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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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Autobiografia poeticamente falando

mau feitio, 27.11.16
 

Não sou pessoa de sentimentos contidos;
Amor, ódio, raiva... seja qual for,
Em mim nada se contém.
Tudo transborda de prato cheio.
E tudo se vê.
Muito menos sou de falsidades.
Aqui impera a verdade!
 
Não sei sorrir meramente por educação
Não sei agradar se não me agrada,
Honestamente... o '' politicamente correto'' que se dane!
Não sei rir silenciosamente, nunca aprendi a fazê-lo.
Jamais controlarei o meu riso e o meu choro,
Mesmo que digam que sou inconveniente ou fraca.
Emoções comedidas não cabem em mim.
Ou sinto com tudo ou não sinto com nada!
 
Revoltar-me-ei sempre que necessário.
Pois são das revoltas que se faz a História, o novo tempo...
Que haja revoluções para que o amor seja rei.
E que se perca a vergonha de amar.
E a única vergonha seja da vergonha de amar.
Obedecer?! Recuso-me!
Sofrer? Sempre! Se for essa a única condição que tenho para viver.
Estarei sozinha sempre que a solidão precisar da minha companhia.
E acompanhada se o tempo for bem empregue.
 
Dar-me-ei de corpo e alma e olhos fechados aos de coração puro e gestos verdadeiros para comigo.
Mergulharei de cabeça nos amores e amizades inteiros e carregadas de emoção.
Infortunados serão os que me tentam prender e usar a seu belo prazer, os que me pisam e que me rebaixem.
A seu tempo sentirão o peso do que sinto.
Amarei e odiarei na mesma medida tão intensa e profundamente todos os segundos da minha existência, com todas as células e veias do meu ser e com todos os sentidos em harmonia ou em total desarmonia.
 
Com pensamentos vingativos, por vezes.
Quem nunca pensou em vingar-se?
Ainda habita em mim uma enorme incapacidade de perdoar, porque é imperdoável o que se corrompe dentro de mim.
Enfim... De forma completamente imperfeita, errarei; magoando, ofendendo, tropeçando, às vezes julgando porque estará a mentir quem diz que nunca o fez.
Que da boca sai impulsivamente o que o coração verdadeiramente não sente.
E depois virá o arrependimento que me inundará o ser e, entre lágrimas e palavras de perdão, pouco ou nada poderá ser feito.
 
Os erros cometidos um dia, por mais dolorosa que seja a dor plantada em ambas as partes que perturba a memória nas horas de paz, por piores e imundos que tenham sido os meus atos e mortíferas as minhas palavras fazem parte da minha história de vida e não da minha vida hoje porque hoje é tempo de ser novo! De continuar. E hoje não sou o que fui ontem, porque hoje eu evoluí. E não há pessoas iguais a ontem.
Eis um dos maiores consolos da vida: a regeneração.
Mas pouco ou nada me inquieta o que se diz e não se diz. Nada nego nem nada assumo.
E, assim consertando os desacertos da vida, irei pela estrada fora, deliciando-me a cada passo novo.
Fortalecendo-me a cada queda que der.
Sendo desmedidamente feliz nos encontros, miseravelmente fraca nas despedidas e desesperadamente ansiosa nos reencontros.
 
Que Deus me fez de espírito livre e a vida conspirou a favor, menina-mulher de sorriso cativante e olhos comprometedores. A coragem e determinação me fazem mulher e a doçura, menina. Sem amarras nem correntes que me prendam à monotonia do ficar por medo de partir em busca do novo, do inesperado, mesmo que isso seja sinónimo de todo o sofrimento que possa se abater sobre mim.
 
E esta é a forma mais bela, genuína e completa de dizer quem sou.