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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

Para dizer a verdade

mau feitio, 11.06.17
Para dizer a verdade, não tenho andando muito inspirada para vir aqui escrever, enfim... há dias assim. Mas há pouco dei comigo a pensar no que vivi até hoje e cheguei a uma conclusão, mais precisamente a esta: independentemente de todos os momentos maus e desesperantes que passei, apesar de todas as angústias, mágoas, de toda a solidão que me assistiu, das pessoas que eu queria que ficassem mas que partiram, umas sem nada dizer,outras anunciando a hora de partida, apesar das pessoas que eu afastei e daquelas que se afastaram sem razão aparente, das antipatias, das amizades que se tornaram inimizades e daquelas que se congelaram por nada mais haver para dizer nem viver, dos amores não correspondidos, dos efémeros e dos mal vividos pela falta de amor, dos prazeres fugazes, dos sonhos falhados, da vulnerabilidade, da vulgaridade, das desculpas que não pedi, do perdão que não ouvi, dos exageros e excentricidade para me sentir melhor, das desilusões, do tempo perdido, mal gasto, da vida não vivida, das inúteis esperas, dos choros, das quedas, dos conflitos, das derrotas, do escárnio alheio, do futuro ameaçado, das causas perdidas  e das palavras malditas, dos palavrões atirados ao ar de forma desconcertante, da falta de amor, amizade, carinho e da falta de vida, dos não avanços e dos retrocessos, independentemente disso tudo e de algo mais, devo dizer que eu continuo a acreditar no mesmo Deus, na mesma vida, nos mesmos sonhos, no mesmo possível  e isso é unicamente fantástico e, por mais vezes que volte ao lugar de onde saí, sempre irei para a frente. Quero ainda ir para onde sempre quis ir, conhecer quem sempre quis conhecer, chegar onde sempre almejei e viver a vida que sempre quis, como sempre quis. A querer a vida da mesma forma, na mesma intensidade, com a mesma tenacidade. O que mudou? Muita coisa, mas são só coisas. Noutra altura, falo do que mudou, mas agora tudo está como sempre quis.


Fotografia da minha autoria
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Feliz Dia da Criança ❤

mau feitio, 01.06.17

Hoje é Dia da Criança e há coisa melhor para ser? Não há. Ser criança, para mim, é ter o mundo nas mãos através de uma bola, é simplesmente ser o melhor do mundo e conseguir tudo sem ter a noção da dificuldade porque tudo é fácil em criança. Criança não tem cor, condição, origem, altura nem tamanho, não há comparação (não deveria de haver) entre crianças. São os seres mais puros, justos, lindos e perfeitos do mundo e, hoje todas as crianças deveriam celebrar este dia, que é um pouco de todos nós, mas principalmente, delas. Deixo aqui um poema de Fernando Pessoa e o meu desejo para este dia tão espetacular, como para todos, é que haja menos diferença entre as crianças e que um dia as crianças sejam apenas crianças em todo o mundo.
Recomendo o meu filme preferido de toda a minha infância '' O Menino Maluquinho ''. Que tenham um dia muito, muito feliz com muitas cores, doces, brincadeiras... com tudo de bom, hoje e sempre. E, que nunca nos esqueçamos de que já fomos criança um dia.
 
 
 
Havia um menino
 
Havia um menino
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
 
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
 
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
 
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
 
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
 
Havia um menino, Fernando Pessoa.