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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

O blog do Mau Feitio

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Coisa de menina

mau feitio, 18.04.19

Encontrei este pequeno vídeo que retrata bem uma das ações que muitas meninas têm naquela fase da pré-adolescência, quando o corpo começa-se a desenvolver. Muitas meninas sentem vergonha pelo seu peito ainda não ter começado a crescer tão ou igual às outras meninas e tentem atingir um tamanho, mais ou menos, aceitável se inspirando nas outras. E fazem isto, que mostra no vídeo:

 

 

Eu compreendo que é um pouco (muito) constrangedor para algumas meninas de 11/12 anos, verem que as suas amigas e meninas da escola com a mesma idade, já têm peito e vocês não. Mas, não se preocupem com isso, porque não há nada de errado convosco. 
Cada um tem o seu tempo. Uns crescem mais rápido do que outros, uns são mais pequenos do que outros. Mas todos chegamos lá. Não temos de ter vergonha disso, do nosso corpo, como ele se transforma. Um truque é dar tempo ao tempo, sem muita preocupação e aproveitar o momento da vida em que nos encontramos.

 

 

Fonte: Youtube

Os adultos primeiro, se faz favor!

mau feitio, 17.04.19

Há uns dias vi este post no Facebook e achei importantíssimo mas também um tanto engraçado. Porquê? Porque fala-se e discute-se muito sobre educação, progresso e esclarecimento infantil... mas, às vezes (muitas vezes) os adultos é que precisam de aprender isto, para depois ensinar as (suas) crianças! 

 

 

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Imagem retirada: daqui

 

Diário Confidencial de Mariana vs. KAMASUTRA

mau feitio, 15.02.19

Eu li o Diário Confidencial de Mariana aos 14 anos, mais ou menos, mas não é sobre o livro que vou escrever hoje. Para quem não sabe o dito livro faz parte de uma coleção de livros da autoria de Marta Gomes e Nuno Bernardo que consiste no dia a dia de uma ADOLESCENTE, naquela altura, a personagem Mariana também de 14 anos, penso eu. Eu li um dos livros.
E a história que tenho para contar é um tanto de ''hein...?''.
Estava eu sentada junto a umas miúdas (minhas conhecidas) de 14 anos, uma delas já era mais velha mas pronto, que estavam a discutir sobre qual livro que deviam ler para apresentar na aula de Português no âmbito da Leitura Livre e eu dirigindo-me para a mais nova dei a ideia desse livro.
Sabem qual foi a reação dela? Riu-se na minha cara, como se eu tivesse dito um disparate.
Ainda lhe disse: ''eu li com a tua idade''. Resposta: riu-se. Mas... como aquela que diz ''que infantil!''
Eu virei-me mas a minha vontade foi dizer-lhe: ''Ah, desculpa! Já (lês) o KAMASUTRA! Por que não o apresentas?''  (sem qualquer tipo de julgamento, cada um é que sabe. E a sexualidade não tem idade definida). Mas, que BOFETAAAAAAAADAAAAAAAAAAAAAAA!
Tudo bem... o livro até pode ser mais infantil do que isso, mas nada que não possa ser lido com 14 anos. É leitura juvenil. Pessoas muito evoluídas. Eu tenho 28 anos mas eu cresci numa zona onde não havia e não há livraria, só biblioteca com livros, na sua maioria, estragados e sempre que podia, os meus pais compravam um livrinho ''do tamanho da sua carteira'' e sempre gostei. Mas como o tempo voa... não é verdade?! Hoje em dia, têm tudo, acham-se muito adultos e ainda se riem na cara das pessoas. siameD!

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Imagem retirada do Google Imagens

Infância sem cor

mau feitio, 13.02.19

Já não há crianças como dantes. Ou agora... é que as crianças são, exatamente, o que muitos pais queriam que fossem...? Pequenos seres sem alegria, calados, sem se sujar, sem fazer barulho, todo o dia com o rosto enfiado num ecrã, (pequeno e frio). De fato, muitos pais não se podem queixar nem a sociedade pode criticar.  Não, porque ouvia-se muita vez da boca de muita gente: ''Ah... que miúdo irrequieto'', ''os meus filhos chegam a casa com a roupa imunda!'', ''Tanto barulho que essas crianças fazem''. Ora bem... agora elas (crianças) nem sequer abrem a boca. Não era isto que se queria? Crianças sem energia, silenciosas para não incomodar.
Do que é que tu 'tás a queixar-te SOCIEDADE?! Aí tens as crianças com que sempre sonhaste! A infância perdeu a sua cor, não toda mas a maior parte dela, sim. Mais silenciosa era impossível. Agora, os pais já podem trabalhar, descansar, já não há roupa imunda para lavar, já não há gritaria nem euforia a causar stress às pessoas, já não há choros por joelhos rasgados e roupa rompida. Já não há o horror por se terem magoado na rua e terem apanhado uma infeção. Acabaram-se os ''pardais à solta''. Por isso... não critiques SOCIEDADE! 

