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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

Pensamento do dia

mau feitio, 05.06.19

Mas não é verdade, gente?
Às vezes, queremos afastarmo-nos de alguém mas não sabemos como e tentamos encontrar motivos para não estar junto daquela pessoa e não encontramos. Pessoal, não querer estar com a pessoa ou não querer tê-la na nossa vida, já é um motivo. Pronto. Porquê que não se gosta? Se for importante para ti saberes a razão que te leva a sentir isso, tenta descobrir, mas se não... deixa estar. Desde que não alimentes ódio e não dês ''ouvidos'' a esse sentimento, deixa ir. Não gostas de alguém, não queres essa pessoa na tua vida... deixa ir!

 

Não espere por um motivo para se afastar de algu

 

52 + 1 = 53 #liçõesdevida

mau feitio, 10.02.19

Desde que saí de casa, aos 17 anos, eu já partilhei casa com 52 pessoas, mais ou menos, 53 contando comigo. Isto fora todas as outras com quem convivi. E, nesse período de tempo, eu tive a oportunidade de aprender e absorver muita ''coisa'', isto porque errei, acertei, magooei, ofendi, ultrapassei, caí, levantei-me, fui estúpida e vice-versa. Sobretudo, aprendi exatamente o que eu não quero ser, o que quero diminuir e o que quero continuar a ser.
Vou tentar resumir, mas vamos lá.
Eu não quero ser:
Uma mulher quase a cair nos 30's (EU TOU A CAIR) ou a passar deles, sentada no sofá a fazer comentários irónicos sobre tudo e todos e ficar sorrateiramente a ouvir as conversas alheias ou a ver onde as discussões vão dar, só por mero prazer. Do género, solteironas, mal f**d**d_s, frustadas, invejosas mas não sabem disso.
Eu não quero ser uma pessoa da mesma idade que, depende dos pais e controlada por eles. Chata, irritante, picuinhas... #nojo.
Eu não quero ser uma mulher submissa ao seu companheiro que deixa de se divertir e de viver a sua vida em função do seu relacionamento. E que só podem sair com eles.
Eu não quero ser daquelas pessoas cheias de métodos, cremes, pílulas... para tudo! Um comprimido para ser feliz, um comprimido para dormir, um comprimido para ter apetite. 
Eu não quero ser daquelas mulheres que ficam horas no WC a falar da gordura que têm no nariz ou noutra parte do corpo ou a falar de outra coisa qualquer. NUNCA GOSTEI DE CONVERSAS DE MULHERES. E sou uma.
Eu não quero ser uma mulher que usa roupas SÓ típicas de mulher. 
Eu não quero ser daquelas pessoas que chegam aos 36/40 anos insatisfeitas com a vida e que se tornam aborrecidas e depressivas. E A CULPA É DO MUNDO E NÃO DELAS.
Eu não quero ser daquelas pessoas que se casam ou se prendem a alguém às pressas, por causa da idade ou de outra razão qualquer.
Eu não quero ser daquelas pessoas materialistas, fazem dinheiro por dinheiro. #nojo.
Eu não quero ser daquelas pessoas que compram o mundo para mostrar aos outros que têm.
Eu não quero ser daquelas pessoas com a panca da limpeza e organização.
Eu não quero ser daquelas pessoas que não se podem sujar...
Eu não quero ser daquelas pessoas que não podem ouvir um p**d* que ficam chocadas, que ouvem um grito ficam escandalizadas. 
Eu não quero ser daquelas pessoas fúteis, que não se aguentam com nada.
Eu não quero ser daquelas pessoas que passam fome com dinheiro na carteira, mais porque não sabem cozinhar do que outra coisa e quando chegam à rua ou a casa de alguém, quase que comem a loiça.
