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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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Desafio - 30 DIAS ESCREVENDO

Inicio a 01 de Outubro de 2022 Ler o post

A verdade disto!

mau feitio, 12.03.19

Olá! 
Hoje vim falar (escrever) sobre a minha verdade de como é viver com uma deficiência. Eu sei que há pessoas piores, problemas piores, vidas piores, um todo o mundo pior mas  para mim ser deficiente ou pessoa com deficiência (como quiserem chamar) é uma grande

PORCARIA

 

Algumas pessoas dizem-me coisas do género: ''enquanto te vires com uma deficiência, todos te virão assim'', mas alguém está dizendo o contrário? Eu nunca neguei. Mas, se eu tenho uma deficiência, eu vivo com ela, eu sinto-a, eu vejo-a... é legítimo falar sobre ela, como todas as pessoas que falam e escrevem sobre os seus problemas quer a nível de saúde, quer a outro nível e da sua vida no geral o quanto quiser. 1500 vezes, se for preciso. E nenhum problema é maior do que outro, cada um tem os seus, as suas dores, os seus fantasmas e todos temOs legitimidade de falar/escrever sobre isso, SEM QUE NINGUÉM NOS INTERROMPA!

Começando a descascar a batata:

Quando/se eu falo sobre isso, as pessoas fogem ao assunto, tem pressa para fazer alguma coisa, não se querem demorar ali, dizem que eu não me posso ver assim, etc, etc, etc. (eu não me vejo de nenhuma forma, apenas 'tou a falar) MAS quando/se alguém aparece com uma depressão meio fingida, para comover e chamar atenção, toda a gente se compadece, toda a gente ouve, comenta, quer ajudar. (Desculpem-me... eu sei  que a depressão é uma doença séria que atinge mais de metade da população mundial e condiciona milhares de setores na vida de uma pessoa, mas convinhamos e sem julgamento, que existem pessoas que por um dia sem sair de casa, ficam desnordeados da cabeça e aí, também acho que as pessoas têm de se acalmar e aproveitar o que têm ao seu redor. Por exemplo, passam uma semana em casa por uma razão qualquer, aproveitem para organizar a casa, para redecorar a casa (mudar a disposição dos móveis), ler, pôr o sono em dia... sei lá... inventem!)
Seguinte, pouca gente perde mais que 5 minutos a falar comigo. Pouca gente: a minha família (FAMÍLIA NÃO É PARENTE), os meus amigos e quem me conhece realmente... ah... algumas pessoas com interesse em algo, perdem tempo... sim. Mas para a maioria,  considera-se que eu não digo nada... não tenho assunto, e eu posso dizer a coisa mais inteligente e séria do mundo que se riem como se eu estivesse a dizer uma piada... ou ficam 

 

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Sexo oposto? Ui... fogem de mim, desviam o olhar e não me dão muita conversa. A maioria deles pensa que eu crio amores platónicos com toda a gente... (não tinha mais nada que fazer),  por isso, evitam-me.