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52 + 1 = 53 #liçõesdevida

mau feitio, 10.02.19

Desde que saí de casa, aos 17 anos, eu já partilhei casa com 52 pessoas, mais ou menos, 53 contando comigo. Isto fora todas as outras com quem convivi. E, nesse período de tempo, eu tive a oportunidade de aprender e absorver muita ''coisa'', isto porque errei, acertei, magooei, ofendi, ultrapassei, caí, levantei-me, fui estúpida e vice-versa. Sobretudo, aprendi exatamente o que eu não quero ser, o que quero diminuir e o que quero continuar a ser.
Vou tentar resumir, mas vamos lá.
Eu não quero ser:
Uma mulher quase a cair nos 30's (EU TOU A CAIR) ou a passar deles, sentada no sofá a fazer comentários irónicos sobre tudo e todos e ficar sorrateiramente a ouvir as conversas alheias ou a ver onde as discussões vão dar, só por mero prazer. Do género, solteironas, mal f**d**d_s, frustadas, invejosas mas não sabem disso.
Eu não quero ser uma pessoa da mesma idade que, depende dos pais e controlada por eles. Chata, irritante, picuinhas... #nojo.
Eu não quero ser uma mulher submissa ao seu companheiro que deixa de se divertir e de viver a sua vida em função do seu relacionamento. E que só podem sair com eles.
Eu não quero ser daquelas pessoas cheias de métodos, cremes, pílulas... para tudo! Um comprimido para ser feliz, um comprimido para dormir, um comprimido para ter apetite. 
Eu não quero ser daquelas mulheres que ficam horas no WC a falar da gordura que têm no nariz ou noutra parte do corpo ou a falar de outra coisa qualquer. NUNCA GOSTEI DE CONVERSAS DE MULHERES. E sou uma.
Eu não quero ser uma mulher que usa roupas SÓ típicas de mulher. 
Eu não quero ser daquelas pessoas que chegam aos 36/40 anos insatisfeitas com a vida e que se tornam aborrecidas e depressivas. E A CULPA É DO MUNDO E NÃO DELAS.
Eu não quero ser daquelas pessoas que se casam ou se prendem a alguém às pressas, por causa da idade ou de outra razão qualquer.
Eu não quero ser daquelas pessoas materialistas, fazem dinheiro por dinheiro. #nojo.
Eu não quero ser daquelas pessoas que compram o mundo para mostrar aos outros que têm.
Eu não quero ser daquelas pessoas com a panca da limpeza e organização.
Eu não quero ser daquelas pessoas que não se podem sujar...
Eu não quero ser daquelas pessoas que não podem ouvir um p**d* que ficam chocadas, que ouvem um grito ficam escandalizadas. 
Eu não quero ser daquelas pessoas fúteis, que não se aguentam com nada.
Eu não quero ser daquelas pessoas que passam fome com dinheiro na carteira, mais porque não sabem cozinhar do que outra coisa e quando chegam à rua ou a casa de alguém, quase que comem a loiça.
Eu não quero ser daquelas pessoas que só elas é que sabem da vida,  porque elas já viajaram imenso, é que conhecem tudo porque são mais velhas, quase apontam uma arma aos outros, impondo a sua vontade e só a sua vontade.
Eu não quero ser daquelas pessoas que não se pode fazer barulho, não se pode sair da linha... #boring.
