Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

As pessoas que não dão o primeiro passo, mas quando não são procuradas se ressentem

mau feitio, 31.07.19

Já há algum tempo que queria escrever sobre isso, porque eu sou das pessoas que, normalmente dão o primeiro passo em tudo. Sou eu que ligo primeiro, sou eu que tenho iniciativa de combinar algo, sou eu a primeira a pedir desculpas, mesmo que às vezes, também me devam algumas desculpas. Sou eu que digo o quanto gosto, primeiro...   

Bem, o presente do indicativo já não está tão em prática como dantes, agora é mais eu era essa pessoa.  E, isso já teve as suas repercussões. Não que esteja a fazer de propósito, só que há uns tempos para cá, eu tenho trabalhado em me permitir em ser ''desejada'', por mais que isso me custe. Algumas pessoas abriam a caixa de mensagens e já tinham um ''Bom dia!'' meu.

Claro que, um tem de ser o primeiro, mas eu pergunto: porquê que tem de ser sempre eu?! 

Como escrevi acima, tenho trabalhado nisso porque eu sou tão positiva, gosto tanto de mim que tenho por obrigação de ter mais brio em mim, esperar que tenham saudades e me procuram e digam o quanto gostam de mim. 

Um professor meu disse-me uma vez que, eu não sou como às outras pessoas, porque tenho a capacidade de fazer tudo o que as outras pessoas não fazem, sem vergonha nenhuma disso. Não tenho vergonha de abraçar, de dizer que amo e de me atirar ao escuro. Segundo ele, isso é autenticidade. Não sei. Mas não tenho vergonha mesmo, não há dia nenhum que não digo aos meus pais que os amo e que são o meu tesouro mais precioso. Muitas pessoas não percebem esse meu jeito de ser e acabam por achar os meus gestos infantis ou inapropriados.
Como posso descrever? Eu olho para a vida como uma criança que olha para uma montra de brinquedos e se surpreende a cada descoberta. É isso. Eu não tenho noção do risco e por mais que me machuque, eu vou outra vez. Caio, encharco-me em lágrimas, perco, erro, mas eis que dum súbito salto levanto-me e lá estou eu outra vez.
Talvez, nunca venha a receber o que dou na mesma quantidade, porque acho ninguém o recebe... há sempre quem dá mais, quem sofre mais, que é mais carinhoso... mas, mesmo assim, acho que mereço ser procurada e querida, na mesma medida que procuro e não só quando deixo de enviar uma mensagem, de ligar, de perguntar como vão as coisas e as pessoas reclamam que não tenho dito nada. Eu não digo nada durante um mês, um dia, uma semana mas durante esse tempo, também não recebi nada de ninguém. Eu não disse, mas também disseram? Não. Porém, é engraçado, porque quando a pessoa é magoada, devolve três vezes a mais o que lhe fizeram, mas quando é para retribuir o amor, aí poupa. O ser humano é um bicho estranho...

E aí... chego a uma conclusão:

As pessoas que não dão o primeiro passo, não o fazem porque têm medo de se ''responsabilizar'' de terem sido as primeiras, porque se acontece alguma coisa, se as pessoas discutem, elas dizem de boca cheia ''tu é que me procuras mais, eu nunca digo nada antes de ti'' , é uma forma de lavar as mãos, de se defender, de mostrar que não são tão carentes mas quando não são procuradas se ressentem porque o são e precisam daquela atenção. Estão acostumadas aquele gesto, no entanto, quando são confrontadas com o facto de não procurarem pelas pessoas, queixam-se que não sabiam se podiam... os outros andam distantes e não queriam incomodar.
Fácil é receber amor, porém dar é difícil.

Porquê que digo isso? Fui percebendo isso em algumas pessoas. Quando havia uma discussão, levava sempre com isso na cara: '' Tu é que és sempre a primeira a enviar mensagens e a querer combinar coisas''.

Maneira que, eu disse para comigo que isso ia mudar, mudou tanto que até já recebi alguns ultimatos.

Gosto muito das pessoas que gostam de mim e que eu considero ser minhas amigas mas se não admitem uma série de coisas nas suas vidas e estão a aprender outras tantas. Eu também. Não vou desaparecer, porque quem me conhece sabe que se for preciso dar a vida, eu dou. Mas não serei mais aquela que é sempre a primeira a toda a hora, em tudo.

