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O blog do Mau Feitio

Aqui sinto-me em casa. E de que falamos na nossa casa com quem nos faz sentir bem? Sobre tudo!

O blog do Mau Feitio

Aqui sinto-me em casa. E de que falamos na nossa casa com quem nos faz sentir bem? Sobre tudo!

"Não direi nada mas haverá sinais"

Entre todos os meus defeitos,  existe o defeito de gostar de oferecer e doar seja o que for às pessoas. Digo que é um defeito quando as pessoas não aceitam ou não reconhecem o meu gesto de forma genuína,  agradecem mas é como se fosse obrigação da minha parte e, mesmo assim, continuo. É recorrente dizer-se "eu não pedi nada", "tu é que quiseste fazer isso". Na minha opinião,  isso é desculpa, ou melhor,  conversa de quem não se quer comprometer ou dar o braço a torcer.  

Pois bem,  ninguém me pediu nada... então se ninguém me pediu nada, também deixarei de oferecer a minha ajuda, de doar algo que já não me é útil, deixarei de abrir o bolso para presentear alguém com algo bom, porque eu penso assim, se é para oferecer  algo não é preciso de ser caro mas bom, com qualidade. Mas deixarei de fazê-lo,  nem uma lembrança comprarei. Não terei opinião nem me preocuparei com nada.  

Porque na verdade,  não contam comigo. 

Preocupo-me, ofereço-me para ajudar e ainda me mentem descaradamente, fazem-me de tola. 

Então acabou. 

Afastar-me-ei mais ainda e distanciar-me-ei do que não me diz respeito. 

Novidade...

Alguns de vocês já se devem ter apercebido através de alguns vídeos e posts mas eu vou contar na mesma, porque disse que escreveria um post sobre.

Eu estou a trabalhar há quase um ano. Daqui a pouco mais de um mês, farei um ano que comecei a trabalhar e de hoje a um mês entro de férias, tendo 31 dias para gozar, ou seja, será mais de um mês de pança pró ar. Eh, eh, eh...😅😅😅😅⛱️

Depois de sete provas realizadas para procedimentos concursais, vários cv's enviados online para aqui e para ali, de ir de porta em porta perguntar se precisavam de funcionários,  de enviar candidaturas a tudo o que via nos sites de emprego, eu consegui entrar depois de me candidatar pela terceira vez a uma instituição. A primeira vez,  tive negativa,  à segunda, outra pessoa passou-me à frente e à terceira eu fiquei colocada usufruto da quota destinada à pessoa com deficiência, e efetiva. Eh, eh, eh.

Era o que queria? Não. 

É abaixo das minhas expectativas? Sim.

Mas não podia ficar mais tempo desempregada,  já ia fazer  dois anos de desemprego. Já estava em desespero. Se estivesse sozinha, ia para casa dos meus pais e ia procurando emprego,  mas como vivo com o meu namorado,  o cenário é outro. Tinha mesmo de encontrar trabalho.  Já que requisitar a pensão de invalidez nunca foi opção para mim, como vocês bem sabem. 

De resto, um passo de cada vez,  é um bom trabalho e realizo funções de acordo com a minha condição.  As pessoas,  tanto colegas como superiores,  são bastante compreensíveis, amigáveis e prestáveis.  Desde o início que foram muito flexíveis comigo. 

Fui muito bem acolhida e apoiada por todos. Sou bem tratada por todos e gosto de estar lá a trabalhar. 

É o mais importante. 

Inicialmente, foi difícil adaptar-me a uma rotina novamente,  acordar cedo. No princípio,  acabava o dia morta porque fiquei dois anos sem horários, estava toda baralhada mas agora já entrou nos eixos.

Trabalho, efetiva, ordenado e subsídios direitinhos, todos os meses, férias,  fins de semana a descansar. Tudo direitinho. 

O resto é conversa. 

Gostaram da novidade?😁😆🥰

Vocês também se sentem assim?

Com o passar dos anos e com a tomada de consciência que nada nem ninguém é eterno,  eu fiquei mais nostálgica em relação à casa dos meus pais, à minha terra natal, família...

Desde há sete anos para cá que me perco nas memórias da minha infância e adolescência,  das gentes que enchiam as ruas da minha freguesia no Verão vindas d'América e do Canadá, das músicas da época... de como eu fui feliz e, às vezes, pela dramática revolta da adolescência,  pensava que era infeliz. Mas não é verdade, de todo.  Eu fui muitíssimo feliz.

Agora, de cada vez que vou à casa dos meus pais passar o dia, sinto uma nostalgia imensa que quase não me cabe no peito e sempre que me despeço, uma saudade enorme invade-me o ser. Uma culpa infinita... um medo tenebroso de perder os meus pais, apesar de ainda serem novos. Uma vontade absurda de pausar o tempo e gravar momentos na minha memória,  de regressar àquele lugar e de ali ficar só.  Como uma criança. 

Esse sentimento que  me invade a alma e me tortura não dura muito,  assim que me afasto e me aproximo  mais da minha realidade, a qual escolhi e não me arrependo nem por um segundo,  o sentimento desaparece e o meu coração apazigua. E sempre que volto lá  à terrinha, a dor, a angústia,  a saudade voltam e me abatem o ser.

 

Vocês também se sentem assim?

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