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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

Frase do mês

''Deus dá o frio conforme a roupa.''

Ditado popular

Para este mês, escolhi um ditado popular como frase do mês. Provavelmente, vocês conhecem de outra forma, mas eu conheço desta, cada sitio, seu costume. Certo?
Pois bem, eu sempre ouvi este ditado da boca dos antigos da minha freguesia, inclusive o meu pai, que não é assim tão velho mas já tem alguma bagagem. De vez em quando, contam-se histórias do antigamente, da infância faminta, gelada e roubada pela necessidade do ''tem de ser''. Mas, em algum lugar e por alguma razão desconhecidos e incompreensíveis, infância feliz e cheia de memórias. 
E a história onde ''entra'' este ditado (veridica, que se passou aqui na minha freguesia) que eu ouço vezes sem conta e nunca me canso de ouvir é mais ou menos, assim:

Era um dia frio de rachar penicos,
Os homens estavam sentados na loja a conversar e, no caminho a jogar à bola, estava um grupo de meninos pobres de pés descalços, com roupas curtas, como se fosse Verão, sem frio algum. No outro canto, estavam os meninos ricos, vestidos com casacos, todos bem agasalhados, a tremer de frio. 
Nisto, um homem a observar as duas situações, exclamou:
''Louvado seja Deus!, Deus dá o frio conforme a roupa.''.

Não estou a ser fiel a todas as palavrinhas, embora já a tenha ouvido mais que uma vez, não memorizei totalmente o discurso, palavra por palavra. 
Mas quis partilhar convosco, pois é uma das histórias que eu mais gosto de ouvir. Talvez, porque são recortes da juventude daqueles que viveram noutra época. E, isso delícia-me! Mas... entenderam a história? Apesar dos meninos pobres não estarem vestidos conforme a estação, estavam felizes a jogar a bola. Até parecia que o corpo lhes fervia. Enquanto que, os ricos bem vestidos e bem agasalhados, só se limitavam a ver os outros brincar, pelo tamanho do frio que sentiam. Como eu digo muita vez, a felicidade é pobre mas dorme  de barriga cheia. Relativamente ao ditado, não pratico a religião,  mas eu acredito em Deus. Não ''compro'' as ''crentices'' todas. Acho que há muita coisa tola, feita pelo Homem em nome de Deus. Tola, hipócrita e com muito interesse e falsidade envolvidos. Desculpem-me. No entanto, seja Deus ou outro poder superior que exista, eu concordo com o ditado, que tudo é feito para o tempo em que está, como é e como tem de ser. Seja Deus ou não,  eu acredito que tudo acontece quando, como, com quem e onde tem de acontecer.

Mary Quant

Eu não sabia que Mary Quant tinha sido estilista, muito menos, que tinha desenhado para um modista de chapéus... que ignorância a minha! Agora, eu merecia um pontapé no meio das fuças! Sabia que, a senhora tinha popularizado a minissaia, mas estava convicta de que tinha sido apenas uma jovem rebelde que vestiu uma saia mais curta do que era visto na época e fez com que se começasse a moda do uso da minissaia. Mas não. Mary Quant criou a minissaia, pois abriu a sua loja onde produzia e criava, pensando no público jovem. Espetacular, não? Hoje em dia, Mary Quant tem 84 anos. Ao longo da sua carreira, os seus trabalhos foram reconhecidos e merecedores de vários troféus. Incrível! E eu aqui a pensar tudo ao contrário. É caso para se dizer que, conhecimento nunca é demais. Sempre que pensamos saber algo, aí é que devemos procurar saber se estamos certos. Porque nunca sabemos tudo. Partilho convosco um resumo que encontrei sobre Mary Quant.

 