Eu não quero ser daquelas pessoas que influenciam outras contra outras e que ficam a favor destes e daqueles por causa das amizades e conviniências.
Eu não quero ser daquelas meninas ''riquinhas'' protegidas pelos papás, e quando levam na cara fazem becinho.
Eu não quero ser daquelas pessoas que passam a vida na casa dos outros, a incomodar quem lá vive.
Eu não quero ser daquelas pessoas que tudo conta para obterem aquilo que querem ter.
Eu não quero ser daquelas pessoas que magoam os outros e gozam deles porque, estes outrora lhes magoaram.
Eu não quero ser daquelas pessoas que duvidam de tudo e são negativas, inseguras ao extremo.
Bom... é mais ou menos isso. Mas, como eu disse e digo sempre, eu não sou perfeita nem santa ( tenho muitaaaaaaaaaa culpa em muiiiiiitaaaaaaaaaaaaaa coisa) e nada me torna superior a ninguém, por isso, eu aprendi e, em algumas situações, ainda estou aprendendo:
A resguardar mais a minha vida, a minha privacidade, os meus objetivos.
Se eu quero fazer algo, seja lá o que for,  fazer sozinha. POR EXEMPLO, se quero fazer reciclagem, faço. 
Se for caso de partilhar casa, ter as minhas coisas, mesmo que a casa disponha de algumas.
Não expor as minhas dificuldades (esta vai ao encontrar da 1ª)
Não aceitar ajuda ou tanta ou de qualquer lado nem pedir ou perguntar se podem ajudar (se não tenho, não tenho).
Não sufocar ninguém com/desabafar (os meus problemas) com ninguém nem repetir histórias por vezes sem fim
Deixar ir, por mais que me custe. Deixar ir.
Não viver em função de uma amizade, só de uma e não alimentar tanto isso.
No fundo, é ser mais eu, as ''minhas pessoas'' e olhar o mundo como um todo. Eu sou possessiva e ansiosa e vivo muito as coisas, (muitas vezes, sou a miúda coitadinha por isso. O bobo da côrte.) levo muito ao peito e, às vezes, associo muita ''coisa'' à minha ''def'' e a ideia é deixar ir,  libertar-me de conceitos e  é por causa ''disso e daquilo'' ,analisar melhor e descobrir devagar. Estou aprendendo a não ter preconceitos e complexos sobre mim mesma. Pois, quem gostar fica, quem não, não se prende, mostra-se a porta. E ninguém mooooorre por te viraram a cara ou ficam a falar mal de ti.
Por fim,  eu quero continuar a ser:
EU!
Menina-mulher feliz, com o sorriso rasgado e esta alegria que trago nos olhos, nos meus e nos de quem me vê, sem pensar em regras, etiquetas, dietas. Com peso e medida, claro. Mas, livre! Do género Gabriela Que sorri para o mundo e ''finge''-que-não-percebe o que dizem e o que pensam (sobre mim). É esta pessoa que quero ser, a      (des)preparada para a vida que (todos) me acusam de ser. O ser autêntico que, uma vez, disseram que eu era. Uma pessoa que ama a vida, sobretudo, a sua simplicidade, uma pessoa que não se compra nem se vende. Uma pessoa que vive, que se vive, e se morrer que seja de tanto viver. Se for para morrer, que seja de vida! Eu sou assim, sou feliz a comer todas as porcarias que existe. A dormir até às tantas, a fazer diretas, a andar como zombie e etc, etc, etc. ''Quem quer come, quem não, deixe!''
Foi isso tudo o que aprendi e vou aprendendo.
Beijs.

