Nestes últimos dias, tenho ido à cidade resolver imbróglios da nossa vida, uma vez que eu estou em casa de licença de maternidade e o menino fica com a minha mãe, desta forma, o Rúben não perde dias de trabalho.
Bom... fui eu almoçar sem fome nenhuma, só para me movimentar porque também ficar 4h ou 5h no sofá do shopping, o segurança acaba por me vir perguntar se está tudo bem como fez no outro dia que adormeci no sofá.
Já na mesa do café à espera que me servissem, sentam-se na mesa da frente três pimbas xungas sem modes nenhuns às gargalhadas, mandando indiretas, apontando defeitos a tudo no café, tentando criar um conflito...
Uma delas levantou-se determinada a chamar o empregado para fazerem o pedido, porque "ele está a demorar muito", chegado à mesa a mais velha delas, diz com toda a arrogância e prepotência " limpe a mesa, se faz favor!" da água que elas derramaram ao que o rapaz responde "Ok." e desapareceu. Foi servir outros clientes.
Entretanto, elas aperceberam-se que o rapaz estava a servir outros clientes e, enfurecidas, saíram do café.
Achei muito bem a atitude do rapaz.
Primeiro, aquilo não é jeito de estar num estabelecimento público.
Segundo, aquilo não é um restaurante, é um café. Serve alguns pratos, mas não é um restaurante. Normalmente, pede-se ao balcão. Pode-se pedir à mesa, mas os empregados não são assistentes pessoais de ninguém, há mais clientes no estabelecimento. E o rapaz, embora parecesse avoado, só estava a dar tempo de escolherem.
Terceiro, elas estavam mais interessadas em causar uma situação e rebaixar as pessoas do que almoçar.
Por isso, achei muito bem feito o descaso que o rapaz fez. Sem abrir a boca e, talvez, sem se aperceber, ele colocou-as no seu devido lugar, no olho da rua.
Eu gostei bastante e queria partilhar convosco o que mais me cativou.
Primeiro, partilho o resumo da história:
(...) Quase com 40 anos, Nagore sente que a sua vida falhou. Acabou de se separar do namorado, deixou o emprego em Londres e está de regresso a Barcelona, onde tem de começar do zero. O único trabalho que consegue encontrar é como empregada num café de gatos, o Neko Café - logo ela, que tem pânico de gatos. Parece que o destino não pára de lhe pregar partidas.
Assim que abre pela primeira vez a porta do Neko Café e vê não um, não dois, mas sete gatos, Nagore prevê um novo desastre na sua vida. No entanto, com o passar dos dias, a experiência revela-se transformadora. Cada um dos sete mestres do Neko - gato em japonês - irá revelar-lhe um segredo. Pouco a pouco, Nagore aprende a aceitar e a manter o espírito aberto: um primeiro passo para descobrir o caminho para a felicidade.
(...)
Entre algumas outras passagens do livro que pretendo partilhar convosco mais tarde, cativou-me as sete leis felinas para a vida.
Ei-las:
1ª LEI FELINA PARA A VIDA
Sê autêntico de coração.
Não te preocupes minimamente com o que os outros pensam.
CAPUCCINO
2ª LEI FELINA PARA A VIDA
Aceita tudo com serenidade.
SORT
3ª LEI FELINA PARA A VIDA
Faz uma pausa.
Uma boa sesta minimiza os problemas.
CHAN
4ª LEI FELINA PARA A VIDA
Quem está atento encontra
oportunidades em toda a parte.
SMOKEY
5ª LEI FELINA PARA A VIDA
Cuida bem do teu aspeto,
nunca se sabe quem está a olhar para ti.
E, acima de tudo, ama-te a ti mesmo.
FÍGARO
6ª LEI FELINA PARA A VIDA
Sê flexível, mas não percas de vista quem és.
LICOR
7ª LEI FELINA PARA A VIDA
Nunca deixes de alimentar a tua curiosidade.
SHERKHAN
* LIÇÃO FINAL DOS GATOS: Não precisas de sete - nem de nove - vidas. Podes ser feliz nesta!
Achei muito interessante essa forma simples e leve de viver a vida que às vezes complicamos muito.
Todas as manhãs, tenho o hábito de tomar um galão. Geralmente, peço só um galão. Há quem tome café, garoto, curto, cheio... eu peço um galão. Cai-me melhor... Agora que vivo mais longe do trabalho tenho de apanhar o minibus. Por isso, agora chego mais cedo à baixa, às vezes meia hora, às vezes 15 minutos conforme... o que me permite ter mais tempo para tomar o ''meu'' habitual galão ou se eu quiser dar um passeio ou resolver alguma questão, se necessário.
Como o minibus para mesmo ao lado de um café, não estou às voltas e tenho ido àquele café. No entanto, há um dos funcionários que não me agrada muito... tem algo de falso... sorriso forçado. Depois de pedir o que quero e pagar, os funcionários já sabem de antemão que eu não consigo levar o tabuleiro para a mesa, por isso, antes de eu pedir já o fazem. Essa pessoa também leva, nunca recusou mas ao contrário dos colegas não me pergunta onde me quero sentar, põe o tabuleiro numa mesa livre e vai-se embora. Como se eu por precisar de ajuda, não tenho direito a escolher onde me quero sentar. Os colegas, por sua vez, perguntam sempre, mesmo que seja pela miléssima que me atendem. O respeito e o tratamento para com os clientes é sempre o mesmo.
Hoje fui servida por essa pessoa que fez a mesma coisa de sempre, pega no tabuleiro e vai pô-lo numa mesa e como de costume, essa pessoa não coloca o tabuleiro como deve ser, meio que o empurra e hoje o galão derramou. TAL BEM FEITO!!
A desculpa que deu foi que têm falta de papel para colocar no tabuleiro, por isso escorregou. Eu não disse nada. Fui sentar-me noutra mesa e esperei que me servisse outra vez.
Mas o copo não escorregou por não ter papel por baixo, o copo tombou porque tu não sabes servir.
Da segunda vez que me veio servir, já pôs o copo como deve ser na mesa.
É para aprenderes a servir as pessoas- disse eu para comigo.
A maioria das imagens e vídeos utilizados no blog são retirados da Internet. No entanto, se for o autor de alguma imagem ou vídeo e não permitir a sua utilização, por favor envie e-mail ou deixe nos comentários que logo que possível serão retirados.