Eu não quero ser daquelas pessoas que só elas é que sabem da vida,  porque elas já viajaram imenso, é que conhecem tudo porque são mais velhas, quase apontam uma arma aos outros, impondo a sua vontade e só a sua vontade.
Eu não quero ser daquelas pessoas que não se pode fazer barulho, não se pode sair da linha... #boring.
Eu não quero ser daquelas pessoas que influenciam outras contra outras e que ficam a favor destes e daqueles por causa das amizades e conviniências.
Eu não quero ser daquelas meninas ''riquinhas'' protegidas pelos papás, e quando levam na cara fazem becinho.
Eu não quero ser daquelas pessoas que passam a vida na casa dos outros, a incomodar quem lá vive.
Eu não quero ser daquelas pessoas que tudo conta para obterem aquilo que querem ter.
Eu não quero ser daquelas pessoas que magoam os outros e gozam deles porque, estes outrora lhes magoaram.
Eu não quero ser daquelas pessoas que duvidam de tudo e são negativas, inseguras ao extremo.
Bom... é mais ou menos isso. Mas, como eu disse e digo sempre, eu não sou perfeita nem santa ( tenho muitaaaaaaaaaa culpa em muiiiiiitaaaaaaaaaaaaaa coisa) e nada me torna superior a ninguém, por isso, eu aprendi e, em algumas situações, ainda estou aprendendo:
A resguardar mais a minha vida, a minha privacidade, os meus objetivos.
Se eu quero fazer algo, seja lá o que for,  fazer sozinha. POR EXEMPLO, se quero fazer reciclagem, faço. 
Se for caso de partilhar casa, ter as minhas coisas, mesmo que a casa disponha de algumas.
Não expor as minhas dificuldades (esta vai ao encontrar da 1ª)
Não aceitar ajuda ou tanta ou de qualquer lado nem pedir ou perguntar se podem ajudar (se não tenho, não tenho).
Não sufocar ninguém com/desabafar (os meus problemas) com ninguém nem repetir histórias por vezes sem fim
Deixar ir, por mais que me custe. Deixar ir.
Não viver em função de uma amizade, só de uma e não alimentar tanto isso.
No fundo, é ser mais eu, as ''minhas pessoas'' e olhar o mundo como um todo. Eu sou possessiva e ansiosa e vivo muito as coisas, (muitas vezes, sou a miúda coitadinha por isso. O bobo da côrte.) levo muito ao peito e, às vezes, associo muita ''coisa'' à minha ''def'' e a ideia é deixar ir,  libertar-me de conceitos e  é por causa ''disso e daquilo'' ,analisar melhor e descobrir devagar. Estou aprendendo a não ter preconceitos e complexos sobre mim mesma. Pois, quem gostar fica, quem não, não se prende, mostra-se a porta. E ninguém mooooorre por te viraram a cara ou ficam a falar mal de ti.
Por fim,  eu quero continuar a ser:
EU!
Menina-mulher feliz, com o sorriso rasgado e esta alegria que trago nos olhos, nos meus e nos de quem me vê, sem pensar em regras, etiquetas, dietas. Com peso e medida, claro. Mas, livre! Do género Gabriela Que sorri para o mundo e ''finge''-que-não-percebe o que dizem e o que pensam (sobre mim). É esta pessoa que quero ser, a      (des)preparada para a vida que (todos) me acusam de ser. O ser autêntico que, uma vez, disseram que eu era. Uma pessoa que ama a vida, sobretudo, a sua simplicidade, uma pessoa que não se compra nem se vende. Uma pessoa que vive, que se vive, e se morrer que seja de tanto viver. Se for para morrer, que seja de vida! Eu sou assim, sou feliz a comer todas as porcarias que existe. A dormir até às tantas, a fazer diretas, a andar como zombie e etc, etc, etc. ''Quem quer come, quem não, deixe!''
Foi isso tudo o que aprendi e vou aprendendo.
Beijs.

