
6. não gostei do aspeto degradado das casas que eu via na rua, algumas casas, não têm mesmo condições. Havia pessoas a viver em casas a cair aos bocados.
7. não gostei da pressão social: haver festas e toda a gente vai e quem não vai, é um E.T. Parecia obrigação. Ou é fim de semana e ninguém  pode ficar em casa. Há uma pressão muito grande. Eu senti isso. 
8. não gostei do padrão social, por exemplo, as meninas andam como ''rapunzeis'' e os meninos como senhores.
9. da inexistência de zona balneares + próximas. Para uma cidade, acho que devia haver algo mais central, uma vez que há muito espaço verde abandonado e poluído na cidade. Acho que a Câmara devia cuidar mais disso, porque tive a oportunidade de conversar com pessoas idosas que se lamentavam da falta de uma zona balnear mais próxima. Esquecemo-nos das pessoas idosas e com necessidades especiais que até podem ter uma boa qualidade de vida se as coisas forem bem feitas. Eu conheci algumas pessoas idosas e com deficiência que comentaram isso mesmo: até podiam aproveitar melhor o Verão, se as piscinas fossem mais centradas, havia, pelo menos 2 espaços (até onde sei), mas distantes e caros.
10. as ruas eram pouco arranjadas e limpas.
11. não gostei de andar de comboio.
12. Detestei a existente hierarquia entre as pessoas. Os gostos e desgostos das pessoas umas com as outras, dependem muito se os ''maiores'' gostam, toda a gente gosta, se acontece o contrário... ninguém olha para aquela determinada pessoa. As relações entre as pessoas  (na cidade onde vivi) se baseiam muito das influências, do que se ouve e se deixa de ouvir. E, ainda existem os grupos bem distintos uns dos outros. Não há mistura. Isso faz-me confusão. Para mim... uma pessoa africana é igual a um europeu que, por sua vez é igual a um chinês. Somos todos iguais. Vinhamos de onde viemos, independente da nossa cor, da nossa etnia. Somos um. E lá, também percebi que vão uns atrás dos outros, ninguém pode ficar com menos. Igual ou melhor. As pessoas atropelam-se para atingir o melhor.
13. Detestei o facto de se nomearem tias. É tudo tias e sobrinhos. DETESTEI. 

Esta é a minha opinião (a minha) baseada na minha experiência. Quem se dá bem, ainda bem, fico feliz! Mas, acho que a cidade em questão (ainda) tem o hábito de olhar, de mexericar, de estranhar, do disse-que-disse, de rotular as pessoas, de se intrometerem muito, não gostei disso. Porque eu sou de uma ''terrinha'' assim e fui para uma cidade com uma mentalidade igual ou pior. Desiludi-me um pouco com o sonho. Ma' pronto. Desiludiu-me porque é cidade, mas as pessoas não evoluiram com ela. Ficam naquela coisa que vivem na cidade, a sobrevalorizar o que têm e só.

 


Eu defino a cidade assim: 
Uma cidade que vive dentro de uma  bonita redoma, mas velha e cheia de pó. Enquanto isso, o resto do mundo avança e eles continuarão na sua redoma, a autovalorizarem-se daquilo que têm, sem se aperceberem no quanto estão atrasados.


O que eu gostei:

