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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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Alguém quer bolo de cenoura?

Feito pela minha mãe

mau feitio, 11.08.19

Bom Domingo a toda a blogsfera!


O que se vai fazer hoje? Por aqui, ainda não parou de chover desde ontem (eu gosto!). Vocês já sabem que eu sou do contra, por isso deixem estar este mau feitio... vá que hoje até estou de bom humor aqui com o Pooh a saltar para todos os lados, mais parece uma bola saltitante  e a arrastar tudo com os dentes. É tão lindo! 

Já que está a chover... tenho de me contentar aqui por casa, não é nenhum sacríficio, mas se estivesse bom, estava à beira da piscina, óbvio! 

Bom, passei por cá p'ra vos desejar um ótimo dia, tenho muita coisa que quero escrever mas acho importante passar simplesmente para dizer olá. A vida tem falta disso, de pessoas que digam simplesmente olá.

Ontem, a minha querida mãe fez dois bolos de cenoura. A minha mãe prepara-se sempre para um mas, às vezes, a forma não leva tudo e para não desperdiçar, ela põe na forma mais pequena e ficamos com dois. O grande ainda está inteiro, o pequeno está quase comido.

Partilho convosco o nosso pequenino, muito saboroso.

 

IMG_0683.JPG

 

 

O dia a dia deste Mau Feitio

mau feitio, 18.05.19

Aqui na residência do Trio MAD (MAD são as iniciais dos nossos nomes, sendo o D de Dina, o M de Margarida e o A  de António). Pois bem, nesta humilde residência, um dos três heróis anda com os faróis fundidos, de modo que os restantes, têm que se organizar para que isto não fique num pandemónio. 
Posto isto, abaixo partilho como é que têm sido os meus dias.

Porquê? Apetece-me, dá licença!
 
1. Cuidar do cão e do gato, pôr ração, verificar se têm água, etc. 
2. Fazer café, chá e preparar o pequeno-almoço, entretanto, abrir janelas para arejar e fazer as camas;
3. Limpar a mesa do p.alm. e lavar a loiça(não estamos sempre a lavar loiça, porque eu não estou para dar em d.o.i.d.a, lava-se duas vezes ao dia e que se dane);
4. Lavar a roupa se a há e estender se também a há e se o tempo permite;
5.  Pôr a mesa para o almoço, fazer almoço se preciso for e depois limpar outra vez;
6. Se for necessário ir tratar de alguma coisa fora de casa, fazê-lo, nisto, aproveito para ir às compras em vez de ir à mercearia quando chegar a casa;
7. Se não sair por outra razão, ir à mercearia daqui se necessário;
8. Recolher a roupa do fio;
9. Assim que a casa estiver silenciosa e vazia, varrer a casa, limpar o pó, pôr lixo fora se necessário;
10. Antes ou depois, preparar o dinner, a mesa etc;
11. Antes de me acomodar no quarto, deixar tudo arrumado, SEMPRE!


(não tem uma ordem certa)

Fora estas alíneas, tento fazer companhia ao herói com os faróis fundidos o maior tempo possível. Faz-me impressão, ver pessoas sozinhas, ainda mais, quando a saúde não ajuda... ah... e atender aos seus pedidos. Também faço companhia ao outro herói. E, faço uma limpeza maior à casa uma vez por semana.

Nestes últimos 3 dias, consegui descansar mais, porque o outro herói tem estado mais vago de trabalho, mas geralmente, desde que isto nos aconteceu... às 8h00 estou fora da cama.
Resultado: Exausta! 
 

exaustão-adrenal-mulher.jpg


Imagem retirada do Google Imagens.

28 anos... que horror! Tirem-me deste filme!

mau feitio, 06.11.18

Até já me sinto mais fraca... esta manhã espreitei ao espelho e notei uma ruga num dos pelos da sobrancelha esquerda 28 anos... já? Eu, que adoro chamar os meus amigos cotas de COTAS, estou a caminhar a passos largos para a ''cotice''. Fisicamente, estou há 10 anos nos 15 anos.

