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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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Cada um tem o seu mar.

mau feitio, 26.01.17

Cada um tem o seu mar.
Pode não ser aquele que nos viu nascer e crescer, mas sim, aquele que adotamos como nosso e fazemos dele o nosso refúgio e a nossa casa. E porquê? Porque como dizem: '' A nossa terra é onde está o nosso coração.’ ‘. Às vezes, andamos uma boa parte da nossa vida à deriva em busca de um lugar para chamar de nosso, para começarmos ali uma história de vida e não há jeito nem maneira de nos sentirmos em casa. Mas o que é isso de casa?! Porque se for paredes e teto encontramos isso em qualquer pedaço do mundo. A nossa casa é a comida acabada de fazer pela nossa mãe, o cheiro da terra, os vizinhos, a escola da nossa infância, os amigos do Liceu ,as saídas à noite durante a nossa adolescência, os segredos da nossa meninice, os romances de conto de fadas que desenhámos e planeámos ao mais ínfimo pormenor, o céu que nos cobre, o vento que nos sopra aos ouvidos, o frio da nossa terra, o calor que nos aquece a alma, as manhãs e os pores de sol vistos da nossa janela, a terra que nos suporta e o mar que nos rodeia... A isso dá-se o nome de casa, de nossa casa. Mesmo que não seja aquela casa que nos viu dar os primeiros passos, mas, aquela para onde conseguimos transportar essas memórias todas, arrumá-las devidamente, acarinhá-las e senti-las tão presentes e vivas como se tivéssemos ao lado delas. Nem sempre se consegue fazer isso, por uma simples e única razão, para chamarmos uma terra como nossa é preciso que a terra nos adote também e que os corações batam ao mesmo ritmo. E quando isso não acontece... cai-nos o mundo das mãos e a única solução é voltar à nossa casa, verdadeiro lar e aí descobrimos que tínhamos tudo o que sempre quisemos tão perto de nós, ao alcance da nossa mão, mas foi necessário darmos meia-volta ao mundo para chegarmos a essa conclusão, ao nosso ponto de equilíbrio.                    
Seja lá a decisão que tenhas de tomar, não receies. O tempo de partir, de chegar e de permanecer já está determinado. Não temas. Finge que não dói, enxuga as lágrimas, põe o teu melhor sorriso e vai!               
Parte se tiveres de partir mesmo que o coração fique (vai ficar muitas vezes), regressa se não tiveres outra escolha e fica enquanto te for permitido. E se não der certo, não te castigues, acertas na próxima. Nós nunca voltamos sem nada na algibeira, apenas podemos regressar ao ponto de partida, mas trazemos experiências, conhecimento, maturidade, uma visão mais nítida sobre o que nos rodeia, histórias e memórias e, ainda trazemos mais firmeza, menos ingenuidade e inocência. Crescemos. Isso vai acontecer, tenhamos 20, 30, 40, 50 ou 60 anos... é inevitável. Às vezes, choraremos como uma criança desprotegida, outras, faremos birras de pré-adolescente e teremos firmeza e verdade na voz como alguém adulto e preparado para as tempestades da vida. Mas a verdade é que ninguém está suficientemente preparado para nada na vida, cada nova etapa da nossa vida terá adversidades que nos farão repensar no que temos que fazer e não poderemos desistir. E nós não vamos desistir com certeza!



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