 

eu não quero qualquer tipo de cura, eu quero enlo

 

O que (já) aprendi com os meus pais #1

mau feitio, 27.01.19

Boa tarde!
Como está a correr o vosso Domingo? O meu está a correr bem. Bom, hoje dou inicio a uma nova rúbrica aqui no blog. Vou tentar dar continuidade mas sem pressão e sem um limite. Sempre que surgir e que considere importante partilhar, assim o farei. 
Acordei com esta inspiração, de escrever sobre aquilo que (já) aprendi com os meus pais.
Ora, vejamos os meus pais sempre me ensinaram a:

  1. Gostar da nossa casa, a aprender a gostar de ficar em casa. É certo que, precisamos de sair, que é saudável mas a nossa casa é o reflexo daquilo que somos (quando digo casa, não me refiro a paredes e a teto necessariamente, mas ao nosso espaço, às nossas coisas, etc.) e é preciso aprender a gostar disso porque a vida não é uma festa com amigos todos os dias;

   2. A saber lidar com a solidão porque a vida tem momentos de solidão para os quais devemos estar preparados. O tempo também passa se estivermos sozinhos,apenas é necessário aprender como fazer isso.

  3. A pedir desculpa e a agradecer (só) uma vez, porque por maior que tenha o nosso erro e o gesto de ajuda para connosco, não temos de servir de tapete vermelho a ninguém;

4. A não pedir ajuda de quem falamos mal ou guardar a nossa opinião para nós mesmos, porque nunca sabemos de que fonte vamos beber amanhã;

5. A poupar para amanhã. Não viver como ricos nem como miseráveis. Se temos, também não precisamos de passar necessidades mas não é preciso esbanjar dinheiro. Nunca sabemos o dia de amanhã.

6. A que devia ser a primeira: antes pobres mas com carácter do que ricos e de cara suja.

Os meus pais estão sempre a repetir isso e mais. Mas por hoje, eu deixo só estas 6 lições. Algumas já aprendi, outras ainda estou aprimorado.
Resto de um ótimo Domingo!
Beijs

Ser professor

mau feitio, 16.01.19

Eu não sou professora mas fui aluna. E como tal, tenho imenso respeito por todos os meus professores ( considero professores da pré-primária até ao liceu),por alguns tenho carinho e por outros até amizade, depende. Mas gostando ou não, o respeito estende-se a todos. Na minha opinião, ser professor é uma espécie de ''pai'' e, em alguns casos, onde a estrutura familiar não é boa (não é o meu caso, pois tenho uns riquíssimos pais), é nos professores que os alunos vão buscar apoio e suporte e recebem carinho e educação. Sempre gostei muito da escola e dos meus professores, embora andasse quase sempre sozinha e fosse agredida verbalmente e, por vezes, fisicamente nos corredores. Tudo bem... também não fiquei atrás, fiz igual. E também cometi os meus erros imperdoáveis. Não sou perfeita e não é uma deficiência que me santifica. Independente disso, sempre adorei a escola e ia toda sorridente, como se nada daquilo me doesse, como se ter o rótulo de deficiente, babona e toda torta, não me pesasse. E não pesava mesmo. Acho que, pesa mais em adulta do que em criança. Enfim...
Bom, o que eu recordo dos meus professores são as canetas de várias cores que usavam para me explicar melhor o que não percebia e até hoje, lembro-me perfeitamente disso, do que eu aprendi dessa maneira. Não menosprezando, os que não usavam canetas de várias cores, o que quero dizer, no fundo, é que às vezes, as pessoas pensam que, para ensinar e cativar, ou seja para o que for, precisam de muita coisa... equipamentos, uma estrutura toda espetacular, mas não é. Para tudo na vida, só é necessário ter vontade, dedicação, gosto, paciência e, em alguns casos específicos, ter um estojo com canetas de várias cores.

 

Para ser um bom professor não é preciso muito, b

 

 

Que título dou a isto?

mau feitio, 03.11.18
Olá, pessoal!

Mais um fim de semana, não é verdade? Aqui está a chover.
Hoje vou escrever sobre os meus ídolos de quando era adolescente. Óbvio que, hoje em dia, já não penduro posters na parede nem suspiro por ninguém, mas como aconteceu a todas as pessoas, na idade da adolescência, também tive os meus ídolos: atores, cantores, futebolistas, etc. Eu comprava todos os meses a revista Bravo para poder recortar as fotografias e tirar os posters.
Bem… e quem foi essa gente que fez o meu imaginário de menina? A ver se me lembro… Cristiano Ronaldo, em primeiro lugar. Eu tinha uma parede dedicada a esse homem. Todos os posters que encontrava, eu colava na parede. Era um mural CR7, penso que nessa altura ele ainda não tinha o 7 associado ao nome… mas de todo o modo, eu adorava-o! Robbie Williams, eu colava na porta do meu guarda-fato, sempre gostei dos Bon Jovi, no entanto, acho que nunca colei nada deles na parede, porque até hoje é o meu grupo musical preferido e não tem nada a ver com os cabelos louros e longos nem com os músculos, sempre gostei das músicas deles.
Mais… eu não me lembro… eu penso que é o mais natural quando crescemos, arrumamos ou pomos para o lixo e esquecemos, eu penso que pôs tudo fora. Quando tinha 13 ou 14 anos, estreou os Morangos com Açúcar, uma série juvenil portuguesa do mesmo género de Malhação ou New Wave como era chamada em Portugal e era daí que arranjava os meus ‘’crushes’’ , das boys band ou band boys que houve na época. E é isso. Uma época engraçada da vida de uma pessoa. Engraçada e ‘’desastrosa’’ em que nós suspiramos por cada um…. horrível! Enfim… faz parte de todos nós.
Hoje em dia… não tenho falta de ar por nenhum dos senhores acima referidos.
Pessoal, resto de bom fim de semana. Divirtam-se. Beijooooooooos.
 