 

sss.png

 

 

O meu piano

mau feitio, 31.07.19

Às vezes, tenho medo de não ter mais assunto para escrever. Eu olho para o número de posts que tenho que são neste momento, mais de trezentos e penso como é que eu consegui escrever tanto. Às vezes, volto atrás e releio alguns e faço algumas correções que, no momento em que escrevi escapou-me este e aquele erro, um acento errado, uma vírgula mal colocada, falta de uma palavra, um erro ortográfico... enfim. Quando releio os textos que escrevi, não sou a pessoa que os escreveu, mas sim, uma leitora. Leitora do meu blog. Saio de uma parte de mim e entro noutra dimensão na qual também sou eu, que também faz parte de mim. Divirto-me com aquilo que escrevi, rio-me à gargalhada, choro... desarmo-me em lágrimas grossas, critico-me, chamo-me dos nomes mais hediondos que possam imaginar e, simplesmente, sorrio. Recordo-me de cada pormenor, de cada momento, de cada pessoa, de cada razão que me levou a escrever.  Raiva, amor, solidariedade, paixão, sonho, vida... já escrevi com esses sentimentos todos a latejar-me no peito. Com os dedos a tremer, com água a escorrer-se-me pelo rosto, com o coração a palpitar, com todos os sonhos do mundo dentro de mim. Às vezes, o post que acabei de escrever não era nada daquilo que eu pensei em escrever. Não sei se acontece o mesmo convosco. Dependendo do que eu quero escrever, posso demorar dias a cozinhar na minha cabeça o que quero ''dizer'' e horas a terminar a escrever.

Uma vez, disseram-me que eu não sou escritora porque não ganho dinheiro a escrever. Pois não ganho. Uma pessoa pode salvar milhões de vidas, mas só é médica se tiver todos os diplomas, porém com todos os diplomas pode não corresponder com aquilo que se espera de um médico, mas é-lo porque tem diploma. 

Essas pessoas magoaram-me muito quando mo disseram, contudo fiquei calada. Porquê? Porque no mesmo instante, compreendi que aquelas pessoas só possuem certificados que lhes permitem desempenhar a sua função profissional. Não têm sonhos pendurados no teto nem sal a gosto na sua vida.

Eu não ganho dinheiro por escrever um blog nem nenhum dos pensamentos que posto ora aqui, ora noutras plataformas, por isso, não sou escritora. Ok... aceito!

Mas, eu digo-vos quando me ponho à frente do PC ou agarro numa caneta para escrever é como se tivesse a tocar piano. Por momentos, dou por mim como se tivesse à frente dum piano de verdade. 

É impossível descrever o que sinto quando estou inspirada a escrever. 


Este é o meu piano, é o meu palco, a minha música, o meu instrumento, a minha praia, a minha onda.

 

Não sou escritora? Até aceito não ser uma, desde que o gosto nem o dom de escrever nunca se esgotem dentro de mim, vivo bem com aquilo que não sou por dinheiro. Mas, morreria pelo que sou sem um tostão no bolso. Infelizmente, quem não tem sonhos pendurados no teto, não compreenderá o que quero dizer. Escrever é uma arte como tantas outras e o artista é o que menos recebe por isso. 
Se eu fosse renumerada por cada palavra que escrevo, era só mais uma na lista.

piano-s.jpg

 

Imagem do Google Imagens

Boa semana!

mau feitio, 29.07.19

Bom dia! 

Comecei a semana com um destaque aqui na blogsfera. Wow!!

Não sabia que um post tão pequeno seria destacado.  (cheia de mania) .Que dizer mais? Ao escrever o post Nunca me arrependo , fui inteiramente franca! Muitas vezes, sou mal vista pelo meus comportamentos reativos (isso existe ''comportamentos reativos'' ?!) relativamente à minha deficiência ou mesmo, considerada infantil, malcriada e por aí fora... mas pessoal, eu não tenho tamanho para tanta paciência.

Apesar de às vezes, ter a minha grande culpa em alguns momentos passados da minha vida, por conta de problemas emocionais que tive (já escrevi sobre isso aqui) e porque quando começo a falar nunca mais paro e, dessa maneira, permiti que me invadissem, eu concluo isto muito rápido: 28 anos de idade, sexo feminino, vacinas em dia, deficiência motora e não mental, diagnosticada como capaz e consciente e responsável pelas suas ações. E mais nada. Algum erro, minha consequência. Algum apoio que necessite? Opá...  eu vejo como é melhor. 

Blá, blá, blá...

Toda a gente precisa de ajuda? Eu também, mas eu escolho quem, quando, onde e como.

