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O blog do Mau Feitio

Experiências, histórias, poesia, opiniões, dia a dia, dramatizações, descontração, gargalhadas infinitas, amigos, momentos, livros, filmes, TV, músicas, pessoas, coisas da vida, do mundo e mau feitio.

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mau feitio, 22.12.17
Olá!

Ainda falta uns dias para o fim do ano, mas já vou deixar aqui a minha avaliação sobre o meu ano de 2017.
Em primeiro lugar, foi o ano da bonança. Diz-se que“depois da tempestade vem a bonança” e é bem verdade. Foi o ano de alívio em todos os setores. O tempo clareou para mim, embora tenha tido de deixar muitas“coisas” que gostava para trás e que dor isso me causou no instante em que decidi sair do fundo do poço em que me encontrava, tive de esquecer sonhos ,pessoas e despejar tudo num contentor de misérias sem derramar uma única lágrima, sem sentir o que me torcia toda por dentro. Lembro-me que a música“ilê pêrola negra” da Daniela Mercury me acompanhou nas horas infernais de arrumação. Mas consegui e depois virei costas e parti. Com o coração em pedaços,mas parti.
E querem saber? Jamais pensei que chorar, sofrer e passar um mau bocado, por muito que ele seja, fosse algo que tornasse alguém debilitado e visto como um coitadinho. Mas a sociedade tem essa tendência.
Quando veem uma pessoa chorar ou sofrer começam a achar que aquela pessoa é despreparada, isolada sem ninguém a quem recorrer, que precisa de apoios e de ir para perto da família. E eu pergunto? Que tem de sofrer? As pessoas precisam disso para crescer. Um bebé quando aprende a andar precisa de cair para aprender a se equilibrar, a levantar-se para continuar a sua caminhada. Assim é o resto do mundo.
A tropa manda desenrascar-se e nós desenrascamo-nos e temos de nos adaptar à realidade e é esse o nosso ponto fraco, às vezes não conseguimos adaptarmos às situações e dá-se o colapso. Parecemos os coitadinhos do mundo e toda a gente faz o que lhes apetece connosco. Também acontece que,às vezes, o que nos rodeia é que não tem condições o que nos torna incapazes. Apesar de os únicos culpados sermos nós, torna-se impossível contornar certas situações. Parecemos umas inofensivas formiguinhas ao pé de um grande monstro.Estamos acorrentados e quando conseguimos dar um minúsculo passo levamos com a pata do monstro em cima.
Outro monstro chama-se pressão social. Como já disse acima, a sociedade, nós pessoas, temos muita tendência a achar, a opinar, a falar sobre a vida do outro, como ele deve viver, o que deve fazer e etc. Isso destrói qualquer um que dá ouvidos ao que se diz sobre si. Eu aprendi a calar-me sobre as minhas dificuldades e, se precisar de falar, de desabafar ou de ajuda para algo, das duas uma, ou recorro às “minhas pessoas” ou arranjo um jeito. A tropa manda desenrascar, a gente desenrasca-se. Porque quanto mais baixo te mostras, mais para baixo te empurram. Digo-vos muito sinceramente,depois desta tempestade, eu aprendi a ser quase auto- suficiente e já que adoram dar opinião, também vou dar a minha, conheço pessoas que se partem por tudo:por um berro, uma asneira, por uma crítica, por uma falta de atenção, por um julgamento por um insulto, por um dia menos bom ninguém não tem culpa das tempestades da minha vida, daquilo que me assiste, dos meus sofrimentos, da minha tristeza, mas por amor de Deus! Dependem muito do outro, esperem muito do outro. Como é que essas pessoas viverão se ficarem sozinhas na vida? Eu passei dias terríveis, queixei-me, entrei em colapso, atirei as culpas ao mundo, mas nunca esperei por ninguém.
Bom isto foi só um grande parêntese. Vou continuar a minha retrospetiva sobre 2017. Foi um ano bom, de reflexão, de reencontro comigo, com os lugares, pessoas, com tudo e também de recomeço. Não foi um ano de grandes concretizações nem de vitórias, mas de pequenos começos embora não sejam totalmente do meu agrado e me sinta um pouco derrotada, mas nada com que eu não consiga lidar e contornar. Ainda estou meio atordoada e tudo o que não consegui, o que não foi possível realizar, o que e quem deixei para trás a latejar-me na cabeça. Ainda me doem os joelhos das quedas que dei. Mas, pouco a pouco, vou reencontrar-me e seguir aos objetivos que desejo realizar.
Por enquanto, encontramo-nos por aqui no blog. Um dia falo-vos do blog, da razão de ele existir.
 

Até lá portem-se bem 🎄 porque eu nunca me porto bem! 😉😀😃

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