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(Sempre) foi assim, quer socialmente, quer no trabalho, quer em que setor, as pessoas do sexo masculino evitam-me! Só mesmo o necessário do necessário e meme assim... se puderem mandar uma mulher falar comigo por eles...  mandam. Analisemos a situation, eu sou heterossexual, mas por exemplo, se eu fosse bissexual?! Era complicado... hein? Ningué falava comigo. LOL! verdadeiros patetas. Enxerguem-se... vá!
E ser cortejada? Isso já nem existe mas poucos o fazem publicamente, poucos hombres me abordam num lugar público a fim de me conhecer (quando abro a boca e notam a minha fala, lembram-se da ''namorada'' que deixaram no café e se ficam a falar é por pena e acham que sou tola e não percebo o objetivo). A maioria que já é pouquíssima fazem-no só por mensagem  e, mesmo assim, alguns pensam que eu nah percebo niente de niente e acham que me podem ''gozar''. Eu disse ACHAM! Eu só me dou a conhecer a quem eu também quero conhecer (em tudo na minha vida, sempre fui assim). 
Graças a Deus, que não é TODO O SEXO OPOSTO, senão estava desgraçada! 
Dia da Mulher? Qual quê?! Para mim é ''Feliz Dia da Menina, querida!'' . E... já tenho 28 anos mas na cabeça das pessoas, hei-de morrer menina.
Relativamente ao argent, money, money, muita gente pensa que eu trabalho para dar aos meus pais, porque nunca vou sair de casa, nunca me vou casar, nunca serei independente, etc, etc, etc e é só para ter ocupação. Nem os meus pais permitiriam que eu trabalhasse para eles. Ma' pronto. Os outros podem gastar o caracol dos pais ou do seu trabalho no luxo e na boa vai ela e eu não posso ter nem guardar o meu próprio dinheiro porque...? NUNCA ME CASAREI! Uma pessoa não guarda dinheiro pra comer, pra combater problemas futuros, pra quando ficar sem os pais, por exemplo (que seja daqui a muito tempo). Cá nada... uma pessoa só se casa. De resto...  na faz nada.  Idiotas! Ah... pois'é, porque quando os meus pais partirem, eu vou para uma Instituição, assim pensam todos ao meu redor, menos eu e a minha família e uma e outra pessoa de alma avançada. Posso ir, claro. Na minha velhice. Ninguém sabe o que será amanhã, mas nada me impede de tocar a minha vida sozinha, ter o meu emprego, ter a minha casa, os meus pertences...
Mais...?
Ah... a seleção que me perdoe, mas eu passo-lhes à frente. A minha vida íntima, amorosa e privada já foi mais discutida do que o Mundial. Acho que até já foram feitas apostas, palestras e debates sobre isso. Incluindo as pessoas que junto de mim tentam saber quelque chose, COMO SE EU FOSSE TOOOOOOOOLAAAAAAA!!! BAAAAAAAAAAH!!!!!!!! Acham mesmo que vou admitir alguma coisa?
Próximo, já aconteceu algumas vezes, na escola ''somos todos iguais'', ''à mesma altura'', mas depois, as pessoas seguiram para as suas vidas. Todos nós!  Uns foram para doutores, outros engravidaram pelo meio e tiveram de ir mais cedo à vida, outros entraram logo para o mercado de trabalho, outros tornaram-se empreendedores, jardineiros, empregados, etc, etc, etc. Caminhos diferentes e não melhores nem piores.  E, de repente, essas pessoas da mesma idade do que eu e até mais novas, dirigem-se para mim como se eu fosse uma atrasadinha... coitada, uma criança. Isso incomoda-me!! Uma coisa são pessoas mais velhas, ''doutro tempo'' digamos assim, outra coisa são pessoas da minha idade ou  idade relativamente próxima ou mais novas! Arght!  que bofetadas!!!!
As pessoas envelhecem rápido... poooh! Hoje, ''andam de umbigo à mostra'', digamos assim. Amanhã, já pensam como velhas Marias da aldeia! Se bem que... eu acho que é ida ao paradise. Depois de ir, acham que ningué é mais do que elas e eles. Ou, ficaram deslumbradas com o poder e se sentem superiores. Vale lembrar que quando digo elas refiro-me a pessoas.
Prioridades? A maior treta escrita que existe! A maioria das prioridades que tive até ao momento ao meu dispor: umas não se praticam. Estão escritas apenas. As restantes, só me incapacitam e tenho de andar como uma vaca marcada com um número, uma referência... desde infância que é assim. As poucas vezes que eu usufruí de apoios e prioridades, quase que fui apedrejada no meio da rua. Mas é engraçado, pois algumas dessas pessoas que me ''quase'' apedrejaram pelos apoios e prioridades que tive, não tinham a mínima noção da sorte que tinham e têm. Não estou dizendo que não tiveram razão nas criticas e que o motivo não fosse válido, mas como vou explicar... Muitas dessas pessoas nasceram em berço de ouro, a única coisa que tinham de fazer era estudar - obter boas notas - passar de ano. Assim que terminado, já têm trabalho por influência dos pais, pelo sobrenome e etc, muitas delas falavam de dinheiro como de quem fala de água a correr na fonte, sem reparar na pessoa que estava ao seu lado, que podia ter menos possibilidades e sentir-se mal. TAMANHA FUTILIDADE! Às vezes, apeteceu-me dizer (gritar): ''TU QUANDO SAÍRES DAQUI JÁ TENS EMPREGO GARANTIDO, ACORDA! DE QUE É QUE TE ESTÁS A QUEIXAR?!'' e isso, confirma-se! Outros que ouro não tinham, votaram no partido certo, lambem os pés e estão de igual forma bem de vida!
A escola é dos justos e o trabalho é dos afilhados!


