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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

Quando éramos apenas felizes!

mau feitio, 05.05.19

Eu nasci no ano de 1990  e fui durante muito tempo a mais nova da minha família,  por isso apanhei e vivi cada batida de todas ou quase todas as músicas dos anos 80 e 90, algumas anteriores a isso, outras pouco posteriores. A música entrou muito cedo na minha vida, desde que me lembro, eu ouço música e gosto de músicas/pessoas que algumas ainda estão no ar, outras, hoje em dia, já (nem) se fala delas. Por exemplo: Modern Talking, Kelly Family, Queen. Abba, Natalie Imbruglia, Celine Dion, As Doce, Dina, Paulo de Carvalho, Pedro Abrunhosa (o meu cantor preferido), Simone de Oliveira e mais, muito mais! 
Eu fui ensinada a gostar de música. Os mais velhos incentivaram-me a gostar de tudo um pouco. E quando eu ponho essas músicas ou pessoas a tocar/cantar no Youtube... eu só me lembro de quando éramos felizes, de quando era Verão e os emigrantes regressavam  a casa e traziam as suas crianças, das festas dos santos de cada freguesia, de brincar na rua, do regresso exausto a casa de um longo dia de piscina e se comia salsichas fritas com batatas fritas depois, lembro-me da minha trotinete roxa que foi ''quem'' me ensinou a andar de bicicleta. Lembro-me dos fins de tarde em que eu ia andar de bicicleta ou de trotinete. Lembro-me dos amigos dos amigos e daquela gente toda que já é mais velha do que eu dez anos, mais ou menos, mas naquela época eram só uns adolecentes a se descobrirem, vestidos, seja como for, era como se podia na altura... mas a gente era feliz. 
A escola abarrotava de gente, havia gente! As camionetas iam lotadas, íamos todos enlatados mas a rir uns dos outros. As meninas mais novas ficavam a ouvir o desenrolar das histórias de amor e muito sofrimento das mais velhas e imaginava-se ''como será quando eu tiver um namorado?'' . Quando os primos se juntavam todos, dos namoros às escondidas... o tempo da alegria. O tempo das apanhadas, das escondidas, da cabra cega, do ''pular à corda''. O tempo dos ''pardais à solta'', das unhas roxas/pretas das quedas, dos joelhos rasgados, das roupas rotas e dos choros desesperados pelas roupas rotas porque as mães iam bater-lhes quando a casa chegavam. Não era pôr de castigo, era bater a sério e, hoje em dia, não há ninguém draumatizado... e, às vezes, os mais problemáticos são mesmo aqueles que nunca levaram umas palmadas.

Era tão bom aquele tempo!

Eu fui criança nos anos 90 e adolescente de 2000 adiante, e foram com essas músicas e muitas mais  com que eu cresci. Eu fui feliz! Agora também, mas lá naquele tempo, eu fui muito feliz!
Acho injusto dizer-se que, agora as crianças/jovens adolescentes não são felizes e que não sabem o que é bom porque eles não têm culpa do tempo da sua infância e juventude e acho que não é algo que deva entrar em competição, porque no fundo, se alguém tem culpa, serão os mais velhos que, implantaram tantas modernidades na vida deles e deixaram-nos sem limite, não os passam valores, só os julgam. Isso está errado. As crianças de hoje não têm culpa do que lhes dão para as mãos, os adultos que o fazem é que têm de saber o que dar.

Abaixo partilho várias músicas desse período de tempo de que me recordo.

 

Frase do mês

mau feitio, 01.05.19

''Quem paga as contas dos outros é gente tola''

 

Apesar desta frase ter saído da minha cabeça cabeçuda , eu pô-la entre aspas porque não vou falar em dinheiro. É uma forma de dizer. O  que quero mesmo dizer é que quem fica por terceiros, pelo disse-que-disse e foi-assim-e-assado é mais do que tolo! É atleimado! (termo açoriano - sinónimo de burro ou daquilo que vocês considerarem).
É certo que tooodaaaaaaaaaa a gente fala mal, comenta, tem curiosidade na vida alheia... toda a gente faz isso, de vez em quando (eu também!), claro, também sou filha de Cristo, uma pecadora incurável, azedinha..., (eu pratico muito este exercício: queres falar mal de alguém? Começa por ti! Queres apontar o dedo a alguém? Começa por ti! E assim vai...), por isso, começo sempre dizendo: eu também! Mas, continuemos... há sempre um limite. Na verdade, existem vários.
Primeiro, NÓS QUANDO INICIAMOS UMA CONVERSA/COMENTÁRIO SOBRE ALGUÉM, não devemos arrastar isso por anos luz. Há um tempo p'ra tudo. Falamos uma, duas vezes...e chega! Isto porquê? Porque as pessoas estão sempre em mutação, a transformar-se, a aprender, a levar na cara e aquilo que fomos há 5 anos atrás e o que fizemos, pode não corresponder mais àquilo que somos hoje (momento da vida em que estamos). Óbvio, que sempre teremos aquele bichinho de comentar alguma coisa do passado de alguém e assim... Nem devíamos começar, mas é mais forte do que nós, seres (minúsculos) humanos.
Atenção que, uma coisa é comentar, desabafar no momento em que estamos a viver. Não é que esteja certo, mas por exemplo, uma pessoa tem um atrito com outra, a necessidade é desabafar, comentar, realçar os defeitos dela... então, quando não gostamos de alguém... ui... a gente mata só com a boca! Eu, por acaso, arrasto muito as coisas, porque vivo muito, tudo o que se passa na minha vida, mas estou tentanto (neste momento não. 'tou sentada na cama a escrever ) mas vocês percebem. Tento pôr p'ra trás das costas. Mas ainda não consegui a 100%. Outra coisa, são os boatos, as mentiras, as fofocas... considero falta de carácter. Posso dizer que não tenho esse hábito. Inventar mentiras sobre alguém, levar e trazer (tipo correio). No máximo, posso comentar alguma coisa de alguém que conheço, mas não sou carteira. (ah... uma coisa que toda fala, faz um comentarzinho é sobre a intimidade da pessoa... às vezes, diz-se que ''já foi ao paraíso e já se acha'' e coisinhas assim, mas é nojento quando uma pessoa para provocar e ofender outra, vá por esses caminhos e, depois revela aos quatro ventos o que sabe sobre isso. Epá... a pessoa pode não prestar, pode merecer umas BOFETADAS na cara, mas é a intimidade da pessoa , mesmo que a pessoa fale, é dela própria. Não devemos ir por aí). 