Mais alguma coisa?

Uma pessoa famosa disse no outro dia algo como, nós estamos aqui para viver, amar e se f*d*r (dar-se mal, errar, perder) e, pessoal... é isso que quero... viver, amar, fazer o bem e partir a cara milhões de vezes... pois quem não erra, não aprende.

Agradeço ao Sapo Blogs!


*não querendo ser ingrata, mas talvez já sendo... eu escrevo tantos posts e já é a terceira vez que um post no qual o assunto é a minha deficiência é destacado. Num blog com mais de 300 posts sobre tantas outras coisas, só a deficiência é que é destaque? Hum...! 

 

 

 

destaque.png

 

Nem quero saber

mau feitio, 27.07.19

Hoje é Sábado, fim de semana. Para mim que não trabalho ao fim de semana (atualmente, estou de férias sem prazo para acabar) é dia para fazer nada ou o que me apetecer (o que for possível fazer). Mas nem quero saber se é dia de sair, de estar com os amigos, de passear... pouco m'importo, se ontem foi Sexta-feira à noite e todas as pessoas foram para os copos, para as discotecas, para a noite louca. 

O que eu fiz ontem à noite? Dormi até hoje depois do meio-dia. Estava MORTA de cansaço. É um exagero?! Que seja! Adoro exageros! 
Pois, exagero é tudo o que vemos nos outros e ''queremos'' para nós. 
 E hoje... quero o meu espaço, a (minha) música, assistir a filmes e a séries, aos canais de Youtube que sigo,  pegar num livro ou dois ou mais e me atirar para a cama e ler, descobrir páginas novas e histórias espetaculares. 

Não quero saber se todo o resto do mundo está fora de casa na confusão, em almoçaradas... com gente à volta.

Porque simplesmente... tudo o que outros fazem da sua vida, não acrescenta nada na minha. 

Um bom resto de Sábado!

 

Just do what make you feel good, even if it looks

 

Nunca me arrependo

mau feitio, 26.07.19

Isso de dizer ''só me arrependo do que não fiz'', na minha opinião, é mentira, pois toda a gente já se arrependeu de alguma ação na sua vida.

Eu arrependo-me de imensas ações, gestos, palavras, atitudes... situações nas quais devia ter dado mais de mim, momentos nos quais devia ter tido mais calma, etc.

 

Mas há uma ''coisa'' na minha vida da qual eu não me arrependo e eu estou a falar da minha forma de defesa relativamente à minha deficiência. Podem chamar-me do que quiserem; revoltada, infantil, inapropriada, estúpida, malcriada... tanto faz. EU SOU MESMO! Na' m'importo. Mas toca-me no meu problema, p'ra veres até onde vais!

 

Afinal... se não houvesse revoltas, não havia evolução.

Procrastinar

mau feitio, 22.07.19

Yellow! 

Já algum tempo, não escrevo nada de jeito. Né? Ter inspiração até tenho, mas haja paciência. Ando p'ra'qui a procrastinar mas bem... como foi essa Segunda-feira? Por aqui, choveu todo o dia! Adoooro! Estive todo o dia enrolada nos cobertores.
Ontem, o tempo já prometia mau tempo, aliás foi o dia mais frio de piscina que fiz em toda a minha vida de 28 anos  mas encarei mesmo assim. Fui à água 3 vezes, depois quase morri de frio, mas sobrevivi. 

Já são horas de dar as novelas. Vou jantar e ''ber'' o que está a dar. Ah... tenho de tomar banho.  (essa informação era desnecessária!). 

Enfim... beijinhos, pessal!

 

Where is the love?

mau feitio, 22.07.19

Eu tinha 13 anos quando essa música foi lançada e lembro-me de ouvi-la pela minha adolescência fora.
Já se passaram 16 anos desde então (ESTOU VELHA! ) mas a pergunta é sempre a mesma, por mais que o mundo evolua e todas as ciências se superem, não faz diferença. A pergunta foi, é e, infelizmente, sempre será Where is the love?

 

 

'' People killin' people dyin'
Children hurtin', I hear them cryin'
Can you practice what you preachin'?
Would you turn the other cheek again?
Mama, mama, mama, tell us what the hell is goin' on
Can't we all just get along?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questioning
(Where's the love) ''

E eu pergunto porquê? Até quando essa pergunta será a ''definição'' do mundo em que vivemos?

 

Fontes:
Youtube; 
Google.

Pág. 1/3