1. do pão;
2. dos horários e dos dias de abertura dos estabelecimentos, 7:30 da manhã, já  estava (quase) tudo aberto e às 23:00 ainda estava muita coisa aberta, maneira que, não precisava de andar a correr. Aos fins de semana, a mesma coisa. Mas isso, acontece em todas as cidades.
3. da proximidade dos estabelecimentos relativamente à casa onde vivi. Depois de conhecer, só andava pé.
4. da existência de pontos de táxi em todo o lugar, ou quase todo o lugar.
5. das mercearias. É engraçado. As pessoas que conheci, queixavam-se da falta de produtos das mercearias, eu não notei falta. Comparativamente ao local de onde eu sou, as mercearias das cidades têm bastantes produtos, quase que não se precisa de ir às grandes superfícies, inclusive, os horários são muito melhores. Abrem pelas 7:30 e fecham às 20:00. (aquelas que conheci).
6. ah... eu vivia perto dum café/gelataria. 'tava sempre lá a comer crepes. Sempre; sempre que me crescia uns tostões.
7. da baixa da cidade, é linda!
8. gosto do facto de terem mantido a parte velha da cidade.
9. apreciei o facto de tudo ou quase tudo ter o nome de reis. Aqui é só santos. :D
10. adorava aquelas ruazinhas da baixa da cidade, pareciam labirintos, andei em todas e perdi-me também :D mas aqui 'tou eu.
11. gostei dos últimos tempos que vivi, estava a estagiar num lugar impecável e tinha rotina de trabalho. Chegava a casa 19:00, comer, banho, cama. Adorava aquela correria de ir para o estágio.
12. Adorava a cidade à noite.


Tudo tem o seu lado bom e o seu lado mau. E, em ambos, temos a nossa culpa e razão. E, ambas morrem sozinhas, por isso, não nos devemos focar muito nisso. Muitas coisas não deram certo, devido às circunstâncias da vida e porque eu também não soube lidar com elas: era muito menina. 
Mas são as dificuldades que nos fazem crescer e fortalecer e digam-me lá, quem nunca chorou por estar fora do ninho dos seus pais?! Quem nunca se sentiu uma formiga num mundo de gigantes?! Quem nunca quis voltar a casa dos papás?! E quem nunca errou e depois, passado um tempo, pensou para consigo que não era preciso ter sido da maneira que foi?! Quem nunca teve vontade de se pontapear todo?! C'est la vie.

 

Tudo o que eu escrevi aqui e escrevo no blog é sobre as MINHAS experiências, segundo as minhas opiniões e visão que eu tenho sobre a vida e o mundo. Jamais é com a intenção de ofender quem quer que seja, muito menos, influenciar! Cada cabeça, sua sentença!  

E nada que, por pior que passei, invalida que eu não vá de novo viver para fora, foi só uma experiência numa cidade, quantas cidades têm Portugal?  quem sabe, daqui a uns tempos não estarei noutro canto do meu país...? ;) 
Essa experiência só me veio ensinar e eu só aprendi com ela. Capiche? Foi um dos sonhos mais lindos que sonhei e, realizei-o... com muitas pedras pelo caminho, mas fui e ia de novo! 

Beijs.

A verdade disto!

mau feitio, 12.03.19

Olá! 
Hoje vim falar (escrever) sobre a minha verdade de como é viver com uma deficiência. Eu sei que há pessoas piores, problemas piores, vidas piores, um todo o mundo pior mas  para mim ser deficiente ou pessoa com deficiência (como quiserem chamar) é uma grande

PORCARIA

 

Algumas pessoas dizem-me coisas do género: ''enquanto te vires com uma deficiência, todos te virão assim'', mas alguém está dizendo o contrário? Eu nunca neguei. Mas, se eu tenho uma deficiência, eu vivo com ela, eu sinto-a, eu vejo-a... é legítimo falar sobre ela, como todas as pessoas que falam e escrevem sobre os seus problemas quer a nível de saúde, quer a outro nível e da sua vida no geral o quanto quiser. 1500 vezes, se for preciso. E nenhum problema é maior do que outro, cada um tem os seus, as suas dores, os seus fantasmas e todos temOs legitimidade de falar/escrever sobre isso, SEM QUE NINGUÉM NOS INTERROMPA!