 

eu não quero qualquer tipo de cura, eu quero enlo

 

Deixei de gostar de ti!

mau feitio, 25.11.16

Houve um tempo que sim, que eu dizia a todas as pessoas ''gosto muito de ti'', ''estás muito bonita(o), '' és incrível'' e que abraçava toda a gente, várias vezes por dia. Não porque sou a mais fraca ou carente, a mais menina, miudinha, franzina, a que precisa caridade, de mais carinho ou mais amor, atenção, aquela que, apesar de adulta não passa de uma ''teenager'', uma rebelde adolescente aos olhos da maioria só por causa da minha aparência, porque eu tenho uma deficiência. Como se isso me roubasse o direito de ser mulher, como se não fosse uma mulher com o mesmo que as outras têm.  
Bom... onde eu ia mesmo?! Ah... no ‘'gosto muito de ti''. Nunca o disse pela razão acima referida, mas porque eu penso que a vida não é eterna, há pessoas que se vão para nunca mais voltar e é quando elas estão connosco que devemos exagerar no carinho e dizer o quanto gostamos delas todos os dias. É preciso amar incondicionalmente e viver a vida intensamente todos os dias!
Quando eu manifestava o meu carinho, as pessoas infantilizavam o meu gesto, riam-se (rir-se do carinho que tu demonstras por alguém?!) e achavam-me exagerada. Outros, sentiam-se envergonhados e ficavam desconcertados (não vá alguém pensar que se estão a aproveitar da miúda deficiente) como se eu gostasse de'' comer'' qualquer coisa.... Ai meu Deus! Valorizem-se, mas enxerguem-se! Façam esse favor a vocês próprios. Ou os muito adultos que não se abraçam... Depois, vinham os''responsáveis'' chamar-me a atenção... Que seria de mim sem eles? Pobres coitados é o que são. Antes de me quererem acertar, acertem-se a si próprios. É só o que vos digo.
Isso magoava-me, mesmo que eu não dissesse ou mostrasse, porque faço-me de tola muitas vezes para não chatear ou para me proteger até ao dia que parei e fez-se luz dentro da minha cabeça, ''se me magoa é porque não são as pessoas certas para fazer parte da minha vida'', então... aos poucos fui-me desapegando de todas as maneiras.
Afinal, eu não quero aborrecer nem constranger ninguém com os meus gestos de carinho. E, de repente, comecei a fazer falta. Mas, a carente era eu, não era?
Durante um tempo aceitei as migalhas que me davam, permiti que fizessem caridade comigo e que me invadissem porque quando nós estamos vulneráveis deixamos que nos tratem da forma que lhes apetecem... Até que nos mandem limpar a boca. É verdade. Deixamos que, quaisquer pessoas saibam das nossas histórias, desabafamos com qualquer um e, ainda se sentem os salvadores do mundo.
Fazem-nos acreditar que não somos mais do aquilo, a apêndice de alguém, os necessitados do mundo, que sem eles, nada seríamos. Foi assim que  eu permiti que muitas pessoas durante muito tempo me tratassem. Como se, antes aster conhecido já não era gente.
Sinceramente? Eu penso que essas precisam de se sentir úteis e, aproveitam-se de outras para se elevar.(pessoas muito caridosas, generosas, bondosas... e o raio que as parta).
Como diria Martha Medeiros: '' estar com alguém só para não estar sozinho é uma solidão mal administrada.''E é mesmo! Era assim que eu me sentia.
Eu sempre fui mais que isso e vou continuar a ser. Estarei sozinha quando a vida assim quiser e acompanhada de pessoas que me valorizem, que gostem da minha pessoa e não se comovam com a minha deficiência. Eu não deixei de ser gente por isso, muito menos, mulher! Aqueles que quiserem fazer caridade, pois que vão para a porta da igreja dar esmola! E, de certeza, haverá alguém neste mundo que me vai ver, não é ao calhas que o mundo tem cerca de 7 bilhões de pessoas, não é verdade?


As pessoas são mais do que têm! São universos sem fim com qualidades e defeitos! Todos merecemos mais do que beijinhos na testa e palmadinhas nas costas.




Fotografia da minha autoria