Estilista inglesa nascida a 11 de fevereiro de 1934, em Londres. Durante dois anos, já depois de ter cumprido os estudos na Escola de Arte Goldsmith, entre 1950 e 1953, desenhou peças para um modista de chapéus dinamarquês. Em 1955, quando tinha apenas 21 anos, abriu uma loja em Londres, na zona de Chelsea, tendo o marido e um amigo como sócios neste negócio. A loja conheceu de imediato um grande sucesso e, em apenas sete anos, a empresa expandiu-se por quase toda a Europa e até aos Estados Unidos da América. A empresa de Mary Quant produzia vestuário em grande escala a nível mundial.
As criações de Mary Quant inspiravam-se e destinavam-se essencialmente às tendências jovens, o que na altura, início da década de 60, representou uma grande viragem no mundo da moda internacional, já que os costureiros de nomeada apostavam fortemente na alta-costura. Nessa época, as roupas desenhadas por Mary Quant eram similares às usadas pelas pequenas bailarinas, já que incluíam curtas saias de pregas, meias brancas e sapatos com fivelas brancas. Estava assim criado o que ficaria conhecido como Chlesea Look, que contribuiu para a vulgarização da minissaia em todo o mundo e dos collants muito coloridos.
Em 1966, o trabalho e o talento demonstrados por Mary Quant ao longo da sua carreira começaram a ser reconhecidos, tendo sido nomeada Membro da Ordem do Império Britânico, seguindo-se, até ao final da década de 60, uma série de outros troféus.

...

Ainda em 1966, publicou uma autobiografia, intitulada Quant by Quant (Quant por Quant).
No início dos anos 70, Mary Quant deixou de fabricar vestuário com o seu nome, mas continuou a desenhar roupas, peles, lingerie, panos em linho para a casa e armações de óculos. Simultaneamente, manteve-se à frente do negócio de cosméticos que tinha iniciado em 1966, que se caracterizava também pelo design dos produtos, onde predominava o preto e o prateado, sempre ornamentado com a margarida que se tornou a imagem de marca de Mary Quant.
Em 1973 e 1974, o Museu de Londres teve em exibição uma exposição de Mary Quant que retratava a moda dos anos 60. Posteriormente, entre 1976 e 1978, Mary Quant desempenhou funções no Conselho Consultivo do Museu Alberto e Vitória, em Londres.

 

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Sobre a imagem:
A imagem foi retirada do Google Imagens e retrata o uso da minissaia nos anos 60.
Fonte: Infopédia.

P.S- Se vocês souberem de mais algum detalhe/informação sobre Mary Quant ou sobre a minissaia, ou até mesmo, se eu estiver errada, partilhem comigo.  gosto imenso de saber sobre os nomes que fizeram história.

 

 

 

 

 

Eu fui discriminada por isto?!

Olá,pessoal!


Hoje vou contar algumas situações que ocorreram no meu passado em que de uma certa forma fui discriminada por pessoas que, na minha opinião, não se veem ao espelho há muito tempo. Antes de continuar, preciso dizer que este é um texto para rir e não para comover nem revoltar ninguém,porque até para mim, tem muita piada. Da mesma forma que não é para comover nem revoltar, também não é para ofender. Não se sintam ofendidos. E, sim desfrutem!

Bem… ser discriminada por alguém, tipo espeto (pele e osso) por exemplo, é de ficar embasbacada(o) a pensar ‘’não te vês ao espelho há quando tempo amigo?’’. Ok, ok… cada um é como é, e a discriminação ou seja lá o que for, é má vinda donde vier. O que eu quero dizer é que às vezes, apetece-me ‘’perguntar’’em alto e bom som, com altifalante e tudo ‘’a sério… eu fui discriminada por um espeto?! ‘tás a brincar?!’’. A sério… se vocês soubessem quantas vezes e que pessoas já me franziram o nariz ao perceber que tenho uma deficiência… é de olhar p’ró céu e esperar que Alguém me responda.

Passo a contar algumas situações:

Por acaso, esta já me aconteceu mais que uma vez. Fui abordada por um rapaz franzino, trinca-espinhas, espeto, que assim que percebeu que eu tenho uma deficiência afastou-se consideravelmente. Por vários dias fiquei a matutar, mas depois eu parei e disse ‘’estás a sentir-te mal porquê? Ele é um espeto! Tu foste rejeitada por um espeto, mulher! AGRADECE A NOSSO SENHOR!’’
 
Outro do mesmo género, com 3cm a mais do que eu, fez a caridade de conversar comigo mas, esteve todo o santo tempo a dizer ‘’tu ésmuito pequenina’’ como se isso fosse a maldição do mundo, eu só pensava ‘’ele não está bem, é quase do meu tamanho’’. Para finalizar o género espeto, fui rejeitada por um trinca-espinhas com olheiras de ‘’agarrado’’ até ao umbigo que, se lembrou da namorada assim que eu abri a boca. Eu só fiquei a olhar para ele. 