 

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Era uma vez...

mau feitio, 28.01.18
Era uma vez, um simples e solitário homem que era visto como pequeno, ignorante, vagabundo e inútil.
Não que não fosse inteligente e não quisesse trabalhar,mas não tinha meios nem condições para desenvolver os seus ideais, para ser mais do que era naquele momento, por isso, os demais ao seu redor desprezavam. Cansado de engolir tanto desprezo e ser humilhado calado, o homem levantou-se e caminhou, caminhou, caminhou descalço sem nada nos bolsos,somente com a roupa que lhe cobria o corpo até encontrar um lugar onde pudesse viver.
Ao longo dessa caminhada, ele encontrou várias pessoas,umas boas, outras nem tanto. Fez amizades que perduraram, outras que pouco duraram. Também fez as suas inimizades e teve os seus conflitos, mas conheceu outro mundo, outra gente, descobriu novas formas de viver, conheceu a diferença. Aprendeu que nem tudo tem de ser feito da mesma forma, do mesmo método, que nem tudo tem a mesma cor e o mesmo jeito e ser pessoa quer dizer muita coisa. E que o que está certo para ele pode estar errado para o outro ao seu lado.
Quando o homem encontrou o dito lugar, começou a desenvolver as suas qualidades, a realizar os seus sonhos, a construir os seus projetos, a ter as suas conquistas e alguma riqueza, mas, apesar disso, ele nunca perdeu a humildade pois nunca se esqueceu do sitio de onde saiu, da sua casa, das suas raízes.
Um dia, mais maduro e experiente, ele regressou à sua terra, da mesma maneira como saiu: caminhando. Pelo caminho ele conheceu mais pessoas, coisas diferentes, fez novos amigos, aprendeu novas coisas...como aconteceu quando partiu da primeira vez.
Ao chegar à sua terra, o tempo tinha passado, as ruas estavam diferentes, os edifícios tinham sofrido modificações, as pessoas tinham envelhecido, havia novas crianças e pessoas que ele não conhecera.
O homem deu uma volta e reconheceu alguns lugares e também reencontrou algumas pessoas que o tinham desprezado. E, rapidamente,percebeu pelos olhares e conversas entre as pessoas que o espírito delas continuava igual. Era como se o tempo tivesse estagnado no próprio tempo, a mentalidade era a mesma: pequena, mesquinha, tacanha. Posto isto, sem demoras decidiu partir novamente porque ele descobriu algo essencial.
Ele descobriu que ele não era uma pessoa perfeita, não sabia tudo, também tinha magoado e julgado outras pessoas, também tinha dificuldades e também precisava de ajuda e tinha problemas e culpa em algumas situações,mas, às vezes o lugar onde estamos não é o certo para nós. Às vezes, o lugar onde estamos tem mais dificuldades e menos condições do que nós próprios e por essa razão temos de partir em busca de algo diferente. Não significa que tem de ser melhor ou maior, mas sim, tem de ser diferente. Embora triste por ver que a sua terra ainda não conhecia o que ele conheceu, ele partiu e desta vez para nunca mais voltar. Ele precisava de mais. Ele precisava do mundo, da diferença,das cores das pessoas de todas as raças. Ele sentia necessidade de trabalhar,de inovar, de descobrir, de vida.
Assim foi pelos caminhos da vida. Se caiu? Imensas vezes,mas levantou-se sempre. Se errou? Sem dúvida! Mas corrigiu-se. Se teve momentos de solidão? Alguns, mas sempre encontrou companhia. Se se deparou com tristeza,sofrimento e conflito? Sim, mas sempre deu a volta. Se teve menos dinheiro do que aquele que poderia ter tido na sua terra se se tivesse acomodado? Talvez,mas teve o suficiente para viver a sua vida da forma que ele escolheu, por isso, foi feliz e não há maior riqueza do que a felicidade.
 
Parte da nossa felicidade é feita só por nós.
O que importa é viver a vida. Se chorámos ou se rimos, se fomos solitários, se sofremos mais, se caímos pelo meio, não importa. Se no fim fez sentido e fomos felizes, o resto não importa.

Não tenham medo de partir ao encontro de algo que vocês acreditem!Vão! Voem! Não escutem o mundo. Escutem o vosso coração. Não desistem.
 
Imagem do Google Imagens
 

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mau feitio, 22.12.17
Olá!