Há pessoas que estudam para caramba e merecem o cargo que ocupam, deveras! E, em alguns casos, até merecem mais, mas sabe-se como funciona na maioria das vezes.
Falando de padrinhos, é a tal coisa, poucas das pessoas que se ofereceram para me ajudar em situações passadas, julgavam que eu tenho mais dificuldades do que aquelas que realmente tenho e, em vez de me ajudarem a encontrar algo que, realmente me garantisse estabilidade a longo prazo, foi mais ao contrário. Por isso, a fantasia de que uma deficiência me salva a vida a-c-a-b-o-u. Salvaria, se eu aceitasse passar  de ''atrasadinha'' com + dificuldades do que as que tenho, se ficasse calada e submissa. Mas essa não seria eu. Saber mamar é uma arte e requer que a pessoa engula muitos sapos e não tenha opinião, só a opinião que é induzida a ter. Eu não sei fazer isto: ''Dina, vai pôr o lixo fora. - Sim senhor, é para já'' , por exemplo. Eu responderia: ''Vai tu. O processo é o mesmo.'' Posto isto, fila da agência de emprego espera por mim com MUITO ORGULHO! Antes assim do que estar de cabeça baixa, como uma cassete riscada a dizer: ''Sim senhor, sim senhor, sim senhor!'', há quem só se importa com o caracol na panela ao fim do mês, eu também mas não só com isso. Tenho brio. Não quero a melhor poltrona nem o melhor computador, mas ter a minha função e ser responsável por ela, ter alguma liberdade para construir, sem estar pouco a pouco a perguntar se posso, ter trabalho no meu local de trabalho. Óbvio que, depende do local de trabalho, mas do tipo escola ''Posso?'' , eu não suporto isso. Eu sei que tenho uma DEF. e, por isso, vou sempre ter de recorrer aos abutres ditos normais, mas não quero um trabalho onde esteja sempre sujeita a autorizações e avaliações, como se fosse uma atrasada. Nah gosto disso.
 

Quase a acabar... 


Por mais feitos grandiosos que faça, nunca passarei, na cabeça de muita gente, da petxena deficiente, da menina sorridente. Até posso ''salvar o mundo'', mas quem sou eu? A petxena deficiente, fraca, pequenina, sensível, inexperiente.. etc, etc.
Se ao menos, eu tivesse nascido com 1,60cm, 70... a coisa podia melhorar, mas não.  Na hora de me fazer, Deus disse '' Tu minha filha, não vais só ser deficiente, como também vais uma franga de 1,46cm'' . E, dizendo isto, carregou bem pra baixo. Carrega, Nosso Senhor que Tu sabes o que fazes! Haja fé... e meme assim, eu acredito em Ti! Amén.

Álcool & others drugs, Calma! Não existem outras drogas, só usei o título daquele filme Love & others drugs. Eu até gosto de algumas bebidas alcóolicas mas se bebo em público, fica tudo:

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Bom... essa a  minha verdade mais sincera que consegui para descrever como é viver com uma deficiência.
É como se tivesse de viver dentro de uma  caixa e lá estão todas as alíneas que devo seguir para ninguém me considerar uma doida varrida, mas eu sou uma varrida doida, não pelo que tenho, mas sim por quem sou.
Lembro que este texto foi escrito com todo o humor, a rir-me de mim própria e de muitas coisas que vivi à conta da minha querida estimadíssima deficiência. A intenção nunca foi e não é comover nem ofender/criticar ninguém. Apenas 'tou a escrever COM TODO O RESPEITO. Se eu quisesse ofender ou lavar roupa suja, relatava momentos, nomeava pessoas e etc, etc, etc.
A  minha verdade é que eu estou viva! Estou aqui, sei o que tenho, até onde posso ir e o que fazer, desde que não prejudique ninguém ao meu redor... eu não nasci para agradar. Por vezes, apetece-me enumerar tudo aquilo que já fiz e esfregar na cara das pessoas e dizer: '' tás a fazer o que já fiz?'', mas aí... estarei a dar às pessoas o que elas querem. 

