Eu já escrevi sobre isso no Instagram por causa da trend do momento que, basicamente, é partilhar momentos e memórias de 2016 e, de repente, toda a gente partilha momentos espetaculares e vidas maravilhosas. 2016 foi um ano icónico, incrível.
As pessoas não sofrem? Não há um momento na vida delas, um ano, um mês, um dia que sejaque não sintam miseráveis, feias, tristes, deprimidas?
Eu sim.
Eu não tenho quase fotografias nenhumas de 2016 nem dos quatro anos anteriores. A única recordação, a mais presente, que tenho de 2016 é que foi o ano em que um dos piores ciclos da minha vida terminou. Senão, o pior.
E que alívio senti. Tristeza também senti porque havia colocado todas as minhas fichas em quatro anos que foram os mais miseráveis que já vivi. Eu imergi nas profundezas mais sombrias do meu ser e, num àpice, a minha vida resumia-se a um teto de um quarto, a um ecrã de computador e a prazeres de natureza fugaz em busca de algo maior que nem eu sabia o que procurava e que acabavam por se traduzir em angústia e desespero. Mas também vivi sensações, momentos, pessoas que gostava que se tivessem eternizado na minha vida. No entanto, Infelizmente, não foi possível por mil e uma razões. E é isto. Nem sempre vamos ter fotografias de todos os anos porque nem todos os anos são bons pois passamos por momentos menos bons, situações péssimas que fazem com que não tenhamos o discernimento para conseguir ver o lado bom e tentar melhorar alguma coisa. E, às vezes, só não nos apetece tirar fotografias. Hoje em dia, teria feito tudo muito diferente daquilo tudo que fiz, mas lá, no epicentro da dor, eu não consegui enxergar. Não tenho fotografias mas tenho um mundo inteiro de emoções dentro de mim que jamais esquecerei. Só posso dizer que, nem por um minuto, eu desisti e fui até ao fim, até esgotar todos os meus limites, até onde me foi permitido ir e, apesar de tudo, algures dentro de mim, sinto uma inexplicável e aterradora saudade.
Confesso que essa alta autoestima, e ''sou muito bem resolvido/a'' e nada me abala porque existe a lei do retorno e ''vamos inspirar pessoas'', fazer mil quinhentas coisas num dia e partilhar e não sei o quê, porque somos multifuncionais, e... e... e... me dá uma gastura...
Uma vontade inabalável de pregar umas taponas na cara dessas pessoas... e depois do nada... não estão bem. Acusam pressão social. E as pessoas ''compram'' isso na Internet.
É que eu não... percebo nada do Blogger. Sinto-me deficente ali. Bom, eu sei que já sou... mas aquilo não tem feed? Pra ver outros blogs sem ser os que eu sigo? Como se vê o perfil de quem te segue?
Help me!!
Como é que importo para o Blogger?
Vou ver se há Blogger para totós nas livrarias, porque eu estou às aranhas.
Eu ainda não dormi o suficiente para processar e escrever sobre o encerramento da plataforma de blogs.
O que posso dizer? Que não concordo? Pois não! Acho que podiam fazer atualizações, em vez de, encerrar mas não nos vale contestar.
Eu ia criar um novo blog e ''fechar'' O blog do Mau Feitio, foi aí que descobri que iam encerrar a plataforma. Enfim...
Eu escrevi 868 posts, recebi 3858 comentários e 575 reações, dividi o blog em dois entre aquilo que já tinha escrito antes do Sapo e depois do Sapo. Ah... e consegui 107 seguidores.
Aqui conheci pessoas e li muitas histórias, soube dos seus gostos pessoais, as suas qualidades e defeitos, aprendi e espero ter ensinado também algumas lições. Curei-me. Chorei, ri, emocionei-me, vivi quimeras mil. Aperfeiçoei os meus designs e criei o meu canal de Youtube para partilhar convosco as minhas maluquices. Entrei menina e tornei-me mulher. Fui mãe. E tudo partilhei aqui. Vocês foram casa, amigos, colo e família.
A todos os aqui eu conheci sem ver o vosso rosto, um muito, muitíssimo OBRIGADA!
Ainda não sei para onde irei mas, certamente, que a gente lê-se por aí.
Nestes últimos dias, tenho ido à cidade resolver imbróglios da nossa vida, uma vez que eu estou em casa de licença de maternidade e o menino fica com a minha mãe, desta forma, o Rúben não perde dias de trabalho.
Bom... fui eu almoçar sem fome nenhuma, só para me movimentar porque também ficar 4h ou 5h no sofá do shopping, o segurança acaba por me vir perguntar se está tudo bem como fez no outro dia que adormeci no sofá.
Já na mesa do café à espera que me servissem, sentam-se na mesa da frente três pimbas xungas sem modes nenhuns às gargalhadas, mandando indiretas, apontando defeitos a tudo no café, tentando criar um conflito...
Uma delas levantou-se determinada a chamar o empregado para fazerem o pedido, porque "ele está a demorar muito", chegado à mesa a mais velha delas, diz com toda a arrogância e prepotência " limpe a mesa, se faz favor!" da água que elas derramaram ao que o rapaz responde "Ok." e desapareceu. Foi servir outros clientes.
Entretanto, elas aperceberam-se que o rapaz estava a servir outros clientes e, enfurecidas, saíram do café.
Achei muito bem a atitude do rapaz.
Primeiro, aquilo não é jeito de estar num estabelecimento público.
Segundo, aquilo não é um restaurante, é um café. Serve alguns pratos, mas não é um restaurante. Normalmente, pede-se ao balcão. Pode-se pedir à mesa, mas os empregados não são assistentes pessoais de ninguém, há mais clientes no estabelecimento. E o rapaz, embora parecesse avoado, só estava a dar tempo de escolherem.
Terceiro, elas estavam mais interessadas em causar uma situação e rebaixar as pessoas do que almoçar.
Por isso, achei muito bem feito o descaso que o rapaz fez. Sem abrir a boca e, talvez, sem se aperceber, ele colocou-as no seu devido lugar, no olho da rua.
Estou fazendo este post às 00h31. Para quase todas as pessoas que me leem já são 1h31, por isso, já é Quinta-feira em todo território português e antes que me falte tempo, partilho a fotografia desta Quinta-feira.
Já a partilhei no Instagram.
Agora, partilho-a aqui no blog no âmbito da tag Fotógrafa às Quintas-feiras .
Hoje levei mais tempo para publicar a fotografia desta Quinta-feira porque não sabia o que publicar, mas resolvi-me mais uma vez pela torre da igreja da Matriz ao final da tarde.
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