Ainda falta uns dias para o fim do ano, mas já vou deixar aqui a minha avaliação sobre o meu ano de 2017.
Em primeiro lugar, foi o ano da bonança. Diz-se que“depois da tempestade vem a bonança” e é bem verdade. Foi o ano de alívio em todos os setores. O tempo clareou para mim, embora tenha tido de deixar muitas“coisas” que gostava para trás e que dor isso me causou no instante em que decidi sair do fundo do poço em que me encontrava, tive de esquecer sonhos ,pessoas e despejar tudo num contentor de misérias sem derramar uma única lágrima, sem sentir o que me torcia toda por dentro. Lembro-me que a música“ilê pêrola negra” da Daniela Mercury me acompanhou nas horas infernais de arrumação. Mas consegui e depois virei costas e parti. Com o coração em pedaços,mas parti.
E querem saber? Jamais pensei que chorar, sofrer e passar um mau bocado, por muito que ele seja, fosse algo que tornasse alguém debilitado e visto como um coitadinho. Mas a sociedade tem essa tendência.
Quando veem uma pessoa chorar ou sofrer começam a achar que aquela pessoa é despreparada, isolada sem ninguém a quem recorrer, que precisa de apoios e de ir para perto da família. E eu pergunto? Que tem de sofrer? As pessoas precisam disso para crescer. Um bebé quando aprende a andar precisa de cair para aprender a se equilibrar, a levantar-se para continuar a sua caminhada. Assim é o resto do mundo.
A tropa manda desenrascar-se e nós desenrascamo-nos e temos de nos adaptar à realidade e é esse o nosso ponto fraco, às vezes não conseguimos adaptarmos às situações e dá-se o colapso. Parecemos os coitadinhos do mundo e toda a gente faz o que lhes apetece connosco. Também acontece que,às vezes, o que nos rodeia é que não tem condições o que nos torna incapazes. Apesar de os únicos culpados sermos nós, torna-se impossível contornar certas situações. Parecemos umas inofensivas formiguinhas ao pé de um grande monstro.Estamos acorrentados e quando conseguimos dar um minúsculo passo levamos com a pata do monstro em cima.
Outro monstro chama-se pressão social. Como já disse acima, a sociedade, nós pessoas, temos muita tendência a achar, a opinar, a falar sobre a vida do outro, como ele deve viver, o que deve fazer e etc. Isso destrói qualquer um que dá ouvidos ao que se diz sobre si. Eu aprendi a calar-me sobre as minhas dificuldades e, se precisar de falar, de desabafar ou de ajuda para algo, das duas uma, ou recorro às “minhas pessoas” ou arranjo um jeito. A tropa manda desenrascar, a gente desenrasca-se. Porque quanto mais baixo te mostras, mais para baixo te empurram. Digo-vos muito sinceramente,depois desta tempestade, eu aprendi a ser quase auto- suficiente e já que adoram dar opinião, também vou dar a minha, conheço pessoas que se partem por tudo:por um berro, uma asneira, por uma crítica, por uma falta de atenção, por um julgamento por um insulto, por um dia menos bom ninguém não tem culpa das tempestades da minha vida, daquilo que me assiste, dos meus sofrimentos, da minha tristeza, mas por amor de Deus! Dependem muito do outro, esperem muito do outro. Como é que essas pessoas viverão se ficarem sozinhas na vida? Eu passei dias terríveis, queixei-me, entrei em colapso, atirei as culpas ao mundo, mas nunca esperei por ninguém.
Bom isto foi só um grande parêntese. Vou continuar a minha retrospetiva sobre 2017. Foi um ano bom, de reflexão, de reencontro comigo, com os lugares, pessoas, com tudo e também de recomeço. Não foi um ano de grandes concretizações nem de vitórias, mas de pequenos começos embora não sejam totalmente do meu agrado e me sinta um pouco derrotada, mas nada com que eu não consiga lidar e contornar. Ainda estou meio atordoada e tudo o que não consegui, o que não foi possível realizar, o que e quem deixei para trás a latejar-me na cabeça. Ainda me doem os joelhos das quedas que dei. Mas, pouco a pouco, vou reencontrar-me e seguir aos objetivos que desejo realizar.
Por enquanto, encontramo-nos por aqui no blog. Um dia falo-vos do blog, da razão de ele existir.
 

Até lá portem-se bem 🎄 porque eu nunca me porto bem! 😉😀😃