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O blog do Mau Feitio

O blog do Mau Feitio

Solidão feliz!

mau feitio, 03.07.20

Há algum tempo que já não venho cá, tanto para escrever tanto para ler e comentar os vossos posts. Tenho-me sentido cansada, não muito mas quando acabo o trabalho, só me apetece descansar, espairecer por aí. Há várias semanas que tenho saído sozinha (por opção), de vez em quando, arrasto alguém comigo mas gosto muito de estar sozinha, principalmente caminhando por aí a ver as pessoas a confraternizar. É curioso, eu gosto de ver as pessoas na rua, nos bares a conversar, a confraternizar. Eu gosto do barulho que as pessoas fazem quando conversam, gosto de ver os amigos, os namorados, os pais e os filhos, as pessoas idosas, as crianças. Eu gosto de ver as aglomerações, mas não gosto muito de estar nelas ou pelo menos não gosto de estar sempre nelas. Todos os dias com´as mesmas pessoas? Não consigo. Para mim, é bom conversar com alguém, por a conversa em dia, mas o que quero dizer eu não me sinto bem a ter de fazer isso todos os dias, sempre. Como se fosse uma obrigação, como se eu tivesse de alguma forma fazer isso como forma de retribuição por algo em que me ajudaram. 

Eu nasci para ser livre, eu necessito de liberdade. 

Nem sempre as pessoas entendem isso, acham que quero estar só porque não estou bem. Às vezes, eu falho em aparecer quando digo que vou estar, porque por mais que eu tente,  há dias que só me apetece aterrar-me na cama a ler, escrever ou a navegar nas ondas da Internet.  Ou então, trocar de roupa e ir caminhar até me doer as pernas.

 Que dizer? Eu tenho uma personalidade estranha, talvez mas estou bem com isso. Os meus amigos sabem, entendem que sou esquisita e aceitam os meus  momentos de solidão feliz. Eu chamo assim porque são uma opção minha e não porque não tenho ninguém. Eu tenho muitas pessoas que gostam de mim, eu acredito nisso. Eu sei que sim. E não me sinto sozinha. Nunca!

Até porque, eu tenho um equilíbrio. Nem sempre sozinha, nem sempre acompanhada.

Eu acho que só se é verdadeiramente feliz quando se gosta de nós próprios, da nossa própria companhia e quando sabemos equilibrar isso.

 

 

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Coisa de menina

mau feitio, 18.04.19

Encontrei este pequeno vídeo que retrata bem uma das ações que muitas meninas têm naquela fase da pré-adolescência, quando o corpo começa-se a desenvolver. Muitas meninas sentem vergonha pelo seu peito ainda não ter começado a crescer tão ou igual às outras meninas e tentem atingir um tamanho, mais ou menos, aceitável se inspirando nas outras. E fazem isto, que mostra no vídeo:

 

 

Eu compreendo que é um pouco (muito) constrangedor para algumas meninas de 11/12 anos, verem que as suas amigas e meninas da escola com a mesma idade, já têm peito e vocês não. Mas, não se preocupem com isso, porque não há nada de errado convosco. 
Cada um tem o seu tempo. Uns crescem mais rápido do que outros, uns são mais pequenos do que outros. Mas todos chegamos lá. Não temos de ter vergonha disso, do nosso corpo, como ele se transforma. Um truque é dar tempo ao tempo, sem muita preocupação e aproveitar o momento da vida em que nos encontramos.

 

 

Fonte: Youtube

Os adultos primeiro, se faz favor!

mau feitio, 17.04.19

Há uns dias vi este post no Facebook e achei importantíssimo mas também um tanto engraçado. Porquê? Porque fala-se e discute-se muito sobre educação, progresso e esclarecimento infantil... mas, às vezes (muitas vezes) os adultos é que precisam de aprender isto, para depois ensinar as (suas) crianças! 

 

 

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Imagem retirada: daqui

 

Diário Confidencial de Mariana vs. KAMASUTRA

mau feitio, 15.02.19

Eu li o Diário Confidencial de Mariana aos 14 anos, mais ou menos, mas não é sobre o livro que vou escrever hoje. Para quem não sabe o dito livro faz parte de uma coleção de livros da autoria de Marta Gomes e Nuno Bernardo que consiste no dia a dia de uma ADOLESCENTE, naquela altura, a personagem Mariana também de 14 anos, penso eu. Eu li um dos livros.
E a história que tenho para contar é um tanto de ''hein...?''.
Estava eu sentada junto a umas miúdas (minhas conhecidas) de 14 anos, uma delas já era mais velha mas pronto, que estavam a discutir sobre qual livro que deviam ler para apresentar na aula de Português no âmbito da Leitura Livre e eu dirigindo-me para a mais nova dei a ideia desse livro.
Sabem qual foi a reação dela? Riu-se na minha cara, como se eu tivesse dito um disparate.
Ainda lhe disse: ''eu li com a tua idade''. Resposta: riu-se. Mas... como aquela que diz ''que infantil!''
Eu virei-me mas a minha vontade foi dizer-lhe: ''Ah, desculpa! Já (lês) o KAMASUTRA! Por que não o apresentas?''  (sem qualquer tipo de julgamento, cada um é que sabe. E a sexualidade não tem idade definida). Mas, que BOFETAAAAAAAADAAAAAAAAAAAAAAA!
Tudo bem... o livro até pode ser mais infantil do que isso, mas nada que não possa ser lido com 14 anos. É leitura juvenil. Pessoas muito evoluídas. Eu tenho 28 anos mas eu cresci numa zona onde não havia e não há livraria, só biblioteca com livros, na sua maioria, estragados e sempre que podia, os meus pais compravam um livrinho ''do tamanho da sua carteira'' e sempre gostei. Mas como o tempo voa... não é verdade?! Hoje em dia, têm tudo, acham-se muito adultos e ainda se riem na cara das pessoas. siameD!

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Imagem retirada do Google Imagens

Infância sem cor

mau feitio, 13.02.19

Já não há crianças como dantes. Ou agora... é que as crianças são, exatamente, o que muitos pais queriam que fossem...? Pequenos seres sem alegria, calados, sem se sujar, sem fazer barulho, todo o dia com o rosto enfiado num ecrã, (pequeno e frio). De fato, muitos pais não se podem queixar nem a sociedade pode criticar.  Não, porque ouvia-se muita vez da boca de muita gente: ''Ah... que miúdo irrequieto'', ''os meus filhos chegam a casa com a roupa imunda!'', ''Tanto barulho que essas crianças fazem''. Ora bem... agora elas (crianças) nem sequer abrem a boca. Não era isto que se queria? Crianças sem energia, silenciosas para não incomodar.
Do que é que tu 'tás a queixar-te SOCIEDADE?! Aí tens as crianças com que sempre sonhaste! A infância perdeu a sua cor, não toda mas a maior parte dela, sim. Mais silenciosa era impossível. Agora, os pais já podem trabalhar, descansar, já não há roupa imunda para lavar, já não há gritaria nem euforia a causar stress às pessoas, já não há choros por joelhos rasgados e roupa rompida. Já não há o horror por se terem magoado na rua e terem apanhado uma infeção. Acabaram-se os ''pardais à solta''. Por isso... não critiques SOCIEDADE! 

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