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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

3 de Dezembro: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

mau feitio, 03.12.18

Bom dia,
Hoje é Dia Internacional das Pessoas com Deficiência e como todos sabem e podem ler no blog, eu sou uma dessas pessoas mas, hoje não vim falar de mim, chega de falar de mim. Enquanto, andava a ler o Feed de Notícias encontrei algo interessante que talvez vocês já viram tal como eu pela Internet, mas mesmo assim, vou partilhá-lo (o link) porque, nós temos a tendência a associar a deficiência a um determinado rosto específico e a um aspeto físico descoordenado e menos harmonioso do que nas pessoas ''ditas normais''. No entanto, nem sempre a deficiência ou qualquer doença tem um rosto específico e, em alguns casos, ficamos surpreendidos ao descobrir que determinada pessoa tem algum problema desse género.
De resto, o que posso dizer mais? Não sei se tenho algum leitor portador de deficiência, mas quando se fala de deficiência não se metam comigo! Acredita em ti, que tu consegues, vais conseguir mais do que ontem e não permitas que alguém conduza a tua vida, MESMO que, andes de cadeira de rodas a ser empurrado por alguém, tu é que dizes para onde queres ir e ATÉ ONDE QUERES IR!
Queres escalar uma montanha?! Queres subir uma árvore? Queres nadar? Queres casar? Queres andar de bicicleta? Queres sair de casa? Faz por onde! Eu disse que não ia falar de mim, mas só para vocês terem uma pequena noção da coisa: desde que me conheço por gente, sempre ouvi: ''ela não vai conseguir''. Conseguir o quê? Falar, andar, aprender a ler e a escrever e etc. Eu tenho 28 anos e, ainda hoje, eu ouço isso. Resultado? Eu nunca me calo, se me dão conversa é o dia inteiro. Andar? Ando, pulo, dou pontapés e o blog é a prova que leio e escrevo. E, depois?! São os outros que me dirão o que vou conseguir?! Antes disso, dou-lhes uma ''coça'' , daquelas de criar bicho e medo!  Tinha mais que fazer! Cá para nós, o mau feitio deve ser utilizado nessas situações, façam birra, teimam, ''batam o pé'', mas não se rendam às pessoas, podem não conseguir (não vão consegir tudo, é preciso terem essa noção), mas insistam, tentem e só depois da 123345678901234567890123456789098765443234447887643 vez, aceitem que não dá. É engraçado, porque sempre me vieram com esse discurso ''tens que compreender que há coisas que nunca vais conseguir fazer algumas coisas.'', eu respondia que sabia. Mas não é porque tenho uma deficiência, é porque sou filha de pobre e já daí, os meus pais sempre me conscienlizaram que havia coisas que só podia ter quando eu trabalhasse, porque eles não me iam poder dar. Por ter o que tenho, eu acho que nunca foi preciso que me explicassem muita coisa... devido à educação que me deram, eu sempre compreendi muita coisa pois conseguia transferir sozinha para a minha condição. E tudo aquilo que me disseram que não, eu fiz questão de me informar se era verdade ou descobri por mim. 
Acho que é isso, eu nunca permiti (ou quase nunca) que me dissessem o que podia ou não podia fazer nem faço o que me dizem porque acham que sou uma tola e faço aquilo que me mandam. Por exemplo, uma vez, alguém tentou fazer com que eu pagasse a conta do almoço, como se eu não percebesse nada. - ''Agora, a Dina paga o almoço'', eu respondi: ''pago o meu. Eu não comi do teu prato''. A pessoa não estava à espera... ficou tão envergonhada que não sabia onde havia se meter. Noutras situações, quase sempre, eu respondo ''tá bem''  para não me chatear e depois cá na minha vida, eu faço e deixo de fazer o que me apetecer. 
Bom... já me estou a esticar. Desejo-vos uma ótima segunda-feira e tudo de bom.
Beijs.

Diversity.png

 

Link:

https://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/celebhub/as-estrelas-que-ultrapassaram-deficiências-e-atingiram-o-sucesso/ss-BBQjdOj?ocid=spartanntp#image=1

Imagem retirada do Google Imagens

 

Era uma vez...