Segunda situação, vocês conhecem os fora de forma? Os que nunca estão em forma, mas costumam ter abdominais, só que estão num momento péssimo da vida? Os chamados texugos? Pronto, eu presumo que como eu estou sempre em forma, fogem de mim porque não se sentem ao mesmo nível. Coitados… eu também não queria um texugo ao meu lado. Quando acontece, um texugo ou uma texuga rir-se de mim, eu penso ‘’está a rir para não chorar’’.

Terceira situação, os paralisados. Esta tem duas vertentes. Primeiro, quando eu digo ‘’eu tenho paralísia cerebral’’ eles PARAM!São os paralisados horrorizados. Nunca mais verbalizam nada. Amores, assim não dá, não é? Segundo, os historiadores. O que é isso? Paralisado historiador é aquele que ao descobrir espalha pelo mundo e fala, discute, avalia, comenta… durante anos a fio.  ‘tão a ver? Eu só penso ‘’tens a certeza que não te falha nada?’’.

Quarta situação, quando são aquelas pessoas que se julgam ''perfeitas'' que olham por cima do ombro e Meu Deus, je ne sais quoi... para mim são um pacote de plástico vazio. É só o que eu penso.
 
A mais hilariante de todas é quando sou observada por outro (d)eficiente.Uma vez, estava num café a almoçar e ao meu lado estava uma pessoa de cadeira de rodas a olhar sem parar para o meu braço. Eu não sei o que essa pessoa estava pensar mas, eu pensei ‘’ sim? Eu tenho uma paralisia no braço… e daí? Tu andas de cadeira de rodas. Podes olhar para outro lado, acho que já  deu para entender que somos ‘’iguais’’ ’’. Também já fui gozada por outras pessoas com deficiência que me imitavam a falar e tinham uma deficiência na fala. É RIDÍCULO! ''Falas pior do que eu e ainda me imitas? Que coisa linda vai sair daí!''

Uma vez, alguém que frequentava o psiquiatra uma vez por semana e se entupia de medicamentos para se sentir melhor consigo mesma, chamou-me de atrasada mental. Eu respondi mas ao mesmo tempo pensei '' andas no psiquiatra e drogas-te o dia inteiro, deixa 'tar. É como quiseres.''.


Tenho mais situações, mas estas foram as mais hilariante e como disse no inicio é para rir apenas. Outras, foram mesmo ofensivas e prefiro não contar.

Pessoal, cada um é como é. Mas, como as pessoas julgam-me pelo aspeto, eu também olho para o aspeto delas nessas situações e são esses pensamentos que me ocorrem. No entanto, em alguns casos, ou é ignorância ou é mesmo não querer perceber e evoluir.
 
Pessoal, eu tenho paralisia cerebral mesmo, eu sou assim mesmo e ao meu lado só andam TOP MODELS! 😜😝😛😋😁😂😃Eu dou-me com todo o tipo de pessoas: gordas, amarelas, (d)eficientes, barbies... tanto me faz a aparência e o aspeto, como vivem... se não tiverem problemas comigo, eu não tenho com ninguém. Mas, quando começam a ter... eu também tenho.  Quem me quiser, aqui estou eu, quem não vire à esquerda,  depois à direita,  para cima,  para baixo e fique aí mesmo em baixo no quinto dos infernos. ‘tá? Só uma dica: comprem um espelho de corpo inteiro e todas as manhãs, antes de sair de casa, olhem-se de frente, vejam as vossas forças e qualidades mas ENXERGUEM  a vossa podridão. Toda gente tem a sua. Eu também. Às vezes, nós somos rejeitados e avaliados e ficamos a sentir-nos mal por isso, mas quando a dor passa, reparamos nesses pormenores cómicos dessas pessoas e damos gargalhadas infinitas. Ainda bem, que não nos quiseram.
 

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Depois não digam que eu não informei

1-Devido à importação dos textos de uma plataforma para outra, alguns deles surgiram sem espaço entre as palavras, sem pontuaçãoetc. De modo que, alguns posts anteriores a 5 de Nov. de 2018, ainda estão por corrigir. 2-Relativamente às imagens utilizadas no blog, como sempre refiro a fonte no fim de cada post, a maioria delas são retiradas da Internet. No entanto, se algum autor de alguma imagem ''passar por aqui'' e não permitir a sua utilização, por favor envie e-mail que logo que possível a imagem será retirada. As restantes, são mesmo fotografias minhas e outras são criadas por mim com auxílio de alguns programas de edição de fotografia e design. Em todo o caso, eu identifico sempre a origem de todas as imagens e fotografias utilizadas no blog.

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