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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

Boa semana!

mau feitio, 28.01.19

Olá!
Venho por este meio informar blá, blá, blá  que formal que estou!  Bom... eu estou de ''férias'', mas quero desejar-vos uma ótima Segunda-feira e excelente semana de trabalho, de lazer, de amor, de tudo! Antes que me esqueça... talvez eu esteja ausente durante esta semana mas lá para  Sexta-feira eu estou de volta. Mas eu disse TALVEZ. Não façam a festa porque não se livrem de mim! 
Muito bem... boa semana com tudo de maravilhoso nas vossas vidas! Beijs.

 

 

 

O que (já) aprendi com os meus pais #1

mau feitio, 27.01.19

Boa tarde!
Como está a correr o vosso Domingo? O meu está a correr bem. Bom, hoje dou inicio a uma nova rúbrica aqui no blog. Vou tentar dar continuidade mas sem pressão e sem um limite. Sempre que surgir e que considere importante partilhar, assim o farei. 
Acordei com esta inspiração, de escrever sobre aquilo que (já) aprendi com os meus pais.
Ora, vejamos os meus pais sempre me ensinaram a:

  1. Gostar da nossa casa, a aprender a gostar de ficar em casa. É certo que, precisamos de sair, que é saudável mas a nossa casa é o reflexo daquilo que somos (quando digo casa, não me refiro a paredes e a teto necessariamente, mas ao nosso espaço, às nossas coisas, etc.) e é preciso aprender a gostar disso porque a vida não é uma festa com amigos todos os dias;

   2. A saber lidar com a solidão porque a vida tem momentos de solidão para os quais devemos estar preparados. O tempo também passa se estivermos sozinhos,apenas é necessário aprender como fazer isso.

  3. A pedir desculpa e a agradecer (só) uma vez, porque por maior que tenha o nosso erro e o gesto de ajuda para connosco, não temos de servir de tapete vermelho a ninguém;

4. A não pedir ajuda de quem falamos mal ou guardar a nossa opinião para nós mesmos, porque nunca sabemos de que fonte vamos beber amanhã;

5. A poupar para amanhã. Não viver como ricos nem como miseráveis. Se temos, também não precisamos de passar necessidades mas não é preciso esbanjar dinheiro. Nunca sabemos o dia de amanhã.

6. A que devia ser a primeira: antes pobres mas com carácter do que ricos e de cara suja.

Os meus pais estão sempre a repetir isso e mais. Mas por hoje, eu deixo só estas 6 lições. Algumas já aprendi, outras ainda estou aprimorado.
Resto de um ótimo Domingo!
Beijs

Mãezinha de António Gedeão

mau feitio, 26.01.19

Eu não conheço muito da poesia de António Gedeão, talvez mereça levar um estalo por isso, mas conheço muito pouco, só a Pedra Filosofal e o poema Mãezinha que conheci na voz do ator Vitor D'Andrade que também não acompanho em lado nenhum, mas foi ele que me fez gostar deste poema através do programa Um Poema por Semana da RTP, que tem como objetivo dar voz à poesia de poetas e escritores que já partiram e que marcaram indevelmente a literatura na língua portuguesa. Os poemas são ditos por várias pessoas, homens e mulheres que, em comum têm o gosto pela poesia. Cada poema é dito por mais que uma pessoa. O programa tem a duração de 3 mintos a 5 minutos.
Quando eu ouvi o ator Vitor D'Andrade a ''dizer'' o poema, eu adorei, pois ele usa um certo sarcasmo e ironia e isso só não dá voz como também dá vida ao poema.

Mãezinha

 A terra de meu pai era pequena
e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem misséis.
Corria branda a noite e a vida era serena.
 
Segundo informação, concreta e exacta,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.
 
28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de fiilhos…
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas
nestas considerações.)
 
Das outras, 10 por cento,
eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.
 
Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.
 
Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maio sossego, às horas em
que entrava e saía do emprego.
 
Dessas 9 excelentes raprigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.
 
A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igeja.
Foi a minha mãezinha.