Começando a descascar a batata:

Quando/se eu falo sobre isso, as pessoas fogem ao assunto, tem pressa para fazer alguma coisa, não se querem demorar ali, dizem que eu não me posso ver assim, etc, etc, etc. (eu não me vejo de nenhuma forma, apenas 'tou a falar) MAS quando/se alguém aparece com uma depressão meio fingida, para comover e chamar atenção, toda a gente se compadece, toda a gente ouve, comenta, quer ajudar. (Desculpem-me... eu sei  que a depressão é uma doença séria que atinge mais de metade da população mundial e condiciona milhares de setores na vida de uma pessoa, mas convinhamos e sem julgamento, que existem pessoas que por um dia sem sair de casa, ficam desnordeados da cabeça e aí, também acho que as pessoas têm de se acalmar e aproveitar o que têm ao seu redor. Por exemplo, passam uma semana em casa por uma razão qualquer, aproveitem para organizar a casa, para redecorar a casa (mudar a disposição dos móveis), ler, pôr o sono em dia... sei lá... inventem!)
Seguinte, pouca gente perde mais que 5 minutos a falar comigo. Pouca gente: a minha família (FAMÍLIA NÃO É PARENTE), os meus amigos e quem me conhece realmente... ah... algumas pessoas com interesse em algo, perdem tempo... sim. Mas para a maioria,  considera-se que eu não digo nada... não tenho assunto, e eu posso dizer a coisa mais inteligente e séria do mundo que se riem como se eu estivesse a dizer uma piada... ou ficam 

 

autocolante-smile-admirado~649712.jpg

 


Sexo oposto? Ui... fogem de mim, desviam o olhar e não me dão muita conversa. A maioria deles pensa que eu crio amores platónicos com toda a gente... (não tinha mais nada que fazer),  por isso, evitam-me.

amorplatonico.jpg

 

