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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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28 anos... que horror! Tirem-me deste filme!

mau feitio, 06.11.18

Até já me sinto mais fraca... esta manhã espreitei ao espelho e notei uma ruga num dos pelos da sobrancelha esquerda 28 anos... já? Eu, que adoro chamar os meus amigos cotas de COTAS, estou a caminhar a passos largos para a ''cotice''. Fisicamente, estou há 10 anos nos 15 anos.

- Quantos anos a menina tem? - 27 anos. (a partir de hoje + 1).

- O quê?! Eu dava-lhe 14, 16...

É UMA TRISTEZA! Uma pessoa vai a uma discoteca e vê miúdinhas de 14 anos a entrarem sem problema e eu... com esta idade às costas sou barrada à porta e tenho de apresentar o CC. O que uma bunda grande permite... inacreditável! 

E daí, o que foi que eu aprendi em 28 anos de vida?

Aprendi que, mesmo com 1,46cm de altura (perto do chão) também caio e algumas quedas podem ser fatais. Olhem, aprendi que não vale a pena comemorar este dia com pessoas porque todas as vezes que o fiz, as pessoas estavam com expressão de como se estivessem num enterro, porque na noite passada saíram, porque estavam enjoadas de comer doces ou cansadas. E depois?! Não te convidei para o meu aniversário para anunciares o dia da tua morte. Mas pronto. Eu vi que as pessoas se sentiam obrigadas a estar ali comigo (talvez ainda não encontrei as pessoas certas), então deixei de fazer uma festa por causa disso e vivo um dia normal. Vou trabalhar, estou com pessoas na minha hora de almoço, recebo os parabéns de quem se lembra ou vê no Facebook e quer dar. Quem não quiser dar os parabéns, que vá... isso! Ao fim do dia, volto para casa, estou com a minha família, tenho sempre bolo e amor. Assim, ninguém se sente obrigado a estar comigo. Se for dia que não vá trabalhar, fico por casa ou escolho fazer alguma coisa que eu goste sozinha ou com quem realmente me apraz. Lembro-me dum aniversário em que estava sozinha, acordei, cuidei de mim, saí, fui almoçar fora, penso que fui ao cinema e comprei um presente para mim mesma dentro das minhas possibilidades e digo-vos foi um dos melhores aniversários que passei. Voltei à casa já era noite, jantei, tomei banhoca  e acabei o dia a ver TV ou um filme. Já não sei. Com o meu tempo, dentro das minhas possibilidades, como eu gosto.Nada melhor.  Uma das coisas que aprendi em 28 anos, foi isso. Não impor, não cobrar, não obrigar. Deixar ir. Aprendi que a idade poderá ser um posto, mas a aparência será sempre uma condenação (como exemplifiquei em cima). Aprendi que o importante não é ter as experiências dos outros, mas sim, as minhas porque as deles não muda nada na minha vida. Só evoluímos com aquilo que aprendemos e não com aquilo que vemos os outros viverem nas suas vidas. Aprendi que só é possível cuidar do corpo quando a mente está sã. Aprendi  o pior estágio da solidão não é estar sozinho, é estar com quem nos faz sentir sozinhos e que os passos mais importantes da nossa vida são dados sem ninguém ao nosso lado. Já aprendi imenso mas ainda estou a aprender. Que venham mais 28 anos com tudo o que tiver de vir com eles, estou aqui. A vida quer ser enfrentada de frente.

Se logo à noite, tiver oportunidade de partilhar uma fatia de bolo convosco, deixarei aqui uma ''amostra'' do bolo.

E vocês, como gostam de passar o vosso aniversário?

Beijs.

 

Os sentimentos sabem-se quando se sentem.

mau feitio, 02.12.17
Uma vez disseram-me que nutriam carinho por mim. E eu pergunto, para quê que eu preciso de saber disso se nunca mo mostraram, se eu nunca o senti? Nós precisamos de saber ou de sentir? Ou de saber e sentir ao mesmo tempo? É difícil de compreender. Às vezes, basta-nos saber, mas nada se compara com sentir o carinho do próximo por nós. Ambos são importantes, mas o que pesa mais? Saber ou sentir? Eu desejo que todas as pessoas do mundo sejam felizes, mas isso não muda nada nas suas vidas porque eu nem conheço metade da população do meu concelho, muito menos do mundo. Querer a felicidade, faz de mim boa pessoa, mas não significa que eu gosto de todas as pessoas, que nutro qualquer sentimento por elas porque eu não ando com elas, eu não estou com elas, eu não dispenso o meu tempo para estar com elas, para conhecê-las, logo eu não sinto qualquer sentimento por elas, eu nem sei se me despertariam algum sentimento. Eu penso que, para saber o carinho, o amor, a amizade que outra pessoa nutre por nós e vice-versa é necessário sentir e isso significa demonstração, falar, estar,dispensar tempo para conhecer... só assim é que se pode saber o quanto carinho sentem por nós e vice-versa. Para saber é necessário sentir e se nós não sentimos nem demonstramos, não precisamos de ouvir nem dizer.
 

Os sentimentos sabem-se quando se sentem.


Imagem do Google Imagens