 

Eu fico muito envolvida com aquilo que me fazem, com aquilo que vem até mim sobre mim e/ou que me afeta de alguma maneira. De resto, não. Inventar por prazer? E coisas assim, não. E aquilo que me dizem e pedem segredo aqui fica. Guardo segredos de pessoas que já não me lembro, nem das pessoas, nem dos segredos. Mas, se for um segredo sobre mim, eu vou lá e tiro satisfação! Não vale a pena isto: ''eu ouvi uma coisa sobre ti, mas não podes contar a ninguém'', dependendo do que é, se for um mexerico, ok. Mas, se for algo que realmente me atinge... aí...! Também, eu consigo perceber se a pessoas quer é provocar ou se a atitude é ingénua. Se fosse contar tudo, tudinho que ouço das pessoas às pessoas... já estávamos na 1234ª Guerra Mundial! O que eu ouço das pessoas morre aqui. O que me contam aqui morre. Falo muito mas sou ''ratana'' (isto é uma alcunha), aquilo que deve ficar guardado fica. ;-) as pessoas pensam que digo tudo, mas na verdade, não chego à metade.

Segundo, as pessoas que se deixam levar pelos comentários, boatos, coisinhas assim, fofocas... estereótipos, ideias retrógradas que, algumas pessoas tentam implantar na nossa mente para nos afastar, dominar ou diminuir... isso é de pessoas sem personalidade, sem brio pessoal! E lá está, ''quem paga as contas dos outros é gente tola''. Queiramos conhecer SÓ por nós! Às vezes, perdem-se grandes amizades e grandes relações, por causa dos outros. Se A tem um problema com C, B não tem que tomar um lado. Cada um tem a sua cabeça, a sua culpa e a sua razão. Não se toma as dores de ninguém. Em casos de família, sim. Às vezes, temos de tomar uma posição, mas isso é diferente e, mesmo assim, nem sempre se justifica. Cada um é que sabe.
Já várias vezes, tentaram influenciar-me contra as pessoa dizendo para não confiar, para me impor, etc. Epá... eu disse ''olhe, eu agradeço mas de facto, eu não conheço a pessoa em questão. Gostava de conhecer por mim e se houver algum problema, hei-de encontrar uma solução.''
As pessoas não sabiam onde haviam de se meter. 
Eu acho isso uma grande parvoíce... agora tenho que ficar influenciada por outros. Nah... eu vou fazer, ir, conhecer por mim... se tiver de partir a fuça, parto. Pronto. Antes cair pela nossa má cabeça, do que pela cabeça dos outros. E eu fico tãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao enervada quando me lembro de que me deixei influenciar. Uma vez, uma professora disse-me que eu estava a ser influenciada por uma amiga, eu fiquei: ''euuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu?!  -sim, Dina. - o quê?????????????????'' , eu não suporto influências!!!!! Fiquei a martelar naquilo por diaaaaaaaaaas! 


Bom... é esta a frase para Maio.

 

E, como disse inicialmente, toda a gente bate língua e fica a pensar naquilo que foi dito e sobre quem foi dito, mas para ambos os casos é necessário discernimento e saber os limites. Quando uma pessoa toma grande parte da nossa vida e já ultrapassamos o limite dos desabafos...por exemplo. Aí devemos parar e ''deitar'' fora.
Quando há pessoas tóxicas que só nos querem influenciar contra em prol do seu próprio prazer, devemos ''marcar'' uma linha e dizer ''daqui não passa''. Somos pessoas e a nossa natureza é mesquinha, todos somos um pouco coscuvilheiros e andamos como abelhas ''zzzzzzzzzzzzzzz'', mas não nos esqueçamos o que é bom e mau, nem o saudável e o insalubre.

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