(Sempre) foi assim, quer socialmente, quer no trabalho, quer em que setor, as pessoas do sexo masculino evitam-me! Só mesmo o necessário do necessário e meme assim... se puderem mandar uma mulher falar comigo por eles...  mandam. Analisemos a situation, eu sou heterossexual, mas por exemplo, se eu fosse bissexual?! Era complicado... hein? Ningué falava comigo. LOL! verdadeiros patetas. Enxerguem-se... vá!
E ser cortejada? Isso já nem existe mas poucos o fazem publicamente, poucos hombres me abordam num lugar público a fim de me conhecer (quando abro a boca e notam a minha fala, lembram-se da ''namorada'' que deixaram no café e se ficam a falar é por pena e acham que sou tola e não percebo o objetivo). A maioria que já é pouquíssima fazem-no só por mensagem  e, mesmo assim, alguns pensam que eu nah percebo niente de niente e acham que me podem ''gozar''. Eu disse ACHAM! Eu só me dou a conhecer a quem eu também quero conhecer (em tudo na minha vida, sempre fui assim). 
Graças a Deus, que não é TODO O SEXO OPOSTO, senão estava desgraçada! 
Dia da Mulher? Qual quê?! Para mim é ''Feliz Dia da Menina, querida!'' . E... já tenho 28 anos mas na cabeça das pessoas, hei-de morrer menina.
Relativamente ao argent, money, money, muita gente pensa que eu trabalho para dar aos meus pais, porque nunca vou sair de casa, nunca me vou casar, nunca serei independente, etc, etc, etc e é só para ter ocupação. Nem os meus pais permitiriam que eu trabalhasse para eles. Ma' pronto. Os outros podem gastar o caracol dos pais ou do seu trabalho no luxo e na boa vai ela e eu não posso ter nem guardar o meu próprio dinheiro porque...? NUNCA ME CASAREI! Uma pessoa não guarda dinheiro pra comer, pra combater problemas futuros, pra quando ficar sem os pais, por exemplo (que seja daqui a muito tempo). Cá nada... uma pessoa só se casa. De resto...  na faz nada.  Idiotas! Ah... pois'é, porque quando os meus pais partirem, eu vou para uma Instituição, assim pensam todos ao meu redor, menos eu e a minha família e uma e outra pessoa de alma avançada. Posso ir, claro. Na minha velhice. Ninguém sabe o que será amanhã, mas nada me impede de tocar a minha vida sozinha, ter o meu emprego, ter a minha casa, os meus pertences...
Mais...?
Ah... a seleção que me perdoe, mas eu passo-lhes à frente. A minha vida íntima, amorosa e privada já foi mais discutida do que o Mundial. Acho que até já foram feitas apostas, palestras e debates sobre isso. Incluindo as pessoas que junto de mim tentam saber quelque chose, COMO SE EU FOSSE TOOOOOOOOLAAAAAAA!!! BAAAAAAAAAAH!!!!!!!! Acham mesmo que vou admitir alguma coisa?
Próximo, já aconteceu algumas vezes, na escola ''somos todos iguais'', ''à mesma altura'', mas depois, as pessoas seguiram para as suas vidas. Todos nós!  Uns foram para doutores, outros engravidaram pelo meio e tiveram de ir mais cedo à vida, outros entraram logo para o mercado de trabalho, outros tornaram-se empreendedores, jardineiros, empregados, etc, etc, etc. Caminhos diferentes e não melhores nem piores.  E, de repente, essas pessoas da mesma idade do que eu e até mais novas, dirigem-se para mim como se eu fosse uma atrasadinha... coitada, uma criança. Isso incomoda-me!! Uma coisa são pessoas mais velhas, ''doutro tempo'' digamos assim, outra coisa são pessoas da minha idade ou  idade relativamente próxima ou mais novas! Arght!  que bofetadas!!!!
As pessoas envelhecem rápido... poooh! Hoje, ''andam de umbigo à mostra'', digamos assim. Amanhã, já pensam como velhas Marias da aldeia! Se bem que... eu acho que é ida ao paradise. Depois de ir, acham que ningué é mais do que elas e eles. Ou, ficaram deslumbradas com o poder e se sentem superiores. Vale lembrar que quando digo elas refiro-me a pessoas.
Prioridades? A maior treta escrita que existe! A maioria das prioridades que tive até ao momento ao meu dispor: umas não se praticam. Estão escritas apenas. As restantes, só me incapacitam e tenho de andar como uma vaca marcada com um número, uma referência... desde infância que é assim. As poucas vezes que eu usufruí de apoios e prioridades, quase que fui apedrejada no meio da rua. Mas é engraçado, pois algumas dessas pessoas que me ''quase'' apedrejaram pelos apoios e prioridades que tive, não tinham a mínima noção da sorte que tinham e têm. Não estou dizendo que não tiveram razão nas criticas e que o motivo não fosse válido, mas como vou explicar... Muitas dessas pessoas nasceram em berço de ouro, a única coisa que tinham de fazer era estudar - obter boas notas - passar de ano. Assim que terminado, já têm trabalho por influência dos pais, pelo sobrenome e etc, muitas delas falavam de dinheiro como de quem fala de água a correr na fonte, sem reparar na pessoa que estava ao seu lado, que podia ter menos possibilidades e sentir-se mal. TAMANHA FUTILIDADE! Às vezes, apeteceu-me dizer (gritar): ''TU QUANDO SAÍRES DAQUI JÁ TENS EMPREGO GARANTIDO, ACORDA! DE QUE É QUE TE ESTÁS A QUEIXAR?!'' e isso, confirma-se! Outros que ouro não tinham, votaram no partido certo, lambem os pés e estão de igual forma bem de vida!
A escola é dos justos e o trabalho é dos afilhados!