- Quantos anos a menina tem? - 27 anos. (a partir de hoje + 1).

- O quê?! Eu dava-lhe 14, 16...

É UMA TRISTEZA! Uma pessoa vai a uma discoteca e vê miúdinhas de 14 anos a entrarem sem problema e eu... com esta idade às costas sou barrada à porta e tenho de apresentar o CC. O que uma bunda grande permite... inacreditável! 

E daí, o que foi que eu aprendi em 28 anos de vida?

Aprendi que, mesmo com 1,46cm de altura (perto do chão) também caio e algumas quedas podem ser fatais. Olhem, aprendi que não vale a pena comemorar este dia com pessoas porque todas as vezes que o fiz, as pessoas estavam com expressão de como se estivessem num enterro, porque na noite passada saíram, porque estavam enjoadas de comer doces ou cansadas. E depois?! Não te convidei para o meu aniversário para anunciares o dia da tua morte. Mas pronto. Eu vi que as pessoas se sentiam obrigadas a estar ali comigo (talvez ainda não encontrei as pessoas certas), então deixei de fazer uma festa por causa disso e vivo um dia normal. Vou trabalhar, estou com pessoas na minha hora de almoço, recebo os parabéns de quem se lembra ou vê no Facebook e quer dar. Quem não quiser dar os parabéns, que vá... isso! Ao fim do dia, volto para casa, estou com a minha família, tenho sempre bolo e amor. Assim, ninguém se sente obrigado a estar comigo. Se for dia que não vá trabalhar, fico por casa ou escolho fazer alguma coisa que eu goste sozinha ou com quem realmente me apraz. Lembro-me dum aniversário em que estava sozinha, acordei, cuidei de mim, saí, fui almoçar fora, penso que fui ao cinema e comprei um presente para mim mesma dentro das minhas possibilidades e digo-vos foi um dos melhores aniversários que passei. Voltei à casa já era noite, jantei, tomei banhoca  e acabei o dia a ver TV ou um filme. Já não sei. Com o meu tempo, dentro das minhas possibilidades, como eu gosto.Nada melhor.  Uma das coisas que aprendi em 28 anos, foi isso. Não impor, não cobrar, não obrigar. Deixar ir. Aprendi que a idade poderá ser um posto, mas a aparência será sempre uma condenação (como exemplifiquei em cima). Aprendi que o importante não é ter as experiências dos outros, mas sim, as minhas porque as deles não muda nada na minha vida. Só evoluímos com aquilo que aprendemos e não com aquilo que vemos os outros viverem nas suas vidas. Aprendi que só é possível cuidar do corpo quando a mente está sã. Aprendi  o pior estágio da solidão não é estar sozinho, é estar com quem nos faz sentir sozinhos e que os passos mais importantes da nossa vida são dados sem ninguém ao nosso lado. Já aprendi imenso mas ainda estou a aprender. Que venham mais 28 anos com tudo o que tiver de vir com eles, estou aqui. A vida quer ser enfrentada de frente.

Se logo à noite, tiver oportunidade de partilhar uma fatia de bolo convosco, deixarei aqui uma ''amostra'' do bolo.

E vocês, como gostam de passar o vosso aniversário?

Beijs.

 

Rotina

mau feitio, 13.08.18

Olá, pessoal!

Como foi o vosso fim de semana?

Este fim de semana aproveitei para dormir! Dormi até bem tarde. Já vos tinha dito que gosto muito de dormir.

É curioso, pois sempre que acordava e dizia para mim mesma ‘’é desta que me levanto’’, sentia uma ‘’força’’a empurrar-me para baixo. De vez em quando, sou invadida por uma melancolia ou nostalgia e saudade, não sei muito bem como explicar, em relação ao passado,àquilo que vivi e que perdi. Um dos meus defeitos, é ter dificuldade em deixar o passado ir. Acho que quem lê o blogue com regularidade, percebe isso. Eu sou do contra e não vivo em total harmonia comigo mesma. Mas, também não me recrimino por isso. Eu penso que todo o ser humano é assim. Ninguém vive em 100% de harmonia consigo mesmo. Eu penso que não. Mas, sou invadida por esse sentimento de saudade, recordação e de perda de algo desde sempre. Desde criança. Não sei por que razão. Às vezes, há razão para tal outras nem tanto. Mas,pronto. Quem sabe se não é algo que vivi noutra vida que me anda a perturbar nesta? 😑Hum…

De resto, o meu fim de semana foi em casa, ajudando nas arrumações e limpezas e estando em família com os meus pais, o burguês (gato) e o zumba (cão). Por acaso, estava bom para ir piscina, no sábado mas, acordei tarde… preferi ficar a dormir.