 

António Gedeão

 

Será mesmo amor?

mau feitio, 25.01.19

À minha volta, eu vejo todas as pessoas a se casarem ou a viver juntas. E a minha questão é: será mesmo amor? Eu faço essa pergunta porque eu não vejo amor quando olho para muitos casais. Eu sei que não sou eu que tenho de ver nem de saber, não é da minha conta e que o tempo vai esfriando as relações. Apesar de não saber, eu sei.
Quando digo ''à minha volta'' não me refiro propriamente à minha localização geográfica, mas sim, mundo, sociedade.
Mas, é o que leva as pessoas ou parte delas ao casamento ou a viverem com o/a companheiro/a?
Amor será em alguns casos. Mas e noutros? 
Como disse à minha volta, eu vejo  (e, muitas vezes, ouço da boca de terceiros e dos próprios) um enorme desespero por não serem rotulados como solteirões, tias, sozinhos. E na minha opinião,algumas pessoas fazem-no por medo da solidão, vergonha do rótulo ou apenas continuação do ciclo, porque os bisavós o fizeram, os avós o fizeram, os pais o fizeram, porque chega-se a última determinada idade é hora de resolver uma vida, porque ''fica mal'', porque aconteceu engravidar. E por outras razões. Eu tenho várias amigas que namoram mas ainda não deram o nó por opção e são questionadas por isso. Ah... eu também ainda não dei o nó nem tenho laço, de momento. Mas, no meu caso, diz-se que é porque eu sou deficiente e ninguém me pega.  Claro que não que ninguém me pega. Deve ser pecado ou algo do género. Dizem as ''boas línguas'' que se uma pessoa está solteira e tem mais de 20 anos é porque é deficiente ou p*ta ou cabr*o ou é  mau termino de vida, vai ficar para tia, solteirão ou solteirona...ah... também  há a designação ''fora do prazo''. E, para muitas pessoas quem se casa às pressas para esconder a barriga, porque está na hora, porque morrem de medo de ficar sozinhas e serem rotuladas com os nomes mais hediondos, por questões financeiras, porque não vivem bem com a família é que estão certas. O que para mim, é tudo uma parvoíce! Mas assim se pensa. Eu não digo que estejam erradas, pois '' cada cabeça, sua sentença '' e cada qual tem as suas razões e se vivem bem com a sua vida, deixa viver. Mas, se é amor em alguns casos? Atenção que, isto não é julgamento. Apesar de ser julgada e rotulada porque nasci com uma deficiência. Sinceramente? Eu não me vejo assim, nunca me vi assim e recuso-me a ver-me assim. Eu cá, vou vivendo a minha vida, se encontrar laço para  dar nó, encontrei, senão, tenho a minha vida, os meus amigos, sentindo-me bem... 'tá tudo bem. Pois na minha opinião, não temos de fazer nada à pressa, com medo de repressálias e de rótulos, temos sim, que fazer quando e estamos prontos para isso de acordo com a outra metade. porque o amor é lindo, quando o sabemos viver e sentir. Bom... e vocês o que acham? Talvez, seja eu que não saiba nada sobre o amor.
Sempre a desenvolver o pensamento viva e deixe viver. 
Beijs.

istock_82086545_large.jpgImagem do Google Imagens

 

Fatos que são difíceis de acontecerem comigo

mau feitio, 23.01.19

Eu já aprendi a não dizer ''nunca'' porque o ''nunca'' já me mostrou que não existe. Mas, há coisas que cada um sabe que são difíceis de acontecerem consigo porque nos conhecemos e sabemos os nossos limites e tudo mais.
Sendo assim, eu sei perfeitamente que é muito  difícil:

  1. Deixar de gostar de mim. Mas é que jamais! Nem nos meus dias mais feios, eu deixarei de gostar de mim!
  2. Sentir-me inútil. Todo aquele que nasce (animal, planta, humano, inseto, bactéria, micróbio) nasce porque tem utilidade neste mundo! Eu sou útil desde o dia que vim ao mundo. Senão, não estava por cá.
  3. Desistir! Já desisti por algumas vezes quando vi que mais não podia fazer. 
    Mas... é difíciiiiiiiiiiiil!
  4. Mudar a minha opinião por causa de terceiros. Eu deixo que as pessoas pensem que me influenciem... mas é muito difícil deixar levar-me com os outros ou pelo que está à minha volta, por uma ''promessa''. 

E vocês? O que é difícil de acontecer convosco? O que vocês sabem que não muda na vossa vida, na vossa personalidade?
Beijs.

Expressando vontades

mau feitio, 23.01.19

Eu estou com mau feitio 

 

Não é nada demais!! Tá tudo bem! 
É só uma vontade.... 
Vontade de partir cabeças, encher a cara de algumas pessoas de porrada, atirá-las contra a parede, partir cada ossinho delas, mas não... uma pessoa civilizada não faz nada disso, uma pessoa civilizada, com boa educação e boas maneiras apenas sorri, responde ''Não... está tudo bem! Não faz mal.'' e sai com a melhor delicadeza.
Era só isto.