mau feitio, 28.01.18
Era uma vez, um simples e solitário homem que era visto como pequeno, ignorante, vagabundo e inútil.
Não que não fosse inteligente e não quisesse trabalhar,mas não tinha meios nem condições para desenvolver os seus ideais, para ser mais do que era naquele momento, por isso, os demais ao seu redor desprezavam. Cansado de engolir tanto desprezo e ser humilhado calado, o homem levantou-se e caminhou, caminhou, caminhou descalço sem nada nos bolsos,somente com a roupa que lhe cobria o corpo até encontrar um lugar onde pudesse viver.
Ao longo dessa caminhada, ele encontrou várias pessoas,umas boas, outras nem tanto. Fez amizades que perduraram, outras que pouco duraram. Também fez as suas inimizades e teve os seus conflitos, mas conheceu outro mundo, outra gente, descobriu novas formas de viver, conheceu a diferença. Aprendeu que nem tudo tem de ser feito da mesma forma, do mesmo método, que nem tudo tem a mesma cor e o mesmo jeito e ser pessoa quer dizer muita coisa. E que o que está certo para ele pode estar errado para o outro ao seu lado.
Quando o homem encontrou o dito lugar, começou a desenvolver as suas qualidades, a realizar os seus sonhos, a construir os seus projetos, a ter as suas conquistas e alguma riqueza, mas, apesar disso, ele nunca perdeu a humildade pois nunca se esqueceu do sitio de onde saiu, da sua casa, das suas raízes.
Um dia, mais maduro e experiente, ele regressou à sua terra, da mesma maneira como saiu: caminhando. Pelo caminho ele conheceu mais pessoas, coisas diferentes, fez novos amigos, aprendeu novas coisas...como aconteceu quando partiu da primeira vez.
Ao chegar à sua terra, o tempo tinha passado, as ruas estavam diferentes, os edifícios tinham sofrido modificações, as pessoas tinham envelhecido, havia novas crianças e pessoas que ele não conhecera.
O homem deu uma volta e reconheceu alguns lugares e também reencontrou algumas pessoas que o tinham desprezado. E, rapidamente,percebeu pelos olhares e conversas entre as pessoas que o espírito delas continuava igual. Era como se o tempo tivesse estagnado no próprio tempo, a mentalidade era a mesma: pequena, mesquinha, tacanha. Posto isto, sem demoras decidiu partir novamente porque ele descobriu algo essencial.
Ele descobriu que ele não era uma pessoa perfeita, não sabia tudo, também tinha magoado e julgado outras pessoas, também tinha dificuldades e também precisava de ajuda e tinha problemas e culpa em algumas situações,mas, às vezes o lugar onde estamos não é o certo para nós. Às vezes, o lugar onde estamos tem mais dificuldades e menos condições do que nós próprios e por essa razão temos de partir em busca de algo diferente. Não significa que tem de ser melhor ou maior, mas sim, tem de ser diferente. Embora triste por ver que a sua terra ainda não conhecia o que ele conheceu, ele partiu e desta vez para nunca mais voltar. Ele precisava de mais. Ele precisava do mundo, da diferença,das cores das pessoas de todas as raças. Ele sentia necessidade de trabalhar,de inovar, de descobrir, de vida.
Assim foi pelos caminhos da vida. Se caiu? Imensas vezes,mas levantou-se sempre. Se errou? Sem dúvida! Mas corrigiu-se. Se teve momentos de solidão? Alguns, mas sempre encontrou companhia. Se se deparou com tristeza,sofrimento e conflito? Sim, mas sempre deu a volta. Se teve menos dinheiro do que aquele que poderia ter tido na sua terra se se tivesse acomodado? Talvez,mas teve o suficiente para viver a sua vida da forma que ele escolheu, por isso, foi feliz e não há maior riqueza do que a felicidade.
 
Parte da nossa felicidade é feita só por nós.
O que importa é viver a vida. Se chorámos ou se rimos, se fomos solitários, se sofremos mais, se caímos pelo meio, não importa. Se no fim fez sentido e fomos felizes, o resto não importa.

Não tenham medo de partir ao encontro de algo que vocês acreditem!Vão! Voem! Não escutem o mundo. Escutem o vosso coração. Não desistem.
 
Imagem do Google Imagens
 

O mundo precisa, simplesmente, de simplicidade.

mau feitio, 07.12.16
Passamos a vida a dizer: ‘’O mundo precisa de mais pessoas generosas, espontâneas com atitudes inesperadas’’, mas na hora que alguém toma essa iniciativa, julgamo-lo tolo, ''maluquinho'', um perfeito parvo.
Então não é disso que o mundo precisa? De alguém que tome iniciativa e arranque sorrisos inesperados, que se tenha uma atitude generosa fora de época, gestos grandiosos, humildade, companheirismo, aceitação, que se dê a mão ao outro só porque sim, sem uma explicação para tal nem segundas intenções? A resposta é NÃO!
O mundo precisa de algo que promova isso tudo: simplicidade.
As pessoas precisam de mais e maior simplicidade, de acreditar em si e que o amanhã poderá e vai, sem sombra de dúvida, ser melhor, que as pessoas podem se regenerar e fazer coisas absolutamente incríveis que beneficie o mundo, de confiar mais e julgar menos.
Já repararam que quando uma celebridade tem uma atitude nobre é aplaudida e considera-se ser uma grande pessoa mas quando uma pessoa comum faz algo de bom e notório é alvo de risos disfarçados, comentários e olhares desconfiados? E porquê? Uma pessoa comum não pode ter uma atitude nobre, simplesmente por ter? Tem que, obrigatoriamente, ser parvo, inconveniente, inadequado, aproveitador ou ‘’maluquinho da cabeça’’?!
Então de que precisa o mundo? Simplicidade, primeiramente. Em segundo, que se pare de dizer que o mundo precisa de pessoas ‘’assim e assado’’e que comecemos NÓS a ser essas pessoas. Quando atribuímos algo aos outros, estamos a reduzir-nos.
Deixemo-nos disso! O mundo precisa que cada um de nós seja mais generoso, mais humilde, companheiro, amigo, que ouça mais, que confie e não duvide nem julgue tanto, que ajude mais, que arranque sorrisos e gargalhadas pela vida fora sem se contar com isso, sem um momento certo para isso, fora de época. O mundo precisa de CADA UM DE NÓS tenha esses gestos e não as pessoas… Que pessoas? Não és uma? Simplicidade, iniciativa e autenticidade são as palavras-chave para o mundo ser melhor. Paremos de passar a ‘’batata quente’’ para os outros. Façamos nós! Ninguém faz o papel ninguém, cada um tem o seu. Ninguém ocupa o lugar de ninguém nem ninguém representa e substitui ninguém.
Esquece as pessoas, faz tu! Perde a vergonha, toma iniciativa e, mesmo que faças papel de parvo, faz tu o bem em todas as suas dimensões! Dá mais de ti. Mais amor, mais parvoíce... que tem? Dá tu! Faz tu.Transforma TU o mundo, não dês esse privilégio a ninguém! Eu não vou dar, tu vais?
 

TU PODES MUDAR O MUNDO, TOMA TU AS RÉDEAS!