Há pessoas que estudam para caramba e merecem o cargo que ocupam, deveras! E, em alguns casos, até merecem mais, mas sabe-se como funciona na maioria das vezes.
Falando de padrinhos, é a tal coisa, poucas das pessoas que se ofereceram para me ajudar em situações passadas, julgavam que eu tenho mais dificuldades do que aquelas que realmente tenho e, em vez de me ajudarem a encontrar algo que, realmente me garantisse estabilidade a longo prazo, foi mais ao contrário. Por isso, a fantasia de que uma deficiência me salva a vida a-c-a-b-o-u. Salvaria, se eu aceitasse passar  de ''atrasadinha'' com + dificuldades do que as que tenho, se ficasse calada e submissa. Mas essa não seria eu. Saber mamar é uma arte e requer que a pessoa engula muitos sapos e não tenha opinião, só a opinião que é induzida a ter. Eu não sei fazer isto: ''Dina, vai pôr o lixo fora. - Sim senhor, é para já'' , por exemplo. Eu responderia: ''Vai tu. O processo é o mesmo.'' Posto isto, fila da agência de emprego espera por mim com MUITO ORGULHO! Antes assim do que estar de cabeça baixa, como uma cassete riscada a dizer: ''Sim senhor, sim senhor, sim senhor!'', há quem só se importa com o caracol na panela ao fim do mês, eu também mas não só com isso. Tenho brio. Não quero a melhor poltrona nem o melhor computador, mas ter a minha função e ser responsável por ela, ter alguma liberdade para construir, sem estar pouco a pouco a perguntar se posso, ter trabalho no meu local de trabalho. Óbvio que, depende do local de trabalho, mas do tipo escola ''Posso?'' , eu não suporto isso. Eu sei que tenho uma DEF. e, por isso, vou sempre ter de recorrer aos abutres ditos normais, mas não quero um trabalho onde esteja sempre sujeita a autorizações e avaliações, como se fosse uma atrasada. Nah gosto disso.
 

Quase a acabar... 


Por mais feitos grandiosos que faça, nunca passarei, na cabeça de muita gente, da petxena deficiente, da menina sorridente. Até posso ''salvar o mundo'', mas quem sou eu? A petxena deficiente, fraca, pequenina, sensível, inexperiente.. etc, etc.
Se ao menos, eu tivesse nascido com 1,60cm, 70... a coisa podia melhorar, mas não.  Na hora de me fazer, Deus disse '' Tu minha filha, não vais só ser deficiente, como também vais uma franga de 1,46cm'' . E, dizendo isto, carregou bem pra baixo. Carrega, Nosso Senhor que Tu sabes o que fazes! Haja fé... e meme assim, eu acredito em Ti! Amén.

Álcool & others drugs, Calma! Não existem outras drogas, só usei o título daquele filme Love & others drugs. Eu até gosto de algumas bebidas alcóolicas mas se bebo em público, fica tudo:

nelson-simpsons-haha-placa-D_NQ_NP_604836-MLB26695

Bom... essa a  minha verdade mais sincera que consegui para descrever como é viver com uma deficiência.
É como se tivesse de viver dentro de uma  caixa e lá estão todas as alíneas que devo seguir para ninguém me considerar uma doida varrida, mas eu sou uma varrida doida, não pelo que tenho, mas sim por quem sou.
Lembro que este texto foi escrito com todo o humor, a rir-me de mim própria e de muitas coisas que vivi à conta da minha querida estimadíssima deficiência. A intenção nunca foi e não é comover nem ofender/criticar ninguém. Apenas 'tou a escrever COM TODO O RESPEITO. Se eu quisesse ofender ou lavar roupa suja, relatava momentos, nomeava pessoas e etc, etc, etc.
A  minha verdade é que eu estou viva! Estou aqui, sei o que tenho, até onde posso ir e o que fazer, desde que não prejudique ninguém ao meu redor... eu não nasci para agradar. Por vezes, apetece-me enumerar tudo aquilo que já fiz e esfregar na cara das pessoas e dizer: '' tás a fazer o que já fiz?'', mas aí... estarei a dar às pessoas o que elas querem. 

a-vida.jpg

 

Beijs

 

 

Imagens: Google.