Manter o blog vivo

mau feitio, 22.01.19

Olá!
Tenho andando com umas ideias para o blog, já que estou de ''férias'', 'tá ok... não são fériiiiiiiiiiiiiiasssssssss, mas eu gosto de dar um rosto positivo à situação, mas... continuando.
Como estava dizendo, uma vez que não tenho muito para fazer, tenho que pensar e estou pensando, no que posso fazer para manter o blog vivo. Ideias possíveis.

Ora vejamos:

  • Frase do mês.  No inicio de cada mês, escolho um pensamento da minha autoria ou não e escrevo sobre ele. Já faço.

 

  • Estava a pensar em escrever sobre os livros que leio, fazer um resumo, dar a minha opinião, se recomendo ou não e escrever sobre o autor. À maneira que for acabado cada leitura. É possível.

 

  • No fim de cada mês, agradecer. Fazer uma reflexão e encontrar algo pelo qual agradeço. É possível.

 

  • Partilhar mais cultura. Escrever sobre alguém ou acontecimento, como já fiz antes. É possível.

 

  • Escrever  sobre datas importantes (dia do pai, dia da mãe, dia da criança, etc.).  Já faço.

 

  • Dar música ao pessoal. Escolher uma música por semana. É possível.

 

Por agora, são ideias possíveis de realizar. Tenho mais ideias, mas ainda não são possíveis. 
Têm sugestões? 
Beijs.

Elis Regina

mau feitio, 21.01.19

Sábado passado (anteontem) eu vi o filme Elis, mais uma das milhões de homenagens à cantora brasileira Elis Regina. Entre tantos atores, a atriz Andréia Horta  fez de Elis Regina, no filme e é absolutamente íncrivel as semelhanças entre ambas. Há momentos do filme e fotografias em que a atriz parece ser a própria Elis. 
Eu ''conheci'' a Elis Regina através do programa A Tua Cara não me é Estranha, quando um casal de famosos imitou a Elis em dueto com Tom Jobim, cantando Águas de Março. Gostei imenso da canção e, desde daí, fui à procura de outras canções da mesma. Há poucos dias atrás, vi que iam passar o filme na Globo, fui pesquisar e acabei por vê-lo. O filme conta um pouco da vida pessoal e carreira da cantora, digo um pouco porque a vida de qualquer pessoa é muito maior do que 1h54 minutos, mesmo assim, contém o mais importante, o que foi possível de mostrar. Eu adorei o filme, se bem que, na minha opinião,  penso que poderiam ter colocado as datas dos acontecimentos ao longo do filme. É evidente que, se percebe o tempo passa, mas podiam ter colocado a data para termos a noção em que ano se deu tal acontecimento. Pois bem, por curiosidade eu fui pesquisar mais sobre Elis Regina. Portanto, o meu fim de semana foi ''conhecendo'' Elis Regina. Matei metade da minha curiosidade, mas ainda quero saber mais sobre a pimentinha, nome dado a Elis pelo seu temperamento contraditório. Eu vou deixar aqui em baixo os links de onde eu estive a ler. É bonito ver como nasce o artista e as dificuldades por que passam até chegar à glória que,  por vezees, dura tão pouco tempo. Não quero dizer que o artista de hoje não sofra, porque sofre e muito. Acredito. Mas como o artista em 1960, 70's e anteriormente a isso? Não creio. Eu recomendo a ver o filme e a ''conhecer'' Elis Regina, considerada por muitos a maior cantora do Brasil. Com uma vida tão pouca conseguiu emocionar e ''parar o trânsito''.

 

"Poucas pessoas sabem quem realmente descobriu Elis. Foi um vendedor da gravadora Continental chamado Wilson Rodrigues Poso, que a ouviu cantando menina, aos quinze anos, em Porto Alegre. Ele sugeriu à Continental que a contratasse, e em 1962 saiu o disco dela. Levei Elis ao meu programa, fui o primeiro a tocar seu disco no rádio. Naquele dia eu disse: Menina, você vai ser a maior cantora do Brasil. Está gravado."

Walter Silva

Links e fontes: https://www.mensagenscomamor.com/biografia-elis-regina
Wikipédia
https://www.estudopratico.com.br/biografia-de-elis-regina/
https://www.youtube.com/watch?v=YnAyyho01PM&t=1166s

1_dmjgc_FxJQbh0nZ9UA5XPQ.jpgImagem do Google Imagens

 

602684.jpgImagem do Google Imagens

P.S- Eu peço desculpa por alguma falha de informação ou erro, fazer sínteses e resumos nunca foi o meu forte.

 

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