Pessoal, eu espero que o vosso fim de semana tenha sido maravilhoso e desejo que vocês tenham uma boa noite de sono e um bom inicio de semana.

Beijos.❤

Cada um tem o seu mar.

mau feitio, 26.01.17

Cada um tem o seu mar.
Pode não ser aquele que nos viu nascer e crescer, mas sim, aquele que adotamos como nosso e fazemos dele o nosso refúgio e a nossa casa. E porquê? Porque como dizem: '' A nossa terra é onde está o nosso coração.’ ‘. Às vezes, andamos uma boa parte da nossa vida à deriva em busca de um lugar para chamar de nosso, para começarmos ali uma história de vida e não há jeito nem maneira de nos sentirmos em casa. Mas o que é isso de casa?! Porque se for paredes e teto encontramos isso em qualquer pedaço do mundo. A nossa casa é a comida acabada de fazer pela nossa mãe, o cheiro da terra, os vizinhos, a escola da nossa infância, os amigos do Liceu ,as saídas à noite durante a nossa adolescência, os segredos da nossa meninice, os romances de conto de fadas que desenhámos e planeámos ao mais ínfimo pormenor, o céu que nos cobre, o vento que nos sopra aos ouvidos, o frio da nossa terra, o calor que nos aquece a alma, as manhãs e os pores de sol vistos da nossa janela, a terra que nos suporta e o mar que nos rodeia... A isso dá-se o nome de casa, de nossa casa. Mesmo que não seja aquela casa que nos viu dar os primeiros passos, mas, aquela para onde conseguimos transportar essas memórias todas, arrumá-las devidamente, acarinhá-las e senti-las tão presentes e vivas como se tivéssemos ao lado delas. Nem sempre se consegue fazer isso, por uma simples e única razão, para chamarmos uma terra como nossa é preciso que a terra nos adote também e que os corações batam ao mesmo ritmo. E quando isso não acontece... cai-nos o mundo das mãos e a única solução é voltar à nossa casa, verdadeiro lar e aí descobrimos que tínhamos tudo o que sempre quisemos tão perto de nós, ao alcance da nossa mão, mas foi necessário darmos meia-volta ao mundo para chegarmos a essa conclusão, ao nosso ponto de equilíbrio.                    
Seja lá a decisão que tenhas de tomar, não receies. O tempo de partir, de chegar e de permanecer já está determinado. Não temas. Finge que não dói, enxuga as lágrimas, põe o teu melhor sorriso e vai!               
Parte se tiveres de partir mesmo que o coração fique (vai ficar muitas vezes), regressa se não tiveres outra escolha e fica enquanto te for permitido. E se não der certo, não te castigues, acertas na próxima. Nós nunca voltamos sem nada na algibeira, apenas podemos regressar ao ponto de partida, mas trazemos experiências, conhecimento, maturidade, uma visão mais nítida sobre o que nos rodeia, histórias e memórias e, ainda trazemos mais firmeza, menos ingenuidade e inocência. Crescemos. Isso vai acontecer, tenhamos 20, 30, 40, 50 ou 60 anos... é inevitável. Às vezes, choraremos como uma criança desprotegida, outras, faremos birras de pré-adolescente e teremos firmeza e verdade na voz como alguém adulto e preparado para as tempestades da vida. Mas a verdade é que ninguém está suficientemente preparado para nada na vida, cada nova etapa da nossa vida terá adversidades que nos farão repensar no que temos que fazer e não poderemos desistir. E nós não vamos desistir com certeza!