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Beijs

 

 

Imagens: Google.

Frase do mês

mau feitio, 01.01.19

''Deus dá o frio conforme a roupa.''

Ditado popular

Para este mês, escolhi um ditado popular como frase do mês. Provavelmente, vocês conhecem de outra forma, mas eu conheço desta, cada sitio, seu costume. Certo?
Pois bem, eu sempre ouvi este ditado da boca dos antigos da minha freguesia, inclusive o meu pai, que não é assim tão velho mas já tem alguma bagagem. De vez em quando, contam-se histórias do antigamente, da infância faminta, gelada e roubada pela necessidade do ''tem de ser''. Mas, em algum lugar e por alguma razão desconhecidos e incompreensíveis, infância feliz e cheia de memórias. 
E a história onde ''entra'' este ditado (veridica, que se passou aqui na minha freguesia) que eu ouço vezes sem conta e nunca me canso de ouvir é mais ou menos, assim:

Era um dia frio de rachar penicos,
Os homens estavam sentados na loja a conversar e, no caminho a jogar à bola, estava um grupo de meninos pobres de pés descalços, com roupas curtas, como se fosse Verão, sem frio algum. No outro canto, estavam os meninos ricos, vestidos com casacos, todos bem agasalhados, a tremer de frio. 
Nisto, um homem a observar as duas situações, exclamou:
''Louvado seja Deus!, Deus dá o frio conforme a roupa.''.

Não estou a ser fiel a todas as palavrinhas, embora já a tenha ouvido mais que uma vez, não memorizei totalmente o discurso, palavra por palavra. 
Mas quis partilhar convosco, pois é uma das histórias que eu mais gosto de ouvir. Talvez, porque são recortes da juventude daqueles que viveram noutra época. E, isso delícia-me! Mas... entenderam a história? Apesar dos meninos pobres não estarem vestidos conforme a estação, estavam felizes a jogar a bola. Até parecia que o corpo lhes fervia. Enquanto que, os ricos bem vestidos e bem agasalhados, só se limitavam a ver os outros brincar, pelo tamanho do frio que sentiam. Como eu digo muita vez, a felicidade é pobre mas dorme  de barriga cheia. Relativamente ao ditado, não pratico a religião,  mas eu acredito em Deus. Não ''compro'' as ''crentices'' todas. Acho que há muita coisa tola, feita pelo Homem em nome de Deus. Tola, hipócrita e com muito interesse e falsidade envolvidos. Desculpem-me. No entanto, seja Deus ou outro poder superior que exista, eu concordo com o ditado, que tudo é feito para o tempo em que está, como é e como tem de ser. Seja Deus ou não,  eu acredito que tudo acontece quando, como, com quem e onde tem de acontecer.

Mary Quant

mau feitio, 30.12.18

Eu não sabia que Mary Quant tinha sido estilista, muito menos, que tinha desenhado para um modista de chapéus... que ignorância a minha! Agora, eu merecia um pontapé no meio das fuças! Sabia que, a senhora tinha popularizado a minissaia, mas estava convicta de que tinha sido apenas uma jovem rebelde que vestiu uma saia mais curta do que era visto na época e fez com que se começasse a moda do uso da minissaia. Mas não. Mary Quant criou a minissaia, pois abriu a sua loja onde produzia e criava, pensando no público jovem. Espetacular, não? Hoje em dia, Mary Quant tem 84 anos. Ao longo da sua carreira, os seus trabalhos foram reconhecidos e merecedores de vários troféus. Incrível! E eu aqui a pensar tudo ao contrário. É caso para se dizer que, conhecimento nunca é demais. Sempre que pensamos saber algo, aí é que devemos procurar saber se estamos certos. Porque nunca sabemos tudo. Partilho convosco um resumo que encontrei sobre Mary Quant.

 

Estilista inglesa nascida a 11 de fevereiro de 1934, em Londres. Durante dois anos, já depois de ter cumprido os estudos na Escola de Arte Goldsmith, entre 1950 e 1953, desenhou peças para um modista de chapéus dinamarquês. Em 1955, quando tinha apenas 21 anos, abriu uma loja em Londres, na zona de Chelsea, tendo o marido e um amigo como sócios neste negócio. A loja conheceu de imediato um grande sucesso e, em apenas sete anos, a empresa expandiu-se por quase toda a Europa e até aos Estados Unidos da América. A empresa de Mary Quant produzia vestuário em grande escala a nível mundial.
As criações de Mary Quant inspiravam-se e destinavam-se essencialmente às tendências jovens, o que na altura, início da década de 60, representou uma grande viragem no mundo da moda internacional, já que os costureiros de nomeada apostavam fortemente na alta-costura. Nessa época, as roupas desenhadas por Mary Quant eram similares às usadas pelas pequenas bailarinas, já que incluíam curtas saias de pregas, meias brancas e sapatos com fivelas brancas. Estava assim criado o que ficaria conhecido como Chlesea Look, que contribuiu para a vulgarização da minissaia em todo o mundo e dos collants muito coloridos.
Em 1966, o trabalho e o talento demonstrados por Mary Quant ao longo da sua carreira começaram a ser reconhecidos, tendo sido nomeada Membro da Ordem do Império Britânico, seguindo-se, até ao final da década de 60, uma série de outros troféus.

...

Ainda em 1966, publicou uma autobiografia, intitulada Quant by Quant (Quant por Quant).
No início dos anos 70, Mary Quant deixou de fabricar vestuário com o seu nome, mas continuou a desenhar roupas, peles, lingerie, panos em linho para a casa e armações de óculos. Simultaneamente, manteve-se à frente do negócio de cosméticos que tinha iniciado em 1966, que se caracterizava também pelo design dos produtos, onde predominava o preto e o prateado, sempre ornamentado com a margarida que se tornou a imagem de marca de Mary Quant.
Em 1973 e 1974, o Museu de Londres teve em exibição uma exposição de Mary Quant que retratava a moda dos anos 60. Posteriormente, entre 1976 e 1978, Mary Quant desempenhou funções no Conselho Consultivo do Museu Alberto e Vitória, em Londres.

 

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Sobre a imagem:
A imagem foi retirada do Google Imagens e retrata o uso da minissaia nos anos 60.
Fonte: Infopédia.

P.S- Se vocês souberem de mais algum detalhe/informação sobre Mary Quant ou sobre a minissaia, ou até mesmo, se eu estiver errada, partilhem comigo.  gosto imenso de saber sobre os nomes que fizeram história.

 

 

 

 

 

Eu fui discriminada por isto?!

mau feitio, 16.08.18
Olá,pessoal!


Hoje vou contar algumas situações que ocorreram no meu passado em que de uma certa forma fui discriminada por pessoas que, na minha opinião, não se veem ao espelho há muito tempo. Antes de continuar, preciso dizer que este é um texto para rir e não para comover nem revoltar ninguém,porque até para mim, tem muita piada. Da mesma forma que não é para comover nem revoltar, também não é para ofender. Não se sintam ofendidos. E, sim desfrutem!

Bem… ser discriminada por alguém, tipo espeto (pele e osso) por exemplo, é de ficar embasbacada(o) a pensar ‘’não te vês ao espelho há quando tempo amigo?’’. Ok, ok… cada um é como é, e a discriminação ou seja lá o que for, é má vinda donde vier. O que eu quero dizer é que às vezes, apetece-me ‘’perguntar’’em alto e bom som, com altifalante e tudo ‘’a sério… eu fui discriminada por um espeto?! ‘tás a brincar?!’’. A sério… se vocês soubessem quantas vezes e que pessoas já me franziram o nariz ao perceber que tenho uma deficiência… é de olhar p’ró céu e esperar que Alguém me responda.

Passo a contar algumas situações:

Por acaso, esta já me aconteceu mais que uma vez. Fui abordada por um rapaz franzino, trinca-espinhas, espeto, que assim que percebeu que eu tenho uma deficiência afastou-se consideravelmente. Por vários dias fiquei a matutar, mas depois eu parei e disse ‘’estás a sentir-te mal porquê? Ele é um espeto! Tu foste rejeitada por um espeto, mulher! AGRADECE A NOSSO SENHOR!’’
 
Outro do mesmo género, com 3cm a mais do que eu, fez a caridade de conversar comigo mas, esteve todo o santo tempo a dizer ‘’tu ésmuito pequenina’’ como se isso fosse a maldição do mundo, eu só pensava ‘’ele não está bem, é quase do meu tamanho’’. Para finalizar o género espeto, fui rejeitada por um trinca-espinhas com olheiras de ‘’agarrado’’ até ao umbigo que, se lembrou da namorada assim que eu abri a boca. Eu só fiquei a olhar para ele. 

Segunda situação, vocês conhecem os fora de forma? Os que nunca estão em forma, mas costumam ter abdominais, só que estão num momento péssimo da vida? Os chamados texugos? Pronto, eu presumo que como eu estou sempre em forma, fogem de mim porque não se sentem ao mesmo nível. Coitados… eu também não queria um texugo ao meu lado. Quando acontece, um texugo ou uma texuga rir-se de mim, eu penso ‘’está a rir para não chorar’’.

Terceira situação, os paralisados. Esta tem duas vertentes. Primeiro, quando eu digo ‘’eu tenho paralísia cerebral’’ eles PARAM!São os paralisados horrorizados. Nunca mais verbalizam nada. Amores, assim não dá, não é? Segundo, os historiadores. O que é isso? Paralisado historiador é aquele que ao descobrir espalha pelo mundo e fala, discute, avalia, comenta… durante anos a fio.  ‘tão a ver? Eu só penso ‘’tens a certeza que não te falha nada?’’.

Quarta situação, quando são aquelas pessoas que se julgam ''perfeitas'' que olham por cima do ombro e Meu Deus, je ne sais quoi... para mim são um pacote de plástico vazio. É só o que eu penso.
 
A mais hilariante de todas é quando sou observada por outro (d)eficiente.Uma vez, estava num café a almoçar e ao meu lado estava uma pessoa de cadeira de rodas a olhar sem parar para o meu braço. Eu não sei o que essa pessoa estava pensar mas, eu pensei ‘’ sim? Eu tenho uma paralisia no braço… e daí? Tu andas de cadeira de rodas. Podes olhar para outro lado, acho que já  deu para entender que somos ‘’iguais’’ ’’. Também já fui gozada por outras pessoas com deficiência que me imitavam a falar e tinham uma deficiência na fala. É RIDÍCULO! ''Falas pior do que eu e ainda me imitas? Que coisa linda vai sair daí!''

Uma vez, alguém que frequentava o psiquiatra uma vez por semana e se entupia de medicamentos para se sentir melhor consigo mesma, chamou-me de atrasada mental. Eu respondi mas ao mesmo tempo pensei '' andas no psiquiatra e drogas-te o dia inteiro, deixa 'tar. É como quiseres.''.


Tenho mais situações, mas estas foram as mais hilariante e como disse no inicio é para rir apenas. Outras, foram mesmo ofensivas e prefiro não contar.

Pessoal, cada um é como é. Mas, como as pessoas julgam-me pelo aspeto, eu também olho para o aspeto delas nessas situações e são esses pensamentos que me ocorrem. No entanto, em alguns casos, ou é ignorância ou é mesmo não querer perceber e evoluir.
 
Pessoal, eu tenho paralisia cerebral mesmo, eu sou assim mesmo e ao meu lado só andam TOP MODELS! 😜😝😛😋😁😂😃Eu dou-me com todo o tipo de pessoas: gordas, amarelas, (d)eficientes, barbies... tanto me faz a aparência e o aspeto, como vivem... se não tiverem problemas comigo, eu não tenho com ninguém. Mas, quando começam a ter... eu também tenho.  Quem me quiser, aqui estou eu, quem não vire à esquerda,  depois à direita,  para cima,  para baixo e fique aí mesmo em baixo no quinto dos infernos. ‘tá? Só uma dica: comprem um espelho de corpo inteiro e todas as manhãs, antes de sair de casa, olhem-se de frente, vejam as vossas forças e qualidades mas ENXERGUEM  a vossa podridão. Toda gente tem a sua. Eu também. Às vezes, nós somos rejeitados e avaliados e ficamos a sentir-nos mal por isso, mas quando a dor passa, reparamos nesses pormenores cómicos dessas pessoas e damos gargalhadas infinitas. Ainda bem, que